Razão ...

RAZÃO ...


O conhecimento que recebemos, na maioria das vezes, não tem muita relação com a nossa história, no máximo tem relação com a nossa formação profissional.

Aprendemos a acumular conhecimentos, aplicar fórmulas, analisar teorias, repetir regras ...
Todos esses eventos têm relação direta com a nossa história pessoal, nossos sonhos, expectativas, projetos, relações sociais, frustrações, prazeres, inseguranças, dores emocionais e até crises existenciais.
Adquirir essas experiências e vivê-las a tal ponto de segurar as lágrimas para que não derramem, estar preso a pensamentos nunca revelados, ter temores não expressos, palavras não ditas, inseguranças comunicadas e reações psicológicas não decifradas, são àquelas em que aprendemos na escola da existência. É nessa escola que deixamos raízes, saudades e memórias infindáveis.
É vivendo com cada experiência, que aprendemos a lidar com ela.
Por todos esses motivos, a razão desse espaço é dividir aprendizagem, oportunizar leituras, e claro, me exercitar na escrita e na comunicação.

Seja muito bem vindo!


Mostrando postagens com marcador gafe. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador gafe. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 17 de maio de 2011

Pêagádê em gafe


Nanda (minha irmã) é disléxica, daquelas que vive dando furo com o namorado igual aquela propaganda que o cara fala que acabou de tomar banho e vai cair na balada ... cama, amor, vou cair na cama.

Nanda liga pro namorado e fala que vai dormir com o Thiago ao invés de falar que vai sair com ele e Thiago é outro do naipe dela. Espera dar o horário da namorada ligar, conversa com ela, desliga e manda o seguinte torpedo pra Nanda: Já falei com a Beltrana. Agora podemos sair. Só, que ele esqueceu de mandar para o celular da Nanda e mandou pro da namorada. Não preciso nem dizer que os noiados não botaram o narizinho deles na rua néam?

Já eu ... vivo dando gafe. Meu blog é testemunha ocular dos fora. Lembram do dia que entrei toooda empinada em um cartório em Vitória e ...

- Moça, só uma pergunta, por favor, aqui é cartório de bloco de notas?
- Bloco de notas?
- É. É.
- Não, aqui é cartório de notas, senhora. Só de notas.

Pois é.

Semana passada teve blitz aqui na rua Senador Pena só de moto. Eu vinha sentido contrário e quase na esquina avistei um policial com uma arma enorme apontada prá baixo. Vim subindo, olhando desconfiada e fui pra rua. A rua estreita, o fluxo de veículos aumentou, tive que voltar prá calçada. Fui passando por ele e falei:

- Tô com medo de passar perto de você.
- Mas porque, não precisa não.
- Seu negócio aí apontado prá baixo.

Negócio? Ne-gó-cio??? Isso é palavriado de uma Secretaria Executiva Trilíngue?

Falei e arrependi. Voltei e emendei:
- Na verdade não foi isso o que quis dizer, me desculpe.

E acabei tocando no ombro dele em um gesto involuntário que tenho a mania de fazer: falar e encostar.

Foi o suficiente para um conhecido descendo de carro gritar e me fazer arrepender de ter passado naquela rua:

- Outro baculejo, Nínive?

É, pois é, já tomei um baculejo. Dois na verdade.


Nínive não nega a raça. Mandou um aí começar o que tinha terminado.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Causo

Do meu pai para a minha mãe:

- Lu, você mandou o comprovante de pagamento para a Nanda?
- Mandei por e-mail.
- Ó, e você deu conta?
- A Nínive me ajudou.
- Então me dá ele para eu colocar na pasta de imposto de renda.

Mamãe pegou o celular e começou a mandar um torpedo.

- Mãe, o que a senhora está escrevendo aí?
- Tô pedindo pra Nanda me devolver o comprovante?
- Han?
- Que eu mandei prá ela por e-mail.
- Ô mãe, rsrsrs, o comprovante não foi embora pelo e-mail não, ele está lá no anexo.


Nínive lembrou que no ano passado, nessa data, mamãe estava fazendo meio século mais um. Por que esse ano ela está fazendo 45? Tem perigo ano que vem eu alcançá-la não?