Razão ...

RAZÃO ...


O conhecimento que recebemos, na maioria das vezes, não tem muita relação com a nossa história, no máximo tem relação com a nossa formação profissional.

Aprendemos a acumular conhecimentos, aplicar fórmulas, analisar teorias, repetir regras ...
Todos esses eventos têm relação direta com a nossa história pessoal, nossos sonhos, expectativas, projetos, relações sociais, frustrações, prazeres, inseguranças, dores emocionais e até crises existenciais.
Adquirir essas experiências e vivê-las a tal ponto de segurar as lágrimas para que não derramem, estar preso a pensamentos nunca revelados, ter temores não expressos, palavras não ditas, inseguranças comunicadas e reações psicológicas não decifradas, são àquelas em que aprendemos na escola da existência. É nessa escola que deixamos raízes, saudades e memórias infindáveis.
É vivendo com cada experiência, que aprendemos a lidar com ela.
Por todos esses motivos, a razão desse espaço é dividir aprendizagem, oportunizar leituras, e claro, me exercitar na escrita e na comunicação.

Seja muito bem vindo!


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quinta-feira, 20 de junho de 2013

O Melhor Tango até Agora



 - Dança de salão! – gritaram no camarim.

Olhei para a Érika, apertei sua mão e falamos ‘merda’ uma prá outra.
Já posicionados para entrar, na lateral do palco, comecei a respirar fundo e a reaquecer as pernas. Minhas mãos estavam geladas tais quais estão agora só de relembrar.

Ao chegar ao Teatro, sozinha, pensei que há 17 anos não me apresentava e que apesar de amar a dança, não tinha pensado que fazendo aula, poderia me apresentar em tão pouco tempo.

Tive dificuldade em entender a palavra disciplina e por vezes palpitava errado. Até que meu professor com muito jeito, disse que eu deveria apenas executar os movimentos que ele me pedia. E que eu deveria confiar nele.
A partir de um determinado período passei a dançar e a ensaiar todos os dias da semana e dançaria bolero e tango.
Tango?
Tango.




Camarim




roxos
 Eu ainda tinha 3 minutos para respirar, jogar um lenço no chão prá dar um desmaio e reaquecer as pernas. Pelo tempo esgotado, não deu para repassar mentalmente a coreografia. As luzes se apagaram, colocaram as nossas cadeiras de frente para o palco e eu tive que entrar.
(Acredita que estou com vontade de chorar. Aném)

No início da música, éramos Érika e eu dançando sozinhas. Em seguida, numa pose sentadas na cadeira, vinham os cavalheiros Ivanilson e Renato desde o fundo, dançando, até nos tomarem pelas mãos e então dançarmos os quatro, em pares.

Levou vários segundos para meu coração parar de bater na boca, mas a condução firme do meu partner ajudou-me a executar responsavelmente a parte que me cabia. Fomos muito aplaudidos, mas não dava tempo de olhar a plateia. Tínhamos uns 3 minutos para correr para o fundo do palco, trocar de roupa e voltar para dançar o bolero.

Na cochia ninguém deve ter vergonha de peito e bunda aparecer. Até porque não dá tempo de tampar o peito, sentir vergonha e trocar de roupa em menos de 3 minutos. Então vai de bundalelê mesmo, gente!
Bolero. Ah que alívio dançar a segunda música. Não tem mais nervosismo. Exceto pelo fato de que no meio da música, ao executar uma pose ops,  esqueci de tirar a meia arrastão e ficar só com a cor da pele que estava por baixo. Mas como ainda estou de meia se me lembro de tirar a calcinha?

Bom, na prática foi assim: pedimos para duas meninas do Balé ajudar-nos a trocar de roupa. Eu combinei que para não nos atrapalhamos, eu tiraria a roupa e ela me vestiria. Então tirei o corpete e a saia, os sapatos, a calcinha de dança, a flor do cabelo e a arrastão eu esqueci de descê-la.  Logo, ela só me vestiu o outro vestido e me ajudou a calçar os sapatos. No escuro ela não viu que o pano preto era a minha peça íntima.

Rapidamente, tudo isso me veio à mente no meio da pose e ao virar de costas para o palco, balbuciei um “ai jesus estou sem calcinha”.
No Camarim vi que a Érika estava bem mais calma que eu. E de calcinha.

Dali a alguns dias, fomos convidados a nos apresentar em Araxá, MG.
Coreografia remontada, somente eu e Ivanilson dançaríamos o tango sob novos passos recriados e ensaiados em pouco tempo. Assim que chegamos no local, enquanto todos repassavam, Ivanilson organizava a apresentação, as sequências das músicas e muitas outras coisas. L-o-g-o não deu tempo de relembramos pela última vez.
Pensa num nervosismo? Agora dobra.

