Razão ...

RAZÃO ...


O conhecimento que recebemos, na maioria das vezes, não tem muita relação com a nossa história, no máximo tem relação com a nossa formação profissional.

Aprendemos a acumular conhecimentos, aplicar fórmulas, analisar teorias, repetir regras ...
Todos esses eventos têm relação direta com a nossa história pessoal, nossos sonhos, expectativas, projetos, relações sociais, frustrações, prazeres, inseguranças, dores emocionais e até crises existenciais.
Adquirir essas experiências e vivê-las a tal ponto de segurar as lágrimas para que não derramem, estar preso a pensamentos nunca revelados, ter temores não expressos, palavras não ditas, inseguranças comunicadas e reações psicológicas não decifradas, são àquelas em que aprendemos na escola da existência. É nessa escola que deixamos raízes, saudades e memórias infindáveis.
É vivendo com cada experiência, que aprendemos a lidar com ela.
Por todos esses motivos, a razão desse espaço é dividir aprendizagem, oportunizar leituras, e claro, me exercitar na escrita e na comunicação.

Seja muito bem vindo!


Mostrando postagens com marcador Alessandra. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Alessandra. Mostrar todas as postagens

sábado, 20 de março de 2010

Para Alessandra

Eu e Alessandra

Alessandra disse:
oi madame enrolada
sabia q vc ia me da o bolo de nvo
vc como sempre cheia de coisas o pai ilumina essa emnte
vc me passa a labia sempre


Alessandra,

Você sempre aí, sempre aqui. Perto de mim.
O que você fez por mim naquela tarde eu não vou esquecer jamais. Ouvir 'mas eu faria isso por qualquer pessoa', me fez prestar atenção em você, que prestava atenção em mim e eu não percebia. E nesse sentido eu desvalorizei.
Nesses meses todos (já tem 1 ano?), você não desistiu de mim.
Me chama para sair, para ir à sua casa, ao clube e ao cinema.
Adoro seu convites. Adoro as nossas conversas. Pessoalmente e por msn. Sempre rimos não é mesmo?
O chato - e eu me envergonho disso - é que eu aceito pouquíssimas vezes e quando aceito, na maioria delas, eu ainda te dou bolo.

E você sempre aí. Sempre aqui.
Acho que você não entende, mas me compreende. [E eu acho isso lin-do em você].
Claro que me compreende, tá falando comigo até hoje!!!
Se fosse eu, já tinha te quebrado meia dúzia de dente. Aí você ficaria linda sem dente.
Rs.

Nossa conversa pelo msn hoje, me fez lembrar um texto que eu já conhecia.
Procurei no google e achei.
Me fez lembrar, porque estávamos falando de amores e de pudores. De dores e de dissabores.
E esse texto retrata muitíssimo bem, do que todo ser humano precisa.

Obrigada, obrigada, obrigada.
Meu cartão de visitas é dizer que eu tenho uma amiga como você.

Um beijo e um queijo.

Dar não é Fazer Amor.
(Luiz Fernando Veríssimo)

Dar é Dar.
Fazer amor é lindo, é sublime, é encantador, é esplêndido.

Mas dar é bom pra cacete.
Dar é aquela coisa que alguém te puxa os cabelos da nuca…
Chama-te de nomes que eu não escreveria.
Não te vira com delicadeza…
Não sente vergonha de ritmos animais.

Dar é bom. Melhor do que dar, só dar por dar.
Dar sem querer casar…
Sem querer apresentar pra mãe…
Sem querer dar o primeiro abraço de Ano Novo.

Dar porque o cara te esquenta a coluna vertebral.
Te amolece o gingado…
Te molha o instinto.

Dar porque a vida é estressante e dar relaxa.
Dar porque se você não der pra ele hoje, vai dar amanhã, ou depois de amanhã.
Tem pessoas que você vai acabar dando, não tem jeito.

Dar sem esperar ouvir promessas, sem esperar ouvir carinhos, sem esperar ouvir futuro.
Dar é bom na hora. Durante um mês. Para os mais desavisados, talvez anos.

Mas dar é dar demais e ficar vazio.
Dar é não ganhar.

É não ganhar um “eu te amo” baixinho perdido no meio do escuro.
É não ganhar uma mão no ombro quando o caos da cidade parece querer te abduzir.
É não ter alguém pra querer casar, pra apresentar pra mãe, pra dar o primeiro abraço de Ano Novo e pra
falar: “Que que cê acha, amor?”

É não ter companhia garantida pra viajar.
É não ter pra quem ligar quando recebe uma boa notícia.
Dar é não querer dormir encaixadinho…
É não ter alguém pra ouvir seus dengos…
Mas dar é inevitável…

Dê mesmo, dê sempre, dê muito…
Mas dê mais ainda, muito mais do que qualquer coisa, uma chance ao amor!


Muah!