Razão ...

RAZÃO ...


O conhecimento que recebemos, na maioria das vezes, não tem muita relação com a nossa história, no máximo tem relação com a nossa formação profissional.

Aprendemos a acumular conhecimentos, aplicar fórmulas, analisar teorias, repetir regras ...
Todos esses eventos têm relação direta com a nossa história pessoal, nossos sonhos, expectativas, projetos, relações sociais, frustrações, prazeres, inseguranças, dores emocionais e até crises existenciais.
Adquirir essas experiências e vivê-las a tal ponto de segurar as lágrimas para que não derramem, estar preso a pensamentos nunca revelados, ter temores não expressos, palavras não ditas, inseguranças comunicadas e reações psicológicas não decifradas, são àquelas em que aprendemos na escola da existência. É nessa escola que deixamos raízes, saudades e memórias infindáveis.
É vivendo com cada experiência, que aprendemos a lidar com ela.
Por todos esses motivos, a razão desse espaço é dividir aprendizagem, oportunizar leituras, e claro, me exercitar na escrita e na comunicação.

Seja muito bem vindo!


domingo, 11 de abril de 2010

Gafe

Dori

Eu ia tirar o post de baixo, mas........ lá vai uma das minhas pérolas.

Navegando pelos blogs, encontrei um que estava oferecendo um sorteio. Para participar, tinha que:
1) preencher um formulário
2) deixar um comment que: " Eu quero ficar linda com o Clube das troquinhas"
3) inscrições Até dia 17/03/2010
4) sorteio: 19/03/2010 às 16:00HRS

REPARE NA DATA. O SORTEIO FOI SÓ............................. MÊS PASSADO.

Dããããããrrrrr.


P.S.: ô Seu Longuim, foi mal, vai ficar sem seus três pulim, dessa vez.

Clube das Troquinhas

Navegando pela net, nesse domingãomarasmo que todo domingão é, achei um blog que está fazendo um super sorteio.

Eu que tenho problema com o meu pixaim, bem que podia ganhar o prêmio.

Ah, eu mereço vai.

Não tenho chapinha, acredita? Pois é, pois é, pois é.

Travei as 4 rodas

Bolsa Rafitthy Shih-Tzo


Para tudo.
Apague as luzes.
Coloca um canhão de luz aqui.
Em cima de mim não.
Tá, em cima de mim também.
Agora ali.

Ontem fui ao shopping para comprar duas coisas.
Voltei com as mãos cheias de sacolas e o que tinha que ter vindo, ficou.
Talvez essa foi a deixa para eu voltar lá hoje de novo.

Eu amo shoppings. Não para comprar. Também. Mas sou daquelas que compra uma casquinha e anda tudo sem necessariamente comprar nada?. Pois é. Meu consumismo começa e termina no sorvete.

Mas tem vezes que, como ontem, eu vou para comprar uma coisa e volto com um monte de outras coisas. Deve ser a lei da compensação: não posso isso, então vai isso. Ou 'issos'.

Passando em frente a uma loja, que me chamou a atenção pelo cartaz TUDO A 50%, parei total em uma coleção de bolsas na vitrine. Até o sorvete coitado, que estava sendo economizado nas lambidas para dar para andar o shopping todo, foi esquecido. Só voltei à Terra, quando percebi o danado escorrendo na casquinha e dedos adentro. Nem do lugar quis sair. Limpei com o papelzinho que sempre fica grudado nele, coloquei todas as sacolas no chão e caçei meu higienizador de mãos na bolsa. Tuu-do isso para não perder a visão do que estava vendo.
Exagero?
"Exagerado, jogado aos seus pés, eu sou mesmo exagerado"

Lembrei de como gosto de bolsas, mas que não tenho coleção, porque quando gosto uso até acabar. Aí vou lá e compro outra. Imediatamente elegi a que estava usando como acabadinha e fui namorar a tal de 50%. Na vitrine custava uns trezentos reais JÁ COM O DESCONTO. Ah não dá não. Para eu comprar, teria que usar too-do o limite do meu cartão de crédito, que é Universitário(hehe), dividido em dez vezes de tlinta reais. Nemmmmmm vê. É muito para a minha cabeça, mas não para o meu coração ....ah que bolsa.

Aí, hoje vi em um site de bolsas que eu já até comprei nele. A eleita a acabadinha até é desse site.