No palco, assim que Ivan me tomou pelas mãos, me deu um vanish: branco total. Instantaneamente, minha deusa interior falou baixinho: fia, deixa ele te conduzir, porque até o lenço para você dar um desmaio passou batido. Respirei, olhei bem nos olhos dele e deixei me girar, me jogar, me juntar, me levantar e por fim abandoná-lo no palco, tal como a coreografia mandava.


Orgulho

Lamento, mas lamento profundamente por mais uma vez não conseguir a filmagem. Queria muito saber se nela, eu veria toda a emoção que senti e refleti no meu corpo, nos passos ensaiados, nos improvisados e no orgulho de terem confiado no meu esforço e na minha dedicação.

Só tenho a agradecer à oportunidade e a parceria de Ivanilson Barbosa Assim, Érika Assunta Roncolato e Renato Gabriel da Silva: MUITO OBRIGADA!



MERDA PRÁ VOCÊS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

*merda é uma expressão no meio artístico para desejar uns aos outros, uma linda apresentação *

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Longe dos olhos mas perto do coração

[...] “ fazemos tudo o que um homem faz e de salto alto” é o término de um texto que já foi reescrito de diversas formas para vangloriar a independência feminina. Eu mesma sou a cara de muitas dessas versões, mas ando querendo passar essa minha cara prá frente. Não sou dona de casa, mas já fui, não sou mulher de nenhum marido, mas já fui, não lavo, não passo e não cozinho, mas já fiz tudo isso e usei muitos e longos finais de semana para descansar quando era possível, pois abria a despensa e via que tinha que fazer compras, abria o caderno e me lembrava de um trabalho da faculdade, consultava a agenda e via que tinha um lembrete de mim pra mim dizendo que aquele final de semana era o último da minha faxineira e como o marido dela era meu jardineiro, eu também ficaria sem ambos e quando tudo parecia declinar, ainda tive que entregar a casa onde morava e aiaiaiuiuiui procurar um novo lar. Namorar? Que jeito? Eu mal agüentava ir pra faculdade, levantava 05h30 da manhã, viajava uns 20km para ir trabalhar, chegava em cima da hora na faculdade e no retorno para casa ainda tinha que estudar para uma provinha oral básica de inglês pro’outro dia. Eita lelê: lerê, lerê, lerê, lerê, lerê.
Poxa, deixa eu falar uma coisa: não era mais legal quando o homem provia algumas dessas muitas coisas enquanto a gente cuidava de outras? Agora além dos serviços, dos estudos, dos filhos, da família, você ainda tem que ir atrás de independência financeira, moral, social para se sentir igual? Maior? Melhor?

Ó, tenho maior orgulho da vida que levei dos 21 aos 30. Mas além de batalhar e correr atrás eu sofri demaissss da conta. Mas demais mesmo. Sob muitos aspectos. E fui feliz sim, claro, porque para mim felicidade é estado de espírito, mas querer ser maior, igual que eles? Por que? Prá que? Ó, dá não hein?

Prefiro deixá-los trocar o pneu do carro, cortejar-nos, ser o provedor, acender uma churrasqueira , ou seja, cumprir a parte que lhes cabe, porque a ultima vez que fui acender uma churrasqueira, gentem.... primeiro que não entendo de arrumar o carvão no fundo, depois fazer um castelo, aí coloca fogo, bana, colocar gordura quente, bana de novo. Tudo isso foi-me dito depois das duas explosões que provoquei, com direito a voar a gordura na parede e enfumaçar tudo ao nosso redor. Depois que eu achava que a churrasqueira estava acesa, danei a cobrir toda a grelha de carne, um queijinho, mais gordura, pão de alho e vamos banar minha gente. Bana de cá, bana de lá, o queijo derreteu, o pãozinho de alho ficou pronto e resolvi começar a comer já que eram quase quatro da tarde e eu estava desde as 13h30 pelejando com a dita cuja. Enquanto comia, olhava de soslaio para a churrasqueira e só quando tudo enfumaçou de novo, vi que a churrasqueira tinha apagado fazia é tempo e a bonita aqui estava era espalhando a fumaça. Tira tudo da grelha, amontoa o carvão, dá-lhe álcool e POW! Mais uma explosão e lá vamos nós tentar assar a carne. Eram uma cinco e meia da tarde quando eu e aquele de bando de mulheres independentes cansamos da nossa empreitada e resolvemos comer o queijo cru mesmo, junto com o pão de alho com gosto de fumaça e hum... hum...e abrir o pote de sorvete com o bolo, ambos comprados prontos, porque claro, alguma coisa tinha que dar certo.




