Razão ...

RAZÃO ...


O conhecimento que recebemos, na maioria das vezes, não tem muita relação com a nossa história, no máximo tem relação com a nossa formação profissional.

Aprendemos a acumular conhecimentos, aplicar fórmulas, analisar teorias, repetir regras ...
Todos esses eventos têm relação direta com a nossa história pessoal, nossos sonhos, expectativas, projetos, relações sociais, frustrações, prazeres, inseguranças, dores emocionais e até crises existenciais.
Adquirir essas experiências e vivê-las a tal ponto de segurar as lágrimas para que não derramem, estar preso a pensamentos nunca revelados, ter temores não expressos, palavras não ditas, inseguranças comunicadas e reações psicológicas não decifradas, são àquelas em que aprendemos na escola da existência. É nessa escola que deixamos raízes, saudades e memórias infindáveis.
É vivendo com cada experiência, que aprendemos a lidar com ela.
Por todos esses motivos, a razão desse espaço é dividir aprendizagem, oportunizar leituras, e claro, me exercitar na escrita e na comunicação.

Seja muito bem vindo!


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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Um beijo para o ano de 2010!

Lembro-me de ficar lamuriando o ano que se passou e desejar que o novo chegue logo para ser melhor. Esse ano foi o meu melhor. Tomei decisões e arquei com as consequências [assim como deve ser] e elas têm sido ótimas.

Esse, foi o ano da minha formatura, dos meus 30 anos, da minha mudança de casa, de cidade, de estado e de estado civil, do meu casamento e da minha nova vida a dois. Muita coisa boa sendo assimilada [na marra], às vezes me deixa apreensiva, às vezes em puro êxtase. Não somente eu, tenho sentido o baque da mudança; Cid também, mas acredito que as mulheres sabem lidar melhor com essas questões.

Quando chego em casa e vejo meu armário sendo ocupado por dois, pratos na mesa para dois, duas toalhas penduradas, arquivos no computador separados pelo nome do casal, tudo isso têm me deixado em uma grande zona de conforto e estou amando estar nessa situação. Tenho deixado Cid tomar as rédeas das coisas [ele adora] e não me sinto tão sobrecarregada ao ter que assumir uma decisão, sem ter tido alguém para ponderar.

Não ... não é só o fato de estar casada. É o simples episódio de ter sido com ELE. Não poderia ter havido escolha melhor. TENHO CERTEZA DISSO.

Além dessas questões românticas, há também o fato de estarmos a poucos dias de um novo ano e esse tema em especial me acomete a sentimentos de nostalgia. Sempre, sempre, nessa época reflito sobre o passado e projeto o futuro. Tudo será novo, de novo, mas o que foi merece momentos de instropecção, porque fomos, passamos, fizemos, merecemos, estudamos, lemos, acordamos, dormimos, passeamos, choramos, rimos ... e por fim chegamos aqui!

Por tudo isso, gostaria de desejar BOAS FESTAS e um 2011 FLORIDO a todos vocês!


Nínive deixa uma mensagem de SENTIMENTOS para seu desfrute.

Vale dos Sentimentos

Era uma vez chamado Vale dos Sentimentos. Lá moravam todos os sentimentos do mundo, cada qual com seu nome: alegria, riqueza, sabedoria, determinação. Apesar de serem tão diferentes, se davam muito bem. Até os sentimentos como orgulho, tristeza e vaidade não tinham problemas entre si. Mas era lá no fundo do vale, na última das casinhas que morava o mais bonito de todos os sentimentos. O AMOR. Ele era tão bom que quando os outros sentimentos chegavam perto dele ficavam mudados porque eles sabiam que dentre eles, o amor era o melhor. Porém no mesmo vale, num lugar mais afastado havia um castelo. E lá também morava um sentimento, só que não tinha nadinha de bom... Era a raiva. E a raiva, de tão ruim que era, não gostava dos moradores do vale. Por isso, quando acordava de mau humor fazia de tudo para estragar a beleza do lugar. Certo dia, teve uma boa idéia. Foi até o calabouço e preparou a poção mais esquisita e estraga-prazeres de que se teve notícias. A fumaça da poção tomou conta do lugar, do vale e se transformou numa tempestade como nunca se tinha visto antes. Quando o vale se encheu de raios, chuvas e ventos, todos correram para se proteger. O egoísmo foi o primeiro a se esconder, deixando todos para traz. A alegria deu risada de alívio por ter se salvado rapidinho. A riqueza recolheu tudo que era seu, antes de se abrigar. A tristeza, a sabedoria, a vaidade, todos conseguiram chegar as suas casas a tempo. Todos, menos o amor.

