Razão ...

RAZÃO ...


O conhecimento que recebemos, na maioria das vezes, não tem muita relação com a nossa história, no máximo tem relação com a nossa formação profissional.

Aprendemos a acumular conhecimentos, aplicar fórmulas, analisar teorias, repetir regras ...
Todos esses eventos têm relação direta com a nossa história pessoal, nossos sonhos, expectativas, projetos, relações sociais, frustrações, prazeres, inseguranças, dores emocionais e até crises existenciais.
Adquirir essas experiências e vivê-las a tal ponto de segurar as lágrimas para que não derramem, estar preso a pensamentos nunca revelados, ter temores não expressos, palavras não ditas, inseguranças comunicadas e reações psicológicas não decifradas, são àquelas em que aprendemos na escola da existência. É nessa escola que deixamos raízes, saudades e memórias infindáveis.
É vivendo com cada experiência, que aprendemos a lidar com ela.
Por todos esses motivos, a razão desse espaço é dividir aprendizagem, oportunizar leituras, e claro, me exercitar na escrita e na comunicação.

Seja muito bem vindo!


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quarta-feira, 31 de março de 2010

Torpedo

Os últimos dias do mês e os primeiros do mês seguinte são de muitíssimo trabalho – para mim - no escritório. É quando confiro toda a agenda de audiência dia-a-dia e vou montando as planilhas de despesas para serem cobradas, cada uma em seu tipo de despesa-geradora. Depois aguardo serem pré-aprovadas para emissão da nota fiscal. Feito isso, separo toda a documentação de cada processo gerador da despesa e anexo separadamente por autor e por CNPJ e a envio via Correios.
É um trabalho cheio de detalhes onde erros significarão que o Credenciador devolverá o malote por causa de 1(um) erro. E malote de pagamento devolvido é igual a chefe bufando porque não receberá seus numerários dentro daquele mês.

Além disso, ainda faço muuuitas outras coisas durante as outras semanas o que, ultimamente, têm me feito ficar até depois do horário seguidamente.
Estou reclamando não. O trabalho dignifica o homem.
Chego em casa me sentindo útil, cheia de responsabilidades, afazeres e ainda me imprimi a sensação de ‘tenho trabalho’ e não ‘tenho um emprego’.

Acontece também que, parte do meu trabalho é acompanhar o andamento e/ou o encerramento de processos, no que tange à parte financeira, o que me obriga a ir ao Banco-credenciador e ao Tribunal de Contas semanalmente. Dessa forma, as minhas saídas são costumeiramente demoradas, já que eu moro em uma Capital e cidade grande adoooora filas.

Essa semana, precisei ir a um banco muito perto do escritório que, de tão perto eu meio que me perdi e antes que pudesse chamar um táxi, ajudei uma senhora a atravessar a rua correndo – eu garrada no braço dela falando: vamu que dá. Assim que cheguei do outro lado da rua, vi a placa do banco à minha extrema direita e me peguei ainda agarrada no braço dela. Coitada cheguei a ver o vergão que deixei. Em tempo d’eu parar a circulação dela, Santo Deus....

Cheguei no banco, retirei a senha, depois de tocar de roda duas vezes em frente à maquininha e não ver, olhei para o luminoso e constatei que tinham 18 pessoas na minha frente. Sentei. Levantei. Tomei dois copos d’água. Sentei de novo, comecei a mexer no meu celular e escrevi um torpedo para a Sheila: [...] a fila está enoooorme aqui, vamos conversar?

Hoje, precisei de novo sair. Outro banco. Na volta, já no escritório, peguei a resposta dela, de hoje, que serviu para ontem também.
"AMIGA CHEGA LOGO
RUIM AQUI SEM VC
SNIFF"

Recebida a las 16:07:48 31/03/2003


Arrumei uma nova amiga, num arrumei?