Razão ...

RAZÃO ...


O conhecimento que recebemos, na maioria das vezes, não tem muita relação com a nossa história, no máximo tem relação com a nossa formação profissional.

Aprendemos a acumular conhecimentos, aplicar fórmulas, analisar teorias, repetir regras ...
Todos esses eventos têm relação direta com a nossa história pessoal, nossos sonhos, expectativas, projetos, relações sociais, frustrações, prazeres, inseguranças, dores emocionais e até crises existenciais.
Adquirir essas experiências e vivê-las a tal ponto de segurar as lágrimas para que não derramem, estar preso a pensamentos nunca revelados, ter temores não expressos, palavras não ditas, inseguranças comunicadas e reações psicológicas não decifradas, são àquelas em que aprendemos na escola da existência. É nessa escola que deixamos raízes, saudades e memórias infindáveis.
É vivendo com cada experiência, que aprendemos a lidar com ela.
Por todos esses motivos, a razão desse espaço é dividir aprendizagem, oportunizar leituras, e claro, me exercitar na escrita e na comunicação.

Seja muito bem vindo!


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sábado, 17 de julho de 2010

Manhosa, dengosa e dodói

Enchi uma mala de roupas e fui no brechó hoje cedo tentar vendê-las. A qualquer preço eu venderia. Fui e voltei com ela cheia. A moça está com o brehó cheio de roupas e só pegaria - e nem está pegando - se fosse por consignação. Voltei pensando no plano B: doar.

Chegando no passeio de frente de casa, ao descer o top, pisei em falso e virei o pé esquerdo. Ai. Senti uma pontada de dor e fiquei imóvel apoiando na alça da mala. Segundos depois, a dor aumentou e eu comecei a sentir mal, tentei alcançar o meio fio. Sentei. Vi uns homens na casa da frente olhando e abaixei a cabeça. Ninguém veio me ajudar. Assim que eu achei que melhorei, peguei a mala que estava caída e atravessei a rua, arrastando a perna esquerda. Moro no segundo andar e custei a subir.

Cheguei e deitei. Tentei dormir. Enquanto eu não mudava de posição, dormi bem, mas quando ia virar ai ai ai. Acordei 15h30. Estava com fome e com dor. Comi um danoninho com uma barra de cereal e alow mamãe.

A TIM não está funcionando direito e não estou conseguindo falar com ela. Escutei a dona Dalva, uma senhora que limpa o condomínio, conversar na escada e gritei por ela. Ela veio. Ficou virando os meus pés prá lá e prá cá.

- Aqui dói?
- Aham.
- E aqui?
- Aaaaaaaaaaai dona Dalva.
- Você vai ter que ir no hospital.

Ela me trouxe gelo e vinagre com sal para fazer uma compressa quente e outra gelada. Até agora não sei se tenho que colocar gelo ou fazer uma compressa quente.

Aproveitei a vinda dela e falei: tá vendo essa mala? Escolhe aí o que a senhora quer. Escolheu. De brinde ainda dei algumas roupas de cama e banho.

Ela precisou dar duas viagens para levar todas as doações e na volta, me trouxe de presente uma loção hidratante maravilhosa da Jequiti. Eu já tinha comprado dela alguns produtos e amei. Amei mesmo. E então, ela me deu outro igual . Ele tem um cheiro maravilhoso de jabuticaba e lembra muitíssimo os bodies lotions da Vitoria's Secrets, mas por um preço muy amigo. RECOMENDO.



D. Dalva foi embora e voltei a me lembrar da dor. Ai, ai, ai hein?

Para quem não tinha almoçado, a fome bateu e sábado é dia de ir ao supermercado. Que jeito?

Por e-mail, a mamãe:

Enfaixar o pé, colocar gelo (cubos de gelo em um saco plástico), tomar Tylenol de 6 em 6 horas e deixar a perna para cima.
Se não, a noiva vai entrar mancando ...
Dra. Nenete
CRM 160680









Mãe, gelo eu tenho, Tylenol e faixa não.
Serve sopa e vinho?

Nínive tem um pé feinho demais. Desculpa aê gente.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Dieta pré-casório

Não faço dieta nunca. Sempre tive o mesmo peso. Mas depois que eu vim para Vitória, vi meus 52Kg irem para 57Kg em dois anos. Não sei precisar o que pode ter acontecido. A minha vida é bem mais corrida aqui, que em Uberaba.

Confesso que lá eu andava muito mais a pé. Aqui é carro ou ônibus, tudo longe, então acho que o sedentarismo veio junto com essa minha desculpa esfarrapada de dizer que só tenho conseguido fazer as coisas de ônibus. É ... não tenho carro [mas eu me mudei para um apartamento que tem garagem - era uma exigência pessoal].

Aí de uns tempos para cá isso passou a me incomodar. Mais precisamente desde a minha formatura. Quando eu olho as minhas fotos de biquini na praia com a mamãe,Deeeeeeeus é mais!

Depois que eles foram embora, acometida pela saudade que senti por todas as emoções que me ocorreram na época, deeeei uma murchada boa e voltei a me sentir bonitona. Era biquininho tomara que caia na praia e tanga 'P'. (Hihi).

Agora com esse casamento, adivinha???? Inventei de botar defeito de novo. Achei barriga, culote, braço mole, traseiro tamanho GGGGGGGGG e liguei para a mamãe.

- Alou mamãe, me arruma uns veneninhos aí porque preciso emagrecer.
- Veneno? Tenho isso aqui não gente!
- Tem sim mamãezinha, olha aí nas suas coisinhas e me manda umas receitinhas.

Ela me mandou fechar a boca, diminuir a quantidade das refeições e aumentar as vezes de comer. Trocar todos os meu refrigerantes por sucos, cortar 80% de doce e zero de álcool - porque você bebe né Nínive, e bebida incha!!!.

E claro, me deu uma dica de um chá de quê mesmo mamãe????.

Ai esqueci o nome do tal chá e ela sabe que eu sou uma Dori e vai falar de novo: ê Nínive eu falando com você no telefone e você voando né?

Esse é um defeito terrível que eu tenho: eu converso olhando no olho da pessoa, respondo no telefone enfaticamente e depois não me lembro da história que a pessoa me contou, do causo, da notícia, da novidade. Eu, que me atenho taaaaanto a detalhes falho nesse ponto. Se a pessoa não souber me contar uma história, meu botão de off é acionado automaticamente e quando eu começo a falar certo, aí já era.

E agora tá uma coisa de loico: estou de dieta. Ai meu Deus, não estou nem raciocinando. Tem uma semana que parei total nas sopas. É sopa aqui, sopa acolá. Tomo sopa e e corro para ir me medir no espelho.

Se essa dieta não der certo, vou fazer uma nova que saiu aí. A do ar conhece?

É assim: só respiro.

Dieta do ar by Nínive Lage