Razão ...

RAZÃO ...


O conhecimento que recebemos, na maioria das vezes, não tem muita relação com a nossa história, no máximo tem relação com a nossa formação profissional.

Aprendemos a acumular conhecimentos, aplicar fórmulas, analisar teorias, repetir regras ...
Todos esses eventos têm relação direta com a nossa história pessoal, nossos sonhos, expectativas, projetos, relações sociais, frustrações, prazeres, inseguranças, dores emocionais e até crises existenciais.
Adquirir essas experiências e vivê-las a tal ponto de segurar as lágrimas para que não derramem, estar preso a pensamentos nunca revelados, ter temores não expressos, palavras não ditas, inseguranças comunicadas e reações psicológicas não decifradas, são àquelas em que aprendemos na escola da existência. É nessa escola que deixamos raízes, saudades e memórias infindáveis.
É vivendo com cada experiência, que aprendemos a lidar com ela.
Por todos esses motivos, a razão desse espaço é dividir aprendizagem, oportunizar leituras, e claro, me exercitar na escrita e na comunicação.

Seja muito bem vindo!


sábado, 21 de maio de 2011

Meu querido blog

Essa semana começei a fazer dieta. Preciso perder uns kg aí.
O médico me aconselhou a fazer um diário, onde devo colocar minha alimentação e falar sobre o meu estado de espírito.
Sinto-me de volta à adolescência, mas estou muito empolgada com tudo.
Por mais que dieta seja dolorosa, quando conseguir entrar naquele vestidinho preto maravilhoso, vai ser tudo de bom.

Primeiro dia de dieta:

Uma fatia de queijo branco.
Um copo de diet shake.
Meu humor está maravilhoso.
Me sinto mais leve.

Segundo dia de dieta:

Uma saladinha básica.
Uma fatia de queijo branco.
Algumas torradas e um copo de iogurte.
Ainda me sinto maravilhosa.
A cabeça dói um pouquinho, mas nada que uma aspirina não resolva.

Terceiro dia de dieta:

Acordei no meio da madrugada com um barulho esquisito.
Achei que fosse ladrão.
Mas, depois de um tempo percebi que era o meu próprio estômago.
Roncando de dar medo.
Tomei um litro de chá.
Fiquei urinando o resto da noite.
Anotação: Nunca mais tomo chá à noite.

Quarto dia de dieta:

Estou começando a odiar salada.
Me sinto uma vaca mascando capim.
Estou meio irritada.
Mas acho que é o tempo.
Minha cabeça parece um tambor.
Janaína (aquela estagiaria novinha) comeu uma torta alemã hoje no almoço.
Mas eu resisti.
Comi só duas fatias de queijo branco.
Anotação: Odeio Janaína

Quinto dia de dieta:

Juro por Deus que se ver mais um pedaço de queijo branco na minha frente, eu vomito!
No almoço, a salada parecia rir da minha cara.
Gritei com o boy hoje!
E com a Janaína.
Preciso me acalmar e voltar a me concentrar.
Comprei uma revista com a Gisele na capa.
Minha meta.
Não posso perder o foco.

Sexto dia de dieta:

Estou um caco.
Não dormi nada essa noite.
E o pouco que consegui, sonhei com um pudim de leite.
Acho que mataria hoje por um brigadeiro...

Sétimo dia de dieta:

Fui ao médico.
Emagreci 250 gramas .
Tá de sacanagem!
A semana toda comendo mato.
Só faltando mugir e perdi 250 gramas !
Ele explicou que isso é normal.
Mulher demora mais emagrecer, ainda mais na minha idade.
O fedamãe me chamou de gorda e velha!
Anotação: Procurar outro médico.

Oitavo dia de dieta:

Fui acordada hoje por um frango assado.
Juro!
Ele estava na beirada da cama, dançando dança do ventre.
Anotação: O pessoal do escritório ficou me olhando esquisito hoje, Janaína diz que é porque estou parecendo o Jack do `Iluminado´.

