Razão ...

RAZÃO ...


O conhecimento que recebemos, na maioria das vezes, não tem muita relação com a nossa história, no máximo tem relação com a nossa formação profissional.

Aprendemos a acumular conhecimentos, aplicar fórmulas, analisar teorias, repetir regras ...
Todos esses eventos têm relação direta com a nossa história pessoal, nossos sonhos, expectativas, projetos, relações sociais, frustrações, prazeres, inseguranças, dores emocionais e até crises existenciais.
Adquirir essas experiências e vivê-las a tal ponto de segurar as lágrimas para que não derramem, estar preso a pensamentos nunca revelados, ter temores não expressos, palavras não ditas, inseguranças comunicadas e reações psicológicas não decifradas, são àquelas em que aprendemos na escola da existência. É nessa escola que deixamos raízes, saudades e memórias infindáveis.
É vivendo com cada experiência, que aprendemos a lidar com ela.
Por todos esses motivos, a razão desse espaço é dividir aprendizagem, oportunizar leituras, e claro, me exercitar na escrita e na comunicação.

Seja muito bem vindo!


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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Daqui prali

Hoje moro em um município com pouco mais de 15 mil habitantes no sudoeste do Pará. Estamos, Cid e eu, há 895.2468 km da capital com pouquissíma infra-estrutura, lazer zero, asfalto isso não nos pertence e falta de energia constante. Internet é luxo. Dentre outras coisas. Shopping, bares, restaurantes, clube.. ai ai, clube (tem uma cachoeira serve?). Clube não, isso é muito para esses lados de cá.

Dai que um dia surgiu um conversê que Cid poderia ser transferido. Nos animamos em uma semana e fomos desenganados na outra. Dez dias depois, uma nova conversa. Paramos de comprar as coisas para casa e a ver uma máquina fotográfica dos meus sonhos e quando estávamos in love, fuénnn. Na terceira vez pediram ao Cid um memorando e uma carta. Fizemos mandamos e
- Estamos no mês político e três meses antes e três depois não se faz admissão, trasnsferência, demissão.
Eu bocuda:
- Mas pelo amor de Deus amor, se não pode pra quê ficam dando esperança, na última até fizemos dois documentos. Prá quê? Para chegar lá e eles embargarem? Que sacanagem.
- Te acalma, aqui é tudo assim. Vai se acostumando.

Aí, há umas duas semanas, eu lá arrumando a cabeleira e chega Cid com a notícia:
- Saiu a transferência?
- Saiu?

- Saiu

- E agora?

- Agora é ir...

- Mas assim?

- Assim!


Viemos embora e ficamos esperando até ontem sair o tal do edital, oficialidade que autoriza efetivamente a sua remoção. Essa publicação está prevista entre o dia 10 e 15 desse mês. Até lá teremos tempo de arrumar as coisas com calma, até que.....

Hoje a tarde:
- Amor, vamos na sexta-feira tá?
- Da semana que vem?

- Não depois de amanhã?

- Hein?

- Sim, tu iria na frente para arrumar casa e agora eu vou te levar. Depois eu volto.

- ;)

Emoção é comigo mesmo. A viagem é doída, 700km de estrada de chão. Haja peitos. Já fiz mercado, vou arrumar uma caixa de isopor para levar umas coisinhas para comer e arrumar tooooda a minha mudança. As coisas maiores vão depois, fora isso vai tudo na camionete.

Até o final da semana voltarei à civilização. A nova cidade tem quase 100 mil habitantes. Fica no sudeste do Pará. Possui a maior usina hidrelétrica totalmente brasileira e é a quarta maior do mundo. Além disso, tem feira, restaurantes, bares, shopping, reserva, parque...... ahhhh maridinho, meu cartão de crédito com taxa mínina não lhe pertence mais.....

É isso, vou sumir porque até que eu ajeite as coisas deve levar uns 20 ou 30 dias. No mais eu passo aqui para dar um alô, se der.

Não se esqueçam de votar na Manu, a minha sobrinha que está concorrendo à Promoção Bebê Jhonson's. Vide post anterior.

Um beeeeijo: muah!


Nínive anda tão feliz, mas tão feliz que esqueceu de contar que achou que ia ser mãe outro dia, mas vai mesmo é ser avó: a Gatinha tá prenha.
Nínive também colocou um campo para quem quiser receber os newsletter do blog direto no e-mail.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Domingo, 4 de abril de 2010 às 21:54

Braço esquerdo: dolorido.
Braço direito: dormente.
Perna esquerda: manca, arrastando.
Perna direita: descubro a cada 1 minuto que tenho.
Cabeça: com um galo.