Nele, a bolsa que eu travei as quatro rodas está mais barata, mas sou usurenta demais. Fico fraquinha só de pensar no valor dela (dando um daqueles xiliques da Celinha do Toma Lá da Cá).

Mas .... assim como o carro que, quando trava suas quatro rodas, esteja aonde estiver, têm que de algum jeito chegar a qualquer lugar para buscar socorro, recorri-me ao meu contra-cheque que em dois tempos me fez tomar o rumo de casa. Por que no fundo eu sei, ai como sei, que tudo isso passará.

Mãozinhas para cima, de um lado a outro, cante comigo:
Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa, tudo sempre passará

sexta-feira, 9 de abril de 2010

O que colocar em uma gaiola?

Bandidos.
Estupradores.
Sequestradores.

Àqueles que batem nos animais.
Àqueles que tiram o couro dos animais vivos, pelo valor da venda do produto ‘fresco’.
Àqueles que fazem alçapão.

Marido que bate na esposa.
Mãe que abandona o filho.
O pai e a madrasta da Isabela Nardoni.
A Suzane Von Richthofen.

Dá vontade de colocar em uma gaiola as pessoas que reclamam da vida, que tem preguiça de acordar cedo, que se lamentam por não ter (ainda) conseguido comprar a sua ankle boots para o inverno, àqueles que se contentam com tudo e àqueles que não se animam por nada.

Dá vontade de colocar em uma gaiola, a doença, a dor, a morte e o pranto. A saudade, a distância, a ausência e a omissão. As inverdades e as puras mentiras.

Dá vontade de enjaular dentro da minha gaiola, os amigos e o amor. A família eu não gostaria de enjaular, eu gostaria de engoli-la mesmo. Para ficar o mais dentro possível; assim como os hamsters fazem com seus filhotes.

- O que é isso?
- Lagosta.
- La-go-sta? Ju-ra?

O cara dá uma olhada pra mim que soou algo como: é só uma lagosta, filha. Mas responde:
– É.
- Que lindo. Nossa, como são bonitas.

O cara deixa de me olhar e passa a me reparar.
- Lagosta, que lindo. Olha como são lindos.
O cara mudou de cara. A cara do cara era de incredulidade por tamanha demonstração de surpresa.
Percebo e engato um:
- É que lá em Uberaba moço, tem dessas coisas não. Eu realmente gostei.
Segundos depois.
- Como que pesca?
- Com a garra.
- E quanto custa?
- Dois reais.
- E se eu pescar você fazem para eu comer na hora.
- Fazemos.

Esfuziante.
- Adorei. Adorei. Gente, nunca vi isso em toda a minha vida.
E fui falando como se todos estavam lá, estivessem falando comigo.
- Você sabe qual é o macho e a fêmea?
- Aí, você me apertou.

Indo de um lado para o outro. Agacho. Levanto. Olho por cima. Por baixo. De lado.
- Nóooooooo. Moço, é que eu gostei tanto que me deu até vontade de levar pra casa e colocar em uma gaiola.
- Aquário.
- Sim aquário, aquário....... foi que eu disse, não?
- Não...gaiola é uma coisa, aquário é outra.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Tanquinho e, seu modo de usar

Fiz uma meia lua in front off tanquinho para ver como que ele funciona e se é verdade mesmo que ele não centrifuga a roupa. É, de fato não vi no painel CENTRÍFUGA. Que mals. Depois fiquei encucada como que coloca água dentro dele. E mais, como tira. Bom, colocar é só chuá chuá com o balde né? E tirar? Será que vou ter que embicar o tanquinho em cima de algum ralinho? Pia? Ou eu vou ter que fazer aquilo que os mecânicos fazem quando tem que esvaziar o tanque de combustível??? Como chama aquilo mesmo? É..pois é.. é isso mesmo aí.

Depois fui ver, acredite, se ele é ligado na tomada. Assim que inclinei os corpo para a frente e fiquei na ponta dos pés, comecei a rir sozinha de imaginar alguém vendo a cena: não bem, é a pilha! Recarregável. Nós, capixabas além de comermos ovos de codorna no macarrão, no cachorro quente e no ravióli, ainda inventamos o tanquinho à bateria. Fica aí nas pontas dos pés de novo e vê se, dessa vez, você acha onde fica o plug.

Parei de rir. Como pude cogitar a possibilidade dele não ser ... ... incrível a cabeça do ser humano. A minha em especial.