Nono dia de dieta:

Não fui trabalhar hoje.
O frango assado voltou a me acordar, dançando a kara karamba kara karaô dessa vez. Passei o dia no sofá vendo tv.
Acho que existe um complô.
Todos os canais passavam receita culinária.
Ensinaram a fazer Torta de morangos, salpicão e sanduíche de rocambole.
Anotação:Comprar outro controle remoto, num acesso de fúria, joguei o meu pela janela.

Décimo dia de dieta:

Eu odeio Gisele Bundchen!
Com photoshop até a Dercy Gonçalves fica gostosa.

Décimo-primeiro dia de dieta:

Chutei o cachorro da vizinha.
Gritei com o porteiro.
O boy não entra mais na minha sala e as secretárias encostam na parede
quando eu passo.

Décimo-segundo dia de dieta:

Sopa.
Anotação: Nunca mais jogo pôquer com o frango assado, ele rouba.

Décimo-terceiro dia de dieta:

A balança não se moveu.
Ela não se moveeeeeu!
Não perdi um mísero grama!
Comecei a gargalhar freneticamente.
Assustado, o médico sugeriu um psicólogo.
Acho que chegou a falar em psiquiatra.
Será que é porque eu o ameacei com um bisturi?
Anotação: Não volto mais ao médico, o frango acha que ele é um charlatão.

Décimo-quarto dia de dieta:

O frango me apresentou uns amigos. A picanha é super gente boa, e a torta,
embora meio enfezada, é um doce.

Décimo-quinto dia de dieta:

Matei a Gisele Bundchen!
Cortei ela em pedacinhos e todas as fotos de modelos magérrimas que tinha
em casa.
Anotação: O frango e seus amigos estão chateados comigo. Comi um pedaço do Sr. Pão. Mas foi em legítima defesa. Ele me ameaçou com um pedaço de salame.

Décimo sexto dia:

Não estou mais de dieta.
Aborrecida com o frango, comi ele junto com o pão.
E arrematei com a torta.
Ela realmente era um doce ........


Frase de Reflexão:

Certas dietas são simples; basta cortar o açúcar, as frituras, as massas,as bebidas alcoólicas, os pães e os pulsos.


Nínive já perdeu seis quilos, faltam quatro. Uma salva de palmas prá mim por favor.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Pêagádê em gafe


Nanda (minha irmã) é disléxica, daquelas que vive dando furo com o namorado igual aquela propaganda que o cara fala que acabou de tomar banho e vai cair na balada ... cama, amor, vou cair na cama.

Nanda liga pro namorado e fala que vai dormir com o Thiago ao invés de falar que vai sair com ele e Thiago é outro do naipe dela. Espera dar o horário da namorada ligar, conversa com ela, desliga e manda o seguinte torpedo pra Nanda: Já falei com a Beltrana. Agora podemos sair. Só, que ele esqueceu de mandar para o celular da Nanda e mandou pro da namorada. Não preciso nem dizer que os noiados não botaram o narizinho deles na rua néam?

Já eu ... vivo dando gafe. Meu blog é testemunha ocular dos fora. Lembram do dia que entrei toooda empinada em um cartório em Vitória e ...

- Moça, só uma pergunta, por favor, aqui é cartório de bloco de notas?
- Bloco de notas?
- É. É.
- Não, aqui é cartório de notas, senhora. Só de notas.

Pois é.

Semana passada teve blitz aqui na rua Senador Pena só de moto. Eu vinha sentido contrário e quase na esquina avistei um policial com uma arma enorme apontada prá baixo. Vim subindo, olhando desconfiada e fui pra rua. A rua estreita, o fluxo de veículos aumentou, tive que voltar prá calçada. Fui passando por ele e falei:

- Tô com medo de passar perto de você.
- Mas porque, não precisa não.
- Seu negócio aí apontado prá baixo.

Negócio? Ne-gó-cio??? Isso é palavriado de uma Secretaria Executiva Trilíngue?

