Razão ...

RAZÃO ...


O conhecimento que recebemos, na maioria das vezes, não tem muita relação com a nossa história, no máximo tem relação com a nossa formação profissional.

Aprendemos a acumular conhecimentos, aplicar fórmulas, analisar teorias, repetir regras ...
Todos esses eventos têm relação direta com a nossa história pessoal, nossos sonhos, expectativas, projetos, relações sociais, frustrações, prazeres, inseguranças, dores emocionais e até crises existenciais.
Adquirir essas experiências e vivê-las a tal ponto de segurar as lágrimas para que não derramem, estar preso a pensamentos nunca revelados, ter temores não expressos, palavras não ditas, inseguranças comunicadas e reações psicológicas não decifradas, são àquelas em que aprendemos na escola da existência. É nessa escola que deixamos raízes, saudades e memórias infindáveis.
É vivendo com cada experiência, que aprendemos a lidar com ela.
Por todos esses motivos, a razão desse espaço é dividir aprendizagem, oportunizar leituras, e claro, me exercitar na escrita e na comunicação.

Seja muito bem vindo!


Mostrando postagens com marcador enchente. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador enchente. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Cenas de destruição

No último dia 12, foram vistos cenas de destruição na minha cidade natal Uberaba/Mg. Rajadas de vento, granizo e inundações provacaram estragos aterrorizantes na cidade assustando vários moradores. "Das 15h30 às 16h30 galhos, árvores e telhados foram derrubados pela força do vento e da água. De acordo com a defesa civil de Uberaba, o volume de água de chuva foi de 28 milímetros".

As principais ruas foram submergidas, pois as bocas-de-lobo não aturaram o volume de água. "O corpo de bombeiros teve muito trabalho para resgatar pessoas que ficaram ilhadas pela correnteza e no corte de águas que vieram ao chão, chegando a bloquear as ruas".

Muito caos foi registrado em toda a cidade e na casa dos meus pais não foi diferente. As pedras de granizo batiam contra a parede e corriam à porta da cozinha, ocasionando um grande alagamento. As pancadas foram tão fortes que por vezes mamãe achou que as pedras atingiriam a porta de vidro da cozinha e da sala, podendo provocar estilhaços.

Após o almoço, foi registrado temperatura de 30º e no momento da chuva, os termômetros registraram uma queda brusca para 20º. Em meio ao tumulto, mamãe ainda se lembrou de ligar para o meu irmão pedindo para ele ter cuidado com a moto. Ele disse que estava de carro e que ela não precisava se preocupar. Entretanto, ele estava naquele momento com o carro da empresa e se esqueceu que ele tinha - de fato - ido trabalhar de moto. Ao voltar à agência, viu que a moto não estava mais lá. Alguém viu quando uma onda de água pegou-a em cheio derrubando e arrastando-a para uma enorme buraco. Assim que a chuva parou, essa pessoa que posteriomente Rafael o identificou como seu colega, contou-lhe como tudo aconteceu.
- Nínive, dá dó ver a moto, está toda amassada e arranhada - disse a mamãe.
- E o Rafael?
- Tá arrasado coitado. Ele tirou a moto há dois meses e o seguro não cobre casos fortuitos.

Um pouco do caos:
























Nínive tá bege.