Passado à dúvida, resolvi que vou estudá-lo no final de semana mesmo e, enquanto a roupa tiver lá dentro, vejo como que é a parte do ‘torcer’. Enquanto seu lobo não vem, posso também ir vendo uma lavanderia o-o-o-o-ou, o e-mail do meu Papaizinho-querido-do-coração mais próximo. He-he-he. Dáli Papaizinho.

Se bem que tem o galo também. Eu arqueio as sobrancelhas e ainda o sinto aqui. Cantando. Ele bem que podia se oferecer para torcer e estender e roupa. Custa nada. Pensando melhor, hoje de manhã ele me deu um bom dia que eu gostei não viu. Esqueci do bichinho e fui pentear a franja, adivinha onde o pente pegou?

Galo malvado. O Grilo pelo menos me ouvia.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Domingo, 4 de abril de 2010 às 21:54

Braço esquerdo: dolorido.
Braço direito: dormente.
Perna esquerda: manca, arrastando.
Perna direita: descubro a cada 1 minuto que tenho.
Cabeça: com um galo.

Esse é o saldo positivo oriundo da minha mudança.
[Pausa para a dancinha com um pompom na mão, fazendo polichinelo].

Sábado liguei para a Leila e com muuita dificuldade, pedi para ela me ajudar, porque chamar as pessoas para ajudar a mudar é uó-do-borogodó. Convite de índio esse. Ainda mais ela que tem casa, menino pequeno e marido. Pois então, a AMIGADOCORAÇÃO largou tudo lá, botou um vestido floral sussu e chegou em casa com a maior disposição.

Calculamos que em três viagens levaríamos quase todas as minhas coisas, porque para o novo AP não daria para acomodar minhas bugigangas todas. Eu tinha em torno de 15 caixas médias, especialmente escolhidas para levar; e assim, fomos enchendo o carro dela, com elas. Para se ter uma noção de quanto eu morava longe de tudo e de todos e agora estou perto, mesmo de carro, levamos uns 30-40 minutos para chegar e olha que a bichinha é ousada no volante hein?

No antigo AP, eu morava no terceiro andar e combinei com a Leila que eu desceria com as caixas e ela acomodaria no carro. Penso eu que, para alguém que não tem como hábito nem espreguiçar, tamanho esforço físico foi motivo para hoje, ainda estar me comportando como uma deficiente. Sem churumelas. Amanhã, vou tentar pegar o ônibus e não pagar. Não, eu não sou deficiente, mas eu estou. E sem soar melodramática, acredito que subir o degrau do ônibus será a minha segunda vitória do dia. Com churumelas.

Antes de fazer a segunda viagem, Leila disse que não precisaria fazer a terceira. Depois ficamos na dúvida, porque ficou para trás os itens maiores: TV, DVD, computador, um banco de plástico e um ventilador. E mais caixas. No sobe e desce a minha [antiga] vizinha me pegou de conversa e até dentro da casa dela entrei para ver a sua nova decoração e percebi que a Leila já tinha subido e descido duas vezes. Retomei à malhação. Quando definitivamente desci, com o banco e o ventilador, não acreditei quando vi o carro dela. Não sei como ele não arriou. Tinha tanta coisa, mais tanta coisa, que até no console tinha tralha. Na primeira viagem, o carro não tinha ido assim tão cheio, mas na segunda, já cansadas, abolimos a terceira viagem e Leila resolveu que todo o restante caberia. E coube. Coube porque o ventilador foi, mas o banquinho foi demitido quando estava esperando a sua vez de entrar.

No novo AP, assim que me despedi da Leila, comecei a terceira parte do processo. Ai que chato essa parte. Decidir o quê ficar onde. Em duas ou três horas estava a Leila de novo, dessa vez com a sua trupe. Estava quase tudo no lugar e o marido dela ainda mudou a décor... que ficou ótimo.

Mais tarde, ainda arrumei disposição para sair, tomar chope, comer um filé ao molho madeira (hum hum) e colocar o papo em dia.

No domingo, acordei e a primeira sensação que tive no novo AP foi... ... ... o galo novo que ganhei. Ai ai ai. É que na mudança, mais precisamente no banheiro, bati com muita força em uma parede e meus olhos encheram d’água de tanta dor. Pena eu estar sozinha nesse momento, senão tinha feito uma manha, mas uma manha daquelas: tinha deitado, tomado um sonrisal e falado que estaria impossibilitada de continuar a arrumar as arrumações. Rs.