Falei e arrependi. Voltei e emendei:
- Na verdade não foi isso o que quis dizer, me desculpe.

E acabei tocando no ombro dele em um gesto involuntário que tenho a mania de fazer: falar e encostar.

Foi o suficiente para um conhecido descendo de carro gritar e me fazer arrepender de ter passado naquela rua:

- Outro baculejo, Nínive?

É, pois é, já tomei um baculejo. Dois na verdade.


Nínive não nega a raça. Mandou um aí começar o que tinha terminado.

domingo, 8 de maio de 2011

Nínive no Haiti

[...]
RafaeL: então, fui escalado pra fazer um texto sobre o dia da mulher e lê-lo amanhã na formatura, aqui na base... e estou sem nenhuma inspiração...
Nínive: deixa eu ver
RafaeL: tá
RafaeL: acabou de me ocorrer que, no seu caso, vc é ao mesmo tempo a musa e a própria poetiza, kkkkk
RafaeL: rsss
Nínive: é do Carlos Drummond de Andrade, ele é extenso, mas pode ser sintetizado, o que acha?
Rafael: Nínive sabe? Esse texto não vai servir... eu precisaria de algo que enaltecesse as mulheres em geral, e se falasse das mulheres guerreiras ai então ia pro 10
Nínive: tendi
RafaeL: é que tem 3 mulheres militares aqui na base amanhã vai ser a homenagem a elas
Nínive: hummm ... faço uai
RafaeL: faz pra mim? pode ser curtinho, de 2 minutos... rsrs
Nínive: rsss, xô me inspirar aqui
Rafael: respira fundo

Minutos depois

Nínive: o texto deve ser escrito como se fosse um homem homenageando uma mulher?
RafaeL: pois é, ficaria melhor se fosse neutro... (e eu aqui, olhando os dentes do cavalo dado...)
Nínive: dentes do cavalo dado?
RafaeL: Assim, dando palpite no texto que estou ganhando... "cavalo dado não se olha os dentes"
Nínive: ah, sim... caiu a ficha

Tempo depois



Alma de Mulher


Nada mais contraditório do que ser mulher... Mulher que pensa com o coração Age pela emoção e vence pelo amor. Que vive milhões de emoções num só dia e transmite cada uma delas, num único olhar. Que cobra de si a perfeição e vive arrumando desculpas para os erros daqueles a quem ama. Que hospedam no ventre outras almas dá a luz e depois fica cega, diante da beleza dos filhos que gerou. Que dá as asas ensina a voar, mas não quer ver partir os pássaros, mesmo sabendo que eles não lhe pertencem. Que se enfeita toda e perfuma o leito, ainda que seu amor nem perceba mais tais detalhes. Que como uma feiticeira Transforma em luz e sorriso as dores que sente na alma, só pra ninguém notar. E ainda tem que se forte, pra dar os ombros para quem neles precise chorar. Feliz do homem que por um dia Souber entender a Alma da Mulher! Parabéns a essas mulheres guerreiras, mães companheiras, amigas, cúmplices, batalhadoras, inteligentes e sensíveis.









Rafael é médico, está em Porto Príncipe no Haiti e declamou para 250 militares da ONU. Além de simpático ainda me deixou a seguinte frase: "[...] algumas flores não precisam de pétalas. Atraem pelo aroma, pelo mistério, pela singularidade".


Depois eu quem escrevo bem.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

A saga do guarda-roupa



Se vocês escreverem no Google Ricardo Eletro Uberaba vão ver um blog/site com vários comentários anônimos. Um é meu!

Tem mais de 15 dias que comprei um guarda-roupa com tanto espelho que meu quarto vai parecer um .. (aham). Lindo o meu guarda-roupa, vai combinar com minha cama box de viúva virgem e com meu puff comprado recentemente em Sampa.