Pelo menos a cerveja estava gelada e meu salto anabela me colocara na altura que gosto de ficar. Mas vamos combinar, se eu estivesse descalça tinha visto mais de perto, não somente dentro da churrasqueira, mas também de que toda aquela situação teria sido evitada se tivéssemos em nossa companhia o motivo da conversa naquela tarde ensolarada encoberta pela nossa tentativa de viver um pouco longe deles.
Nínive não está defendendoe nem julgando. Só sendo romântica.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Especialista em generalidades

Diego Fernandes bem sabe que toda vez sou barrada no portão de embarque. É minha sandália com fivela, é meu cinto, é minha lingerie de zíper. Aí me dão um propré pra eu atravessar descalça ou me colocam na inspeção com os braços a la Jesus Cristo, frente e verso.

Adoro viajar e ter um causo já faz parte do processo emocional da coisa. Quando emiti meus bilhetes fiquei conferindo-os uns dois dias. De tanto conferir decorei o localizador. Foi até bom...Até a metade do caminho fui com uma amiga e de lá segui pra Vitória. Ir para lá me fez reviver a emoção de quando cheguei. E de quando vim embora. Curto nostalgias veementemente. Passei dias agradabilíssimos, fui muitíssima bem tratada e ri horrores. Sai de lá chorando. Não podia ser diferente. Eu queria ver todo mundo e vi. Todo mundo que eu queria ver eu vi e não fiquei mais por falta de oportunidade. Ah e também por causa de um caldo que tomei. E também porque me queimei nas coxas e nas costas. – Bem feito, me disse o Warley, me dando uns tapas no local queimado.



Dormi cedo, acordei cedo e fui a praia quase todos os dias, mesmo a chuva ameaçando cair. Ela caia e tá a bonita na praia sendo burlada. Mineiro num tem disso não. Guarda sol serve também para guardar a chuva, uai.

Não fiz compras, ganhei presentes e trouxe muitas fotos de recordação. Cheguei renovada e alegre. Mas só eu. As bonitas das minhas malas foram dar uma voltinha em Salvador e devem chegar qualquer dia desses aí. Isso são detalhes perto do bate papo cabeça que tive em Camburi a la Itaipava. Especialista em generalidades. Essa foi a melhor. Só esqueci de dizer - ou reforçar - que sou formada em Secretariado Executivo Trilingue onde se ensina a multidisciplinaridade da função e do exercício da profissão. Agora tenho diploma reconhecido pelo MEC nessa área. Estudei direito, economia, marketing, arquivo, recursos humanos, matemática financeira, protocolo e cerimonial ... etecetera, etecetera. Tá?

Certo dia me falaram que eu tenho o vocabulário vasto. Também já me falaram que eu falo difícil e em uma briga de casal, um namorado boliviano disse que las palabras que salen de mi boca eran demasiado loco.



Doida não nego, aliás não nego nem que não sei ler mapa. Mas é nada de nada mes-mo. Vôo baixo nesse quesito e por força profissional sambo dentro da roupa quando me perguntam onde a Cia Aérea que trabalho não voa na Ásia. Vem cá, isso é pergunta que se faça? Não dá pra perguntar pra’onde voa? Tudo bem que eu vou sempre responder: para a América do Sul, Europa, Estados Unidos e uma parte da Ásia. Agora, me perguntar em que parte não voa, está me humilhando demais não acha não?
Eu acho, até porque to mais preocupada em saber onde fica Salvador no mapa, pra eu trocar de lugar com a minha bagagem. Quando descobrir, vai que compensa ser especialista em generalidades.

Nínive sorria, você vai sim prá Bahia!

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Faça acontecer ...

Pessoa aqui tá morrendo de saudade do blog e tem tanta coisa pra contar que não sabe por onde começar.

O curso em SP acabou e achei que iria congelar de tanto frio. Cinco graus fácil, fácil de manhã e a noite. Durante o dia um sol de rachar mamona. Curso intenso, estressante, vontade de chorar em toda prova e uma maldita TPM em semana inapropriada. Pessoa quase desistiu de fazer a prova, quis desabar em choro e depois ficou sabendo que tirou 8,4. Um dia essa TPM ainda acaba comigo. Ou eu com ela. Hunft!

As semanas se seguiram puxadas e tivemos todos que estudar. Muito. Final da tarde início de noite, dava tempo de ir perambular pela Paulista: que delícia é aquilo lá. Ainda tiveram duas escapulidas à 25 de março (óbvio) e à José Paulino, mas o excesso de glamour e falta de 'glana' não deram para uma sacolada. Dormir cedo para aguentar o trampo era ofício de todo dia e somente no último, fizemos um happy hour seguido de choros de despedidas do curso.