Ele estava tão preocupado em ajudar aos outros que acabou ficando pra trás. Então uma coisa aconteceu. Um raio bem forte caiu sobre o vale atingindo o amor. A raiva deu sua tarefa por cumprida e foi dormir. Quando a tempestade passou, os sentimentos puderam abrir as janelas aliviados. Mas ao saírem eles sentiram uma coisa diferente no ar, o que nunca tinham sentido antes. Foi então que eles viram...
- O que aconteceu com o amor?
- Ele não se mexe ...
- Tá tão parado que parece que ... morreu.

Nisso a tristeza começou a chorar. O orgulho não aceitava. Disse que era mentira. A riqueza disse que era um desperdício. E a alegria pela primeira vez, não sorriu.

Foi ai que uma coisa estranha começou a acontecer. Os sentimentos começaram a ter desavenças, porque sem o amor para uni-los, as diferenças apareceram. A situação já estava bem ruim quando eles repararam que estavam sendo observados. Alguém que eles nunca tinham visto ali antes. Então, o estranho se ajoelhou na frente do amor, tocou-o calmamente e ele abriu os olhos.
- Ele não morreu. O amor não morreu. Gritaram todos. Foi ai que puderam ver o rosto do estranho que se chamava Tempo. E todos comemoraram porque o amor estava vivo e sempre vai estar, porque não há nada que acabe com o amor tendo o Tempo ao seu lado para ajudá-lo.

E sabe o que aconteceu com o Amor e o Tempo? Eles se uniram e tiveram três filhos: experiência, perdão e compreensão, que moram até hoje no vale dos sentimentos, lá no fundindo do coração.

"Quando procuramos o bem nas outras pessoas, descobrimos o que há de melhor em nós mesmos".


Autor desconhecido [mas foi a mamãe quem me mandou por e-mail].


domingo, 19 de dezembro de 2010

Meu herói

Sabe quando a gente conta uma situação desastrosa que está acontecendo na nossa vida e a pessoa ou nos escuta impacientemente, isto é, fica interrompendo sem cessar ou espera a gente terminar para dizer:


- Calma, no final tudo dá certo, se não deu, é porque o fim não chegou.

Eu nunca gostei dessa frase, acho-a clichê do tipo: a pessoa não tem nada para dizer e perdeu uma boa chance de ficar calada. Além disso acho também que a pessoa está desmerecendo o momento que é de tristeza, stress ou luto. Por que o que interessa é só a parte final? Por que não é dado o devido crédito do momento de transição aflitivo e angustiante? Por que a gente tem que ter calma se o momento pede outro estado de espírito? A calma é para o fim, quando tudo 'enfim', estará bem não é mesmo?

Hoje meu momento é de plena calmaria, bem a cara do fim, mas as semanas que antecederam esse bonito fim, foram de extrema tensão e eles precisam do registro, pois foi a única forma que encontrei de externar e por fim à dor, à tristeza, á fome, o medo, o cansaço, o stress, a aflição e a angústia que o Cid passou.

Ele viajou numa sexta para chegar domingo e na verdade Cid só conseguiu chegar no final da outra semana. Tudo o que podia dar errado deu, até que - passado a provação possível e inimaginável - ele começou a viagem de volta. A mudança chegou primeiro, já que o caminhão já locado com todas as nossas mudanças dentro, não coube a Ducato, no prego. Tentaram de todo jeito e tiveram que descer o carro e ele teve que ir atrás de outro caminhão. Recebi junto com a mudança, notícias do Cid e fiquei sabendo com riqueza de detalhes tudo o que aconteceu.

Primeiro tentaram voltar com a Ducato de cambão e estrada de terra com caminhão na frente é igual a colocar uma bala no revólver e ficar brincando de vida ou morte com alguém. O caminhão fazia poeira e Cid não enxergava para que lado a estrada corria então ele só via a ora da curva quando já estava em cima dela. Hora o caminhão estava devagar, hora rápido e nessa problemática cada vez que Cid tinha dificuldade ele buzinava e dava sinal com farol: quem disse que o motorista via? Cid viajou 200 km puxado correndo o risco de morrer a cada curva. Deus olhou por ele e para o motorista que resolveu parar e perguntar se estava tudo bem e se Cid queria continuar. Cid estava desesperado, queria ter parado nos primeiros 20 km e agradeceu o cara e ele seguiu viagem até aqui.