Aí que a gente liga para confirmar a entrega, liga para confirmar a montagem , liga porque o cara não apareceu, liga porque a vendedora ficou de retornar, liga porque ela esqueceu o que era mesmo. Liga porque ela estava esperando você ligar porque ela não pegou seus dados. Liga porque ela pegou seus dados, já avisou ao montador mas esqueceu de te avisar que ele vai a tarde.

De tanto infernizar, chega o abençoado e ... um camafeu de chocolate com recheio de cookies para quem adivinhar.

Dou-lhe uma! Dou-lhe duas! Dou-lhe três!

O guarda-roupa não coube, sabem por que?

Quando fui comprar, o vendedor (te mato Denilson!) não tinha trena. Na loja in-tei-ra só tinha uma e um outro lá colocou no bolso e foi almoçar. Para não perder a venda, a gerente emprestou uma régua. Aham r-é-g-u-a de 20 cm e Denilson foi medindo e eu somando. A medida deu exata do teto ao chão. O dito cujo entraria raspando, coitado. mas até ai tudo bem. Como tudo feito pelos cocos não dá certo, não tivemos outro jeito. Acabamos de chamar um engenheiro e um pedreiro e vamos mandar arrancar o teto.

Essa é a parte que me cabe. A do loja eu vou deixar para o Procon resolver.

Olha a faca!!!


Nínive podia chamar seu amigo B Laden pra resolver mas ...

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Qual é a sua palavra para esse ano?



Boa noite amigos,

Mamãe me repassou por e-mail um texto que li cuidadosamente e com carinho.
Quem lê meu blog sabe que uma das minhas palavras desse ano é paciência e agora incluo a tolerância - que na verdade é uma extensionando a outra. Qual é a sua?

Reconhecer os erros e fazer com que eles não sejam tudo aquilo na sua vida é algo que pode nos dar mais saúde e mais amor e em consequência disso nos fazer viver melhor conosco e com que nos cerca. É muito chato conviver com quem só enxerga o lado ruim de tudo. Fácil é falar mal, criticar, apontar os erros. Difícil é tolerar, perdoar, fazer dar certo.

Deixar de perceber os erros do próximo e fazer das suas virtudes seu cartão de visita, é reconhecer que a pessoa - assim como você - é dotada da imperfeição mas é também um direito que ela tem de mostrar seu lado bonito.

Por isso a mensagem de hoje é: dê uma chance às pessoas, mais de uma vez, se preciso for. Mas dê mesmo mais do que qualquer coisa, uma chance a você.

Muah!


TORRADAS QUEIMADAS


Quando eu ainda era um menino, ocasionalmente, minha mãe gostava de fazer um lanche, tipo café da manhã, na hora do jantar.
E eu me lembro especialmente de uma noite, quando ela fez um lanche desses, depois de um dia de trabalho muito duro.
Naquela noite, minha mãe pôs um prato de ovos, linguiça e torradas bastante queimadas, defronte ao meu pai. Eu me lembro de ter esperado um pouco, para ver se alguém notava o fato.
Tudo o que meu pai fez foi pegar a sua torrada, sorrir para minha mãe e me perguntar como tinha sido o meu dia na escola.
Eu não me lembro do que respondi, mas me lembro de ter olhado para ele lambuzando a torrada com manteiga e geléia e engolindo cada bocado.
Quando eu deixei a mesa naquela noite, ouvi minha mãe se desculpando por haver queimado a torrada.
E eu nunca esquecerei o que ele disse:
" - Gostei da torrada queimada..."
Mais tarde, naquela noite, quando fui dar um beijo de boa noite em meu pai, eu lhe perguntei se ele tinha realmente gostado da torrada queimada.
Ele me envolveu em seus braços e me disse:
" - Companheiro, sua mãe teve um dia de trabalho muito pesado e estava realmente cansada...
Além disso, uma torrada queimada não faz mal a ninguém.
A vida é cheia de imperfeições e as pessoas não são perfeitas.
E eu também não sou o melhor marido, empregado, ou cozinheiro, talvez nem o melhor pai, mesmo que tente todos os dias!
O que tenho aprendido através dos anos é que saber aceitar as falhas alheias, escolhendo relevar as diferenças entre uns e outros, é uma das chaves mais importantes para criar relacionamentos saudáveis e duradouros.
Desde que eu e sua mãe nos unimos, aprendemos, os dois, a suprir as falhas do outro.
Eu sei cozinhar muito pouco, mas aprendi a deixar uma panela de alumínio brilhando.
Ela não sabe usar a furadeira, mas após minhas reformas, ela faz tudo ficar cheiroso, de tão limpo.
Eu não sei fazer uma lasanha como ela, mas ela não sabe assar uma carne como eu.
Eu nunca soube fazer você dormir, mas comigo você tomava banho rápido, sem reclamar.
A soma de nós dois monta o mundo que você recebeu e que te apoia, eu e ela nos completamos.
Nossa família deve aproveitar este nosso universo enquanto temos os dois presentes.
Não que mais tarde, o dia que um partir, este mundo vá desmoronar, não vai.
Novamente teremos que aprender e nos adaptar para fazer o melhor.
De fato, poderíamos estender esta lição para qualquer tipo de relacionamento: entre marido e mulher, pais e filhos, irmãos, colegas e com amigos.
Então filho, se esforce para ser sempre tolerante, principalmente com quem dedica o precioso tempo da vida, a você e ao próximo.