Esse é o saldo positivo oriundo da minha mudança.
[Pausa para a dancinha com um pompom na mão, fazendo polichinelo].

Sábado liguei para a Leila e com muuita dificuldade, pedi para ela me ajudar, porque chamar as pessoas para ajudar a mudar é uó-do-borogodó. Convite de índio esse. Ainda mais ela que tem casa, menino pequeno e marido. Pois então, a AMIGADOCORAÇÃO largou tudo lá, botou um vestido floral sussu e chegou em casa com a maior disposição.

Calculamos que em três viagens levaríamos quase todas as minhas coisas, porque para o novo AP não daria para acomodar minhas bugigangas todas. Eu tinha em torno de 15 caixas médias, especialmente escolhidas para levar; e assim, fomos enchendo o carro dela, com elas. Para se ter uma noção de quanto eu morava longe de tudo e de todos e agora estou perto, mesmo de carro, levamos uns 30-40 minutos para chegar e olha que a bichinha é ousada no volante hein?

No antigo AP, eu morava no terceiro andar e combinei com a Leila que eu desceria com as caixas e ela acomodaria no carro. Penso eu que, para alguém que não tem como hábito nem espreguiçar, tamanho esforço físico foi motivo para hoje, ainda estar me comportando como uma deficiente. Sem churumelas. Amanhã, vou tentar pegar o ônibus e não pagar. Não, eu não sou deficiente, mas eu estou. E sem soar melodramática, acredito que subir o degrau do ônibus será a minha segunda vitória do dia. Com churumelas.

Antes de fazer a segunda viagem, Leila disse que não precisaria fazer a terceira. Depois ficamos na dúvida, porque ficou para trás os itens maiores: TV, DVD, computador, um banco de plástico e um ventilador. E mais caixas. No sobe e desce a minha [antiga] vizinha me pegou de conversa e até dentro da casa dela entrei para ver a sua nova decoração e percebi que a Leila já tinha subido e descido duas vezes. Retomei à malhação. Quando definitivamente desci, com o banco e o ventilador, não acreditei quando vi o carro dela. Não sei como ele não arriou. Tinha tanta coisa, mais tanta coisa, que até no console tinha tralha. Na primeira viagem, o carro não tinha ido assim tão cheio, mas na segunda, já cansadas, abolimos a terceira viagem e Leila resolveu que todo o restante caberia. E coube. Coube porque o ventilador foi, mas o banquinho foi demitido quando estava esperando a sua vez de entrar.

No novo AP, assim que me despedi da Leila, comecei a terceira parte do processo. Ai que chato essa parte. Decidir o quê ficar onde. Em duas ou três horas estava a Leila de novo, dessa vez com a sua trupe. Estava quase tudo no lugar e o marido dela ainda mudou a décor... que ficou ótimo.

Mais tarde, ainda arrumei disposição para sair, tomar chope, comer um filé ao molho madeira (hum hum) e colocar o papo em dia.

No domingo, acordei e a primeira sensação que tive no novo AP foi... ... ... o galo novo que ganhei. Ai ai ai. É que na mudança, mais precisamente no banheiro, bati com muita força em uma parede e meus olhos encheram d’água de tanta dor. Pena eu estar sozinha nesse momento, senão tinha feito uma manha, mas uma manha daquelas: tinha deitado, tomado um sonrisal e falado que estaria impossibilitada de continuar a arrumar as arrumações. Rs.

Depois das 13h30 resolvi dar uma volta no bairro e procurar um lugar para almoçar. Os restaurantes estavam fechados para o almoço. Rs. Uberaba tem isso também, mas são os açougues que fecham. Se chegar visita na sua casa de surpresa e a anfitriã precisar comprar mais mistura, vai ficar sem. O jeito será emendar com ovos, cozinhar mais feijão, agora tem também uma tal de ração humana oooooo-u, não atender a porta.

Se a minha segunda vitória será subir com sucesso os degraus do ônibus, a primeira será saber onde e qual ônibus pegar. É, porque pegar o ônibus errado é algo que pode tranquilamente acontecer e por motivos simples: (1) eu sou a Dori do Procurando Nemo; (2) há mais de dois anos aqui, vivo pegando ônibus errado e marchando de salto pra lá e pra cá e (3) porque nem o com o galo eu posso contar, afinal, ele se mudou para a minha cabeça no mesmo dia que eu me mudei de casa. De-lí-cia. Ui!

**Ainda sem net em casa :( >>> Mas felizona **