Minha mudança chegou em perfeito estado e fiquei feliz por saber que só mais um pouco Cid estaria aqui.

O processo de arrumar outro caminhão para trazer o utilitário foi resolvido graças a um amigo que virou um daqueles melhores amigos do Cid. Ele fez de tudo, absolutamente tudo para ajeitar a volta do Cid e graças a ele, meu marido conseguiu um outro caminhão e a sua volta - enfim - começara.

O motorista também estava fazendo um frete para um rapaz com dois irmãos, então vieram na frente o motorista, um rapaz e dois meninos, atrás veio a Ducato, a mudança deles e dois cachorros amarrados com corda pelo pescoço. Cid veio espremido, mas os cachorros vieram sambando, coitados.

Na quinta, por volta das 15h, Cid me liga e avisa que estava na entrada da cidade. Meu coração encheu de alegria e quis chorar, mas segurei. Quando o avistei, precisei segurar a emoção: Cid estava imundo, descabelado, barbudo, abatido e depois fiquei sabendo que ele estava sem comer, sem dormir e que tinha passado uma noite deitado no chão em cima de uma blusa e uma bermuda, as menos sujas que ele tinha. Quando Cid viajou eu arrumei roupa para 4 dias, mas na verdade ele ficou 10, em virtude disso ele ficou usando roupa suja durante uma semana e roupa suja no Pará não é igual a roupa suja no Espírito Santo, Minas ou São Paulo. Aqui a roupa fica bege quando está suja e marrom café quando está imunda. Cid estava parecendo uma borra de café de longe. Por ficar usando roupa suja, Cid que é branco-transparente ficou com a pele encardida e encheu toooooooooooooo-do de espinha, daquelas vermelhonas que inflamam. Estava de dar dó.

Desci do carro e abracei o Cid. Beijei-o na boca e disse que estava feliz por ter chegado. Sua viagem ainda não tinha terminado. O caminhoneiro deixou a água do radiador acabar e o caminhão deu pau há 10km da cidade, ou seja, Cid teve que pedir carona e chegar até aqui para pedir ajuda.

Em casa, Cid foi tomar banho e pediu roupas limpas. Eram umas 17h quando ele me disse que estava sem almoço, sem banho, sem dormir. As 20h ele quis comer de novo. A janta né. Deitou para ver tv e apagou.

Hoje estamos muito bem instalados na casa nova. Semana passada consegui colocar tudo no lugar e já fizemos um almoço de inauguração/comemoração. Só para ele e eu. Brindamos nossa primeira refeição em nosso lar.


Carneiro assado na brasa


No fim SIM deu tudo certo, graças a Deus. Mas graças também a meu marido que é um herói. O MEU herói.

Nínive acredita SEMPRE que as coisas vão dar certo. Não somente no final.
Fotos tiradas do meu celular. Como sempre.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Vai dar tudo certo!

  • Cid passou a semana fora fazendo vacinação assistida nas fazendas. Por conta disso, teve que cumprir horários duros como levantar as 4h30 da manhã, todo dia. Chegou ontem e foi só o tempo de arrumar a mala para hoje viajar de novo. Dessa vez para ir buscar a nossa mudança, há 1.000 km daqui.
  • Como o 'abençoado' desfez o combinado (rosnando), Cid foi ver preço de frete particular. A minha sogra e seu marido fizeram cinco orçamentos e acharam cotação entre R$ 3.500 e R$ 4.000,00 (rosnando e em posição de ataque), Cid não teve outra solução a não ser ir buscar ele mesmo nossas coisas (caim caim caim caim). Coitado do meu marido, fazer essa viagem de novo, nessa rodovia Transamazônica vergonhosa e ainda bate-volta: chega, carrega, toma banho, come alguma coisa e volta, para ver se consegue chegar aqui no domingo fim de dia ou segunda pela manhã. Ele conseguiu uma Ducato que não está lá essas coisas, mas no momento é o único utilitário que cabe nossos badulaques.
  • Não tem sido fácil ver o Cid ir e vir. Quando é trabalho eu sei que são viagens curtas e dá para nos falarmos, mas ter que voltar para as bandas de lá e com dia para voltar .... ai... que vontade de chorar. Vontande não: abri a bocona hoje quando ele me deu um abraço e disse que estava indo buscar as nossas coisas e fez um gesto com o indicador para ele e para mim. Nossas coisas!
  • Cheguei a perguntar essa semana se ele queria que eu fosse de companhia, mas ele achou melhor eu ficar com a Gatinha e sua tropa. Gastamos menos. Ela (a Gatinha) também deu um jeito de perguntar se Cid queria que ela fosse também. Como ela não sabe falar, agiu. Pegou gatinho por gatinho e o levou para dentro de casa, perto daonde estavam as coisas dele de viagem. Deitou e ficou.
  • E eu achando que só eu sentiria falta dele, posso com isso?