Nínive está aproveitando a chance que lhe foi dada.

Tolerar: aceitar, admitir, consentir, deixar, fechar os olhos, permitir, aguentar.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Sobre queijos e sobre ratos


Desde que me entendo por gente sempre fui muito assim: isso eu como, aquilo eu não como, isso é o que mesmo? Fora quando não cheirava para saber o que é. Aff. Tem coisa mais blasé do que cheirar comida? Aff de novo.

Outro dia vi uma daquelas bem chique cheirando o prato no restaurante que almoço todos os dias. É feio, como é feio, benza.

Daí que a vida nos faz virar gente na marra e quando fui morar sozinha (aos 21) aprendi a comer o que tinha e o que a grana dava. NUNCA passei fome, mas claro passei vontade de comer as coisas, fruto da minha independência (óbvio). Ou, que graça (ou coragem) teria ao ligar para o papaizinho pra me levar para comer isso ou aquilo que eu tivesse vontade. Nãaaaao, nada disso, provei da dor e da delícia de ser quem eu queria ser.

Foi então que a minha temporada no Pará me fez não ridicularizar as coisas. Sim, sempre fui critíca, mas daí a esnobar não. De jeito nenhum.

No Espírito Santo passei a comer mais peixe e o tal do coentro. Hoje aprecio e como pelo menos uma vez por semana um ou outro. Ou os dois. No Pará, experimentei o tucupí, o tacacá, o açaí em substituição ao feijão, a tapioca, a carne de carneiro, o refrigerante jesus. Hoje aprecio todos esses alimentos e para horror à minha dieta, não teve nada que eu não gostasse e meus 8 quilos a mais não me deixam mentir.

Virei gente! Virei um mundo de gente. Mas virei.

E ficar longe das origens me fez sentir falta de queijo, um laticínio que gosto tanto, mas que antes eu só comia se fosse prato. Que bobagem a minha. Não tem um queijo que hoje eu não goste e isso pode ser fruto da minha chatice infantil de dizer que não gostava sem antes ter experimentado. Talvez, pensando agora com mais calma, era meu cérebro educando meu estômago a comer menos. Porque vou confessar uma coisa, que falta de educação que anda minha gula viu?

Mas foi eu começar a saracutear por causa de um quejim, que acabo de ler uma matéria que saiu no jornal local.

Na Terça, 22 de fevereiro, em Uberaba, houve uma “operação de guerra” na qual policiais militares devidamente armados, Procon estadual e vigilância sanitária derrotaram um bando de queijos. Os facínoras estavam expostos em bancas do comércio, principalmente no Mercado Municipal, ameaçando os clientes pois estavam despidos de uma embalagem à vácuo e pior, sequer portavam sua tabela de informações nutricionais.