Depois das 13h30 resolvi dar uma volta no bairro e procurar um lugar para almoçar. Os restaurantes estavam fechados para o almoço. Rs. Uberaba tem isso também, mas são os açougues que fecham. Se chegar visita na sua casa de surpresa e a anfitriã precisar comprar mais mistura, vai ficar sem. O jeito será emendar com ovos, cozinhar mais feijão, agora tem também uma tal de ração humana oooooo-u, não atender a porta.

Se a minha segunda vitória será subir com sucesso os degraus do ônibus, a primeira será saber onde e qual ônibus pegar. É, porque pegar o ônibus errado é algo que pode tranquilamente acontecer e por motivos simples: (1) eu sou a Dori do Procurando Nemo; (2) há mais de dois anos aqui, vivo pegando ônibus errado e marchando de salto pra lá e pra cá e (3) porque nem o com o galo eu posso contar, afinal, ele se mudou para a minha cabeça no mesmo dia que eu me mudei de casa. De-lí-cia. Ui!

**Ainda sem net em casa :( >>> Mas felizona **

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Quinta-feira santa

Trabalhamos todos na quinta-feira santa.
Até para os não-religiosos, como eu, nos sentimos aviltados por ter labutado nesse dia. (nossa que drama!)
E para compensar, fomos eu, Sheila e a doutora Verônica almoçar no Shopping Vitória.

Lotada-ço, todo mundo deve ter recebido no dia 31 e foi gastar no shopis.
Almoçamos no Spoleto. Eu fiquei segurando mesa para as meninas e elas foram escolher os pratos. Doutora Verônica fez a gentileza de me trazer um papelzinho para eu escolher a massa e os ingredientes que eu queria. Dentre eles, escolhi nozes.

Alguns longos minutos depois, vêm as bunitas-equilibristas com as bandejas na mão.
Sheila colocou o meu prato na mesa e eu deeeii uma olhada e vi algo parecido com ovo.
Comecei a comer e rolei aquela coisa roliça e olhei para a Sheila:
Ela: - Não tinha nozes, nem castanha do Pará, ai pedi para colocar ovo de codorna.
Eu: - Ovo de codorna, no meu ravióli de tomate seco com mozzarela de búfala??!!
Doutora Verônica: - Quando vi que colocou a mais no seu pedi no meu também.
Ainda bem que não critiquei, se a doutora come ovo na sua massa, quem sou euzinha para falar alguma coisa né? Rs.

Mas ... que mania de capixaba com ovo de codorna. Tudo aqui eles botam ovo de codorna.
Assim que me mudei para cá há dois anos, fui a uma lanchinho que tem aqui perto e pedi um cachorro-quente.
- Completo?
- Sim

Quando comecei a comer tinha [de dentro para fora]: purê de batata, cenoura ralada, salpicão, vinagrete, milho, ervilha, passas, salsicha e....... ovo de codorna.
OVO DE CODORNA NO CACHORRO QUENTE??????????????.
Hoje, chego sento e falo: sem purê, sem ervilha e sem ovo de codorna. O resto passa.
Todos os cardápios de lanche vão ovo e os de pizza também. Muuuito engraçado isso. Ô estômago.
Não sou enjoada para comer não, mas tem coisas que eu só como de um jeito, por exemplo: gosto de milho verde, mas não tomo o sorvete, gosto de banana, mas não tomo a vitamina. Normal né?
Ou não? [pensativa]

Agora, admito, ANORMAL mesmo foi um dia, nem me lembro que idade eu tinha, talvez uns 17, cheguei em casa 'varada' de fome. E como excelente cozinheira, meti um miojo na panela. Em seu tempo de cozimento coloquei salsicha, milho, queijo, requeijão, ovo frito e algum outro tempero. Quando o miojo ficou pronto coloquei tudo dentro de um pão de sal e pá-prádentro. Tomei um copo d'água e fui dormir.
Mamãe:
- Santo Deus, dorme sentada hein, vai ter um treco aí.

Por isso que ela é magra, ela lá tomando leite com café solúvel e torradas com manteiga light e eu, de bocarra em alguma coisa que chamei de lanche.

Sou enjoada para comer não.
Sou normal.
Imagina se não fosse?

Vai magrinha, vai magrinha. Vai magrinha, vai magrinha. Haaaay!