Boa viagem, amor meu!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Passiflora


"Essa sua vida dá um livro" disse Luciana Melo uma grande amiga minha agora há pouco.

Paro para pensar e concluo que eu deveria procurar um editor(a), porque dá mesmo.


Outro dia recebi um comentário no meu post Rapidinhas de uma colega de blog se mostrando chateada com minhas curtas "preconceituosas" sobre o estado do Pará. Demorei dias para respondê-la pois precisava refletir sobre o que eu quis dizer quando fiz esse post e o que ela sentiu quando o leu. Respondi no blog dela e no meu para que quem posteriormente lesse, visse que eu me preocupei em responder-lhe. Sempre repenso quando alguém me diz algo que contraria meu conceito inicial (vai que ela [a pessoa] tá certa?) e por isso vira e mexe me lembro do seu comentário. Hoje, mais uma vez me peguei pensando nela quando resolvi postar novamente minhas indignações com esse estado tão esquecido pelo país.


Vocês acreditam que:


1) as pessoas tiram o asfalto das ruas e colocam terra?

2) uma mulher certa vez foi até a nossa anterior casa com meu marido achando que ele estava lhe oferecendo serviços sexuais por R$ 50,00? Quando ela descobriu que era faxina ela não quis.

3) o antigo funcionário da outra unidade que roubou dinheiro do escritório e do Cid foi readmitido assim que meu marido foi transferido?

4) alguns nativos preferem comer farinha com água a ganhar uma grana para capinar nosso quintal?

5) quem é Belenense diz: "não existe outra capital melhor que a nossa", dai você pergunta: "qual outra você conhece?", ele responde "nenhuma".

6) que o cara 'de confiança' que iria trazer a nossa mudança, esperou o Cid chegar aqui para falar que o preço combinado não compensa e passou para outro cara. O cara que pegou aumentou o preço e não tivemos outra opção senão aceitar. Ai ele ligou no dia que ele iria sair de lá e disse que arrumou outro frete a preço melhor e por isso não vai mais trazer as nossas coisas.


Posso com um descaso desse? Com tanta falta de respeito?


Aí você me dirá, calma Nínive!


Estou tendo minha gente. Tem quase duas semanas que estou de favor na casa da chefe do Cid. No quarto dela. Não aguento mais de vergonha. Para acabar de escangalhar, com a chegada do Cid a Gatinha também veio. Mais prenha do que nunca. O cunhado da minha chefe e sua filha são alérgicos e estão tolerando com muito bom humor a minha felina que pariu de domingo para segunda três gatinhos. Cid e eu acompanhamos o parto e os acomodamos em um quartinho. Agora além de mim, estão sendo anfitriões dos meus gatos. Onde enfio a minha cara e o meu desconfiômetro?


Se você não sabe, eu sei: PASSIFLORA e cama.
Nínive quer dormir e acordar na nova casa com o marido, a Gatinha e seus filhinhos.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Daqui prali

Hoje moro em um município com pouco mais de 15 mil habitantes no sudoeste do Pará. Estamos, Cid e eu, há 895.2468 km da capital com pouquissíma infra-estrutura, lazer zero, asfalto isso não nos pertence e falta de energia constante. Internet é luxo. Dentre outras coisas. Shopping, bares, restaurantes, clube.. ai ai, clube (tem uma cachoeira serve?). Clube não, isso é muito para esses lados de cá.