A comunidade pode ficar tranquila, os heróis que defendem nossas vidas dos ataques desses queijos de péssima índole venceram, quase uma tonelada foi apreendida e destruída pois era “imprópria para o consumo”.

Que bom que em meio a tantos estupros, arrombamentos, roubos de cargas, tráfico de drogas, sequestros e latrocínios ainda exista gente para nos proteger dos laticínios.
Ora autoridades, tenham um mínimo de bom senso, a fabricação e consumo de queijos é um costume milenar no mundo e multi secular em Minas. O nome diz, queijo mineiro, feito de leite de vaca, usando coalho que por sí só já é um agente biológico que o azeda.

Essa tradição, mais que centenária, nunca matou ninguém, meu trisavô já vendia queijos “marginais” em Dores do Indaiá e nunca foi tratado como bandido, ou será que devemos nos arrepender por todas as fatias que já engolimos, às vezes com goiabada caseira (também despida).

O queijo mineiro, principalmente da Serra da Canastra é apreciado como uma iguaria, porém se for levado à geladeira altera seu sabor original, como querem esses “soldados” que doam suas vidas, se preciso for, para nos livrar desse “venenoso alimento”.

Parece que o Procon não sabe, mas costumamos, “até mediante torturas físicas”, deixar os queijos expostos ao ambiente para que eles fiquem curados. O IMA (Instituto Mineiro de Agropecuária), casa de burocratas, impõe que ele seja embalado à vácuo e que traga na embalagem informações nutricionais. A continuar nesse pique o pão francês será o próximo, imagine um pãozinho embalado individualmente, com uma tabelinha de nutrientes e data de validade para sabermos se ele está quente do forno ou não. Tratam-nos como se fossemos ignorantes e sequer soubéssemos escolher uma fruta, um doce ou um pé de alface, deixem disso, temos mais o que fazer.

Estão extinguindo as chances de sobrevivência do pequeno produtor rural, aquele mesmo que por falta de opção vai ser um João Ninguém na cidade onde seus filhos poderão exercer atividades menos regulamentadas como o tráfico.

O excesso de normas inviabiliza os pequenos negócios em detrimento de grandes laticínios e hipermercados, portanto gera desemprego e tensão social.

Fica, para as autoridades, um questionamento do povo: Se prendem os queijos, porque não prendem os ratos?


Fonte: Jornal de Uberaba.


Nínive precisa mudar o foco. As autoridades também.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Me diz ...



Me diz que não é verdade.
Que eu liguei a televisão em um canal de ficção.
E que foi engano.

Me diz que foi um susto.
Que foi uma pequena revolta.
E que a arma era de brinquedo.

Me diz que foi um sonho.
Que acordei com sede, voltei para a cama e continuei esse terrível sonho.
E que agora eu já posso acordar.

Ou melhor, me diga que eu posso voltar a dormir.
Que foi um pesadelo.
E que agora está tudo bem.

Ei!
Por que você não me diz nada?
Por que só me olha e chora?
Por que seu abraço está tão apertado?

Aqui...
Eu também posso chorar?
Posso te abraçar?
Posso pedir em nome de Jesus que o DEUS VERDADEIRO tenha misericórdia e compaixão para com toda essa família?

AMÉM!


Ana Carolina Pacheco da Silva - 13 anos
Bianca Rocha Tavares - 13 anos
Géssica Guedes Pereira - idade não divulgada
Igor Moraes da Silva - 13 anos
Karine Chagas de Oliveira - 14 anos
Larissa dos Santos Atanázio - 13 anos
Larissa Silva Martins - 13 anos
Luiza Paula da Silveira - 14 anos
Mariana Rocha de Souza - 12 anos
Milena dos Santos Nascimento - 14 anos
Rafael Pereira da Silva - 14 anos
Samira Pires Ribeiro - 13 anos



Nínive ...