Dai que um dia surgiu um conversê que Cid poderia ser transferido. Nos animamos em uma semana e fomos desenganados na outra. Dez dias depois, uma nova conversa. Paramos de comprar as coisas para casa e a ver uma máquina fotográfica dos meus sonhos e quando estávamos in love, fuénnn. Na terceira vez pediram ao Cid um memorando e uma carta. Fizemos mandamos e
- Estamos no mês político e três meses antes e três depois não se faz admissão, trasnsferência, demissão.
Eu bocuda:
- Mas pelo amor de Deus amor, se não pode pra quê ficam dando esperança, na última até fizemos dois documentos. Prá quê? Para chegar lá e eles embargarem? Que sacanagem.
- Te acalma, aqui é tudo assim. Vai se acostumando.

Aí, há umas duas semanas, eu lá arrumando a cabeleira e chega Cid com a notícia:
- Saiu a transferência?
- Saiu?

- Saiu

- E agora?

- Agora é ir...

- Mas assim?

- Assim!


Viemos embora e ficamos esperando até ontem sair o tal do edital, oficialidade que autoriza efetivamente a sua remoção. Essa publicação está prevista entre o dia 10 e 15 desse mês. Até lá teremos tempo de arrumar as coisas com calma, até que.....

Hoje a tarde:
- Amor, vamos na sexta-feira tá?
- Da semana que vem?

- Não depois de amanhã?

- Hein?

- Sim, tu iria na frente para arrumar casa e agora eu vou te levar. Depois eu volto.

- ;)

Emoção é comigo mesmo. A viagem é doída, 700km de estrada de chão. Haja peitos. Já fiz mercado, vou arrumar uma caixa de isopor para levar umas coisinhas para comer e arrumar tooooda a minha mudança. As coisas maiores vão depois, fora isso vai tudo na camionete.

Até o final da semana voltarei à civilização. A nova cidade tem quase 100 mil habitantes. Fica no sudeste do Pará. Possui a maior usina hidrelétrica totalmente brasileira e é a quarta maior do mundo. Além disso, tem feira, restaurantes, bares, shopping, reserva, parque...... ahhhh maridinho, meu cartão de crédito com taxa mínina não lhe pertence mais.....

É isso, vou sumir porque até que eu ajeite as coisas deve levar uns 20 ou 30 dias. No mais eu passo aqui para dar um alô, se der.

Não se esqueçam de votar na Manu, a minha sobrinha que está concorrendo à Promoção Bebê Jhonson's. Vide post anterior.

Um beeeeijo: muah!


Nínive anda tão feliz, mas tão feliz que esqueceu de contar que achou que ia ser mãe outro dia, mas vai mesmo é ser avó: a Gatinha tá prenha.
Nínive também colocou um campo para quem quiser receber os newsletter do blog direto no e-mail.

domingo, 11 de julho de 2010

Geral

Olá!

Parabéns Fúria!!!!!!!!
Só chegou lá quem mereceu.
(Viram a maleta da taça? Lusho total hein?).

Geral 1
* faltam 25 dias para o meu casamento e 18 dias para eu estar em Uberaba. Ainda não estou ansiosa do tipo ficar sem dormir, sem comer (essa parte seria boa né?) e parei de dar pitis. Ufa! Comecei a montar (na cabeça ainda) o cerimonial e o protocolo da festa; afinal de contas sou Secretária Executiva Trilíngue, estudei para isso (também) e vai ser eu mesma que vou fazer (nada mais esperado né?).

Geral 2
* ontem fui à Glória, um bairro de Vila Velha (oi Aldi?) que tem coisas muito baratas, comprar meu vestido do civil e umas bijoux para montar. Fui direto em uma loja que estou acostumada e experimentei vários longos. Acabei ficando com um curto. Rs. Na cor roxa. Lindo. Também garimpei em várias lojas, lembrancinhas para dar no chá de lingerie e o que eu tinha na cabeça vai sair. Só não vou contar porque parte da trupe convidada lê o blog e não quero antecipar. Apenas direi que sou eu mesma quem farei e não é bijoux. Uma gracinha.

Geral 3
* parei de fazer sobrancelhas (é assim que escreve?), pintar o cabelo e depilação só mais uma vez e olha lá. Rs. Foco Nínive. Até isso meu Jesus. Falando em foco, fui ver a lingerie da noite de núpcias. Pergunta: porque quando falo em noite de núpcias todas as vendedoras me levaram para aqueles quartinhos (ou salas) do amor? Lá dentro me deram váááárias opções. E queriam me ver vestidas. E ainda vinham com cada novi (ai meu pai lê o blog). Não comprei. Tinha tanta opção que fiquei confusa e resolvi que vou ver isso em Uberaba (alow mamãe!). (Mas tinha cada coisa. Uau!)

Geral 4
* já fui aos correios e a uma transportadora. Não compensa eu levar toda a minha mudança embora. Vai ficar tudo muito caro. Muito mesmo. Então, decidí vender a maior parte das minhas roupas e sapatos para um brechó. Além das roupas, terei que desfazer dos livros (ai isso vai doer) porque pesam muito. Não, não sou materialista, mas são anos de investimento. Anos. Coisas do meu gosto, com o meu cheiro, a minha cara. Esse sim vai ter que ser mais um desapego. Tomamos as decisões e arcamos com as consequências: mais uma das. Sábado que vem, vou tentar resolver isso tudo de uma vez só, já que será dia 17 e faltará apenas 12 dias para eu ir à Uberaba. :)

Geral 5
* ontem fiz o convite virtual do chá de lingerie: ficou show! (quem quiser ver, é só deixar um recado aqui com o endereço de e-mail).

Geral 6
*
eu, um pouco mais magra (esforço valendo a pena).



Foto tirada em 03/07/2010.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Olhar além dos olhos .. ..

Semana passada tomei uma decisão importantíssima que já deveria ter tomado há mais tempo. Mas .. .. que por motivos como falta de coragem, excesso de apego e o que fazer com o primeiro dia do resto da minha vida?, me fez protelar. (diga aí, sou dramática não sou?)

Sentimentos genuínos como admiração, carinho, amor, saudade, admiração, arrebatamento e afeição me fizeram sentir presa que de tão presa estava me sufocando. Só percebi, quando o ar começou a me faltar. Não aquela falta de ar de frio na barriga, de emoção, mas àquela de pane, desligamento. Acordar e só me sentir bem se.. ir trabalhar e só me sentir bem se.. ir para os finais de semana e só me sentir bem se... . IMAGINA. Isso não combina comigo.

E a mudança veio de dentro. Assim, de leve, na hora certa, sem pressões alheias ou conselhos furtivos. Levou tempo, dias, noites, semanas, meses. Durou na verdade, um piscar de olhos e lá estava eu rumando para a decisão ser cumprida. Libertei-me para não me sentir presa jamais.

Ah nem tanto, até que o próximo evento aconteça, porque como eu disse recentemente para o Papai: "eu não tenho medo de viver e nem de sofrer".

Não estou falando de uma pessoa específica. Estou falando de todo tipo de mudança: de fazer uma nova seleção de amigos, de me comprometer mais no novo trabalho, de fazer da minha nova moradia um doce lar, de definir meu futuro, de eleger meu ex-atual e forever mestre, meu mais novo-e-legal-e-moral-e-que-não-engorda-amigo e fazer a minha primeira careta para ele vendo-o comer carangueijo com perna, cabeça, pêlo e sal. E com ele, fazer planos. (soou romântico hein LC? Rs.)

Ontem ele me fez a seguinte pergunta: o que você quer para a sua vida?
E antes que eu respondesse ele me deu dois caminhos. Nossa, como ficou fácil estabelecer meu futuro. Eu tenho opções!!!! Ele me fez vê-las. Nãooo mentira. Ele ainda disse: "podemos ir ver isso juntos se quiser". (é agora a hora do beijo?).

E eu aqui, entocada, às vezes me sentindo sozi-i-i-i-inha, loooonge de tudo e de todos, olhando para o horizonte e não enxergando as coisas e as pessoas mais próximas. Mais reais. Mais palpáveis. Mais presentes. Em um outro post, eu falei sobre isso, sobre valorizar, ser mais presente.

Certa vez, em um momento apropriado eu lhe escrevi (apesar de estar morta de ciúme desse texto, vou reproduzi-lo):

"De: Nínive Moreira Lage
Enviada em: sábado, 5 de dezembro de 2009 01:34
Para: Luiz César
Assunto: Gratidão

Olá! Bom dia-a...

Ainda não consegui desacelerar meu corpo e a minha mente do cadente processo de introspecção e concentração a que me submeti nas últimas semanas.
Me pego checando várias coisas no meu e-mail como seu eu ainda tivesse alguma coisa a ler, a escrever, a revisar. (vou acatar todas as sugestões de correção, calma!)
Quinta feira não quis ir trabalhar cedo. Cheguei em casa na quarta depois da apresentação e do Coronel Picanha me sentindo exausta, com muita vontade de dormir por horas a fio como há muito tempo não faço.
Não consegui. Acabei acordando cedo.

Não paro de rememorar as últimas 24 horas que antecederam a apresentação.
Entrei em transe absoluto.
Procurei me lembrar de tudo aquilo que você apontou de frágil no meu trabalho e fui elaborando as possíveis perguntas e respostas. Repassando, repetindo.
Em silêncio.

Fiz as impressões da identificação da porta, das mesas da banca, das minhas fichas, conferi os slides muitas vezes. Repassei com a Karina o tempo, a apresentação. Chequei a roupa, a meia, a blusa, os sapatos.

Cheguei 16h20.

Fui te procurar na sala dos professores e a Profª Rosimar estava lá. Me perguntou: -está nervosa? -respondi: tem um ano que estou escrevendo esse trabalho. É a minha chance de te mostrar. Ela sorriu e emendou: Seu trabalho está muito bom. Agradeci.
Na volta cruzei com uma funcionária que me disse: - você vai apresentar TCC? - Vou. - Você está lin-da! Boa sorte!. -Obrigada.

Denny e Karina estavam (tentando) se comportar bem. Denny disse que queria me fazer perguntas sobre o trabalho, junto com a banca (ufa! ainda bem que não era sobre dívida ativa). Karina queria saber quem iria pagar a cerveja depois. Os dois assim: tudo junto, misturado, criando expectativas e nervosos como se fossem apresentar (será que eles acharam que ficariam em pé lá na frente comigo?)

De fato eu não estava nervosa, estava ansiosa para apresentar.

Você abriu a sessão e fiquei aguardando o seu enfático: - Nínive, você está pronta?

Me lembro do esforço em falar pausadamente, fazer uso de gestos, olhar para todos os presentes e não me perder nas fichas. Fiquei um pouco preocupada com os slides, mas em um dos momentos de concentração e vendo o esforço da Karina aqui em casa em me ajudar, decidi que mesmo que ela se perdesse, eu continuaria falando.
Apenas em dois momentos, me virei para ver se os slides estavam no gatilho: (1) quando fui falar sobre a análise dos dados e (2) quando fui concluir. Era importante eu fechar a conclusão explicitamente.

Fiquei estupefada com as considerações da banca. Não sei se é de praxe a banca fazer considerações pessoais, mas eu fiquei muito emocinada. Evitei chorar ao máximo, porque chorar não combinaria com a 'minha elegância' e não é assim que eu gostaria que as pessoas me vissem.

Eu não esperava jamais, palavras como aquelas da Profª Rosimar. As coisas que ela me disse me afetaram tanto, que a minha vontade agora era que tivesse sido gravado. Da mesma forma o prof. Lugon. Do púpito eu vi várias orelhas no trabalho e fiquei aguardando as 'porradas'. Ele falou do nome, da conclusão explicitamente falada e não escrita e do púpito.

Quando foram se reunir reservadamente, fiquei refletindo sobre meu 'erro' de apresentar no púpito. Quando e porque a idéia me ocorreu e porque isso causou extrema odiosidade por parte dele. Talvez eu tenha lido muito mesmo, talvez eu tenha feito um discurso e não uma apresentação. Talvez a banca esperasse uma apresentação com movimento de corpo, gestos, apontes e expressões.

Todas as palavras e as sensações só acresceram na minha bagagem profissional.
É indescritível o momento de ouvir a leitura da ata. Me lembro que fechei os olhos quando Lugon disse: aprovada com NOTA DEZ.
Estava lá o que eu queria!

Quando a você, Luiz Cesar, o que tenho para lhe dizer? Que você me testou.

Testou a minha paciência, o meu humor, o meu interesse, a minha disposição.
Testou a minha capacidade, a minha inteligência e as minhas leituras.

Cheguei a pensar naquela sexta-feira que você apontou as fragilidades do meu trabalho, que ele tinha sido perdido comigo dentro.
Mas quer mexer comigo é me dizer: não pode, não tem mais jeito, é tarde demais.
Por isso acho que você me testou.

Que bom que você não desistiu de mim.
Que bom que você teve paciência comigo.
Que ótimo que o DEZ que tiramos, foi fruto de uma produção intelectual comum.

Você - de toda forma - se dedicou a um interesse meu. E por isso a minha melhor forma de expressão, foi dedicar o meu trabalho a você!

Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada.Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada.Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada.Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada.Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada.Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada.Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada.Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada.Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada.Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada.Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada.Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada.Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada.Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada.Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada.Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada.Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada.Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada.Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada.Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada.Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada.Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada.Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada.Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada.Obrigada. Obrigada. Obrigada. Obrigada."


E você LC, ainda me foi gentil ao responder:

"RES: Gratidão‏
De: Luiz Cesar U
Enviada: sábado, 5 de dezembro de 2009 7:54:28
Para: 'Nínive Moreira Lage'

Nínive, você é uma pessoal especial.
Não é uma pessoa comum.
Foi especial e eu gostei de lhe conhecer.
O dez foi mérito seu.
Dentro de poucos minutos vou para o Rio. Volto dia 14.
Na volta vamos falar sobre o TCC (um pouquinho) e sobre o churrasco do dia 19 (um montão)?

Beijos e sucesso,

LC"


Valorizar as pessoas. Simplesmente. Porque umas são SIM, melhores que as outras.
Ta aí a prova ó. (Com o dedinho apontado para cima).

Exagerada, jogada aos seus pés eu sou mesmo exagerada

domingo, 14 de março de 2010

Mudança por Clarice Lispector

Olá!

Não pensei mais na minha vida hoje, porque passei o dia dormindo.
Estou com a cara amarrotada de tanta cama.
A festa ontem foi hilária, com a participação da Chica Chiclete.
Ela é um travesti enorme, estava toda de rosa, seus pés são grandes e os sapatos estavam engraçados neles. Rs
Tenho fotos, mas ainda não peguei. Assim que pegar, eu posto.
Hoje eu iria viajar, mas fiquei com preguiça até para sair de casa. Não fui.
Ajudei a consumir 100lt de chopp ontem, e isso me deixou alegrinha, alegrinha. Rs.
Peguei o busu mais prá lá que prá cá. E eu de salto: elegência sempre.
O dia hoje estava liiiin-do, mas não quis a praia (sai deprê!!!).
Dormi no final da tarde e acordei umas 18:30, tomei banho e estava lendo até agora. Lendo e conversando no msn.
Ai ai.
E achei nos meus e-mails um texto de uma chefe que se tornou amiga.
Ela me incentivou a fazer faculdade e em um encarte do meu convite de formatura, eu a agradeci por aquela conversa.



Sempre presente, ela me mandou essa semana um texto lindo.
Ela não mandou para sua lista de amigos. Ela mandou para mim.
Exclusivamente.
Olha que lindo!


De: Chefinha
Enviada: terça-feira, 9 de março de 2010 8:22:10
Para: Nínive Moreira Lage


MUDANÇA

Mude, mas comece devagar,
porque a direção é mais importante que a
velocidade.
Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho, ande por outras ruas,
calmamente, observando com
atenção os lugares por onde você passa.
Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os seus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira para passear livremente na praia,
ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama...
Depois, procure dormir em outras camas
Assista a outros programas de tv,
compre outros jornais... leia outros livros.
Viva outros romances.
Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores, novas delícias.
Tente o novo todo dia.
O novo lado, o novo método, o novo sabor,
o novo jeito, o novo prazer, o novo amor.
A nova vida.
Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais,
vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida,
compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo,
jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado... outra marca de sabonete,
outro creme dental...
Tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.
Ame muito,
cada vez mais,
de modos diferentes.
Troque de bolsa, de carteira, de malas,
troque de carro, compre novos
óculos, escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios,
quebre delicadamente
esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros,
outros teatros, visite novos museus.
Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só.
E pense seriamente em arrumar um outro emprego,
uma nova ocupação,
um trabalho mais light, mais prazeroso,
mais digno, mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as.
Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa, se possível sem destino.
Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores
e coisas piores do que as já
conhecidas, mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança,
o movimento, o dinamismo, a energia.
Só o que está morto não muda !
Repito por pura alegria de viver: a salvação é pelo risco,
sem o qual a vida não vale a pena !!!


Clarice Lispector


Obrigada, Rejane. Sempre.

Muah!