Por conta das atividades, não animei nem um diazinho fazer caminhada e pra acabar de escangalhar a noite eu era uma leoa de fome. Adivinhe? Pessoa engordou de novo.... ex-pli-co: na hora do almoço era só saladinha com carne, de sobremesa gelatina e nada de arroz e batatas e massas. Mas à noite meus amores, eu chegava um dragão e queria comer todos os congelados que tinha comprado, mais sobremesa ooooou, MC Donald's duas às vezes três vezes por semana. Ai delícia! Inclusive numa dessas danuras de comer Big Mac, fiquei tão feliz por Diego compartilhar da gulodice que abracei-o e dei alguns pulinhos pirulitantes dentro do elevador. Adivinhe again? Ficamos presos!!!! Diego, Cris, Giulia e eu. Era um tal de pedir socorro e disfarçar o nervosismo que eu não parava de falar. Nem eu, nem ninguém. Quando o zelador apareceu, pedi pra ele colocar o dedo mindinho dele na porta, só que estávamos em um paredão e não teve como estabelecer contato. Ele pedia calma e uma certa hora disse: já volto, não saiam daí tá?

Oi?

Ele conseguiu abrir a porta e foi buscar uma escada. Giulia louca escalou o paredão e quis dar mãozinha pra gente. Morri de medo daquele trem descer ou subir com tudo. Pra quem não queria ficar no elevador, me recusei a sair. Prá sempre. Todo mundo já de fora e eu dizendo que dali não saía. Giulia perdeu a paciência e quase me arrancou de lá com um braço só. Ufa! Saí. Eeeeeeeeeee. No Mc Donald's, depois do pedido feito, sentei e comecei a tremer. O baque veio tarde. Nem comi o lanche com a boca boa que tava e na volta encontramos o cara da manutenção que disse que há muitos, mas muitos anos o elevador não estragava. #vergonha.

Fora o curso puxado, mais o tumulto dos metrôs, mais pessoas presas no elevador, mais encontros globais em Congonhas Giba, Rodrigão e Bernadinho do Volei, Domingos Montagner (que faz o pai do Jesuíno em Cordel Encantado), e Paulo Micklos (vocalista Titãs), tuuuudo correu muuuito bem. (Ah! ficamos sabendo que Neymar e Ganso também estavam lá).

Então minha vida anda assim: faringite aguda (agora com suspeita de pneumonia), cama, xarope que me dá vontade de dormir muuuito e um friozinho gostoso na barriga de coisas novas que ando querendo conquistar por aqui. Porque para o novo, temos que ter mente aberta, dedicação e paciência. Foi isso o que um queridíssimo me escreveu outro dia no face e eu bem andei refletindo sobre isso. #umbeijoalongado




1º dia de curso



Na Paulista com Giulia e a dupla do abraço

Fazendo graça pra estátua do Outono

Happy hour na Paulista com Giulia

By Madonna

[Faça acontecer] ... que eu faço valer a pena!


Nínive intimou.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Apesar de ...


Tenho enorme prazer em ler e escrever. Pela hora, pode-se ver até que horas me proponho a fazer isso. Juro-te que ainda vou ler antes de dormir - estou lendo Comer, Rezar e Amar. Para os dia dos namorados eu sai com um: "e tem mesmo que passar o dia dos namorados com um namorado? Você por um acaso vai passar o dia do índio com um índio? O dia da árvore com uma árvore?"

Ainda bem que acabei não escrevendo nada disso, apesar de repetir isso o dia todo e rir sozinha quase sem conseguir terminar minha pérola. Aí que li algo muito melhor que meu estapafúrdio dito ao léu. Olha o que minha amada-idolatrada-salve-salve professora de Vitória/Es postou no seu blog sobre o dia romântico de domingo.

"Hoje li um texto dela (sim, Martha Medeiros) e me encantei com o que li. Sempre uso a expressão "ainda estou digerindo" quando o que leio ou escuto demoram (horam, dias, semanas e até meses...) para serem assimilados. Normalmente são coisas que sei, mas reluto em admitir. Daí, fico digerindo. Com cautela, cuidado...

E hoje lí que "a gente gosta de uma pessoa não por causa de, mas apesar de. Que gostar do que é gostável é fácil: gentileza, bom humor, inteligência, simpatia (...) tudo isso a gente tem em estoque na hora em que conhece uma pessoa e resolve conquistá-la. Os defeitos ficam guardadinhos nos primeiros dias e só então, com a convivência, vão saindo do esconderijo e revelando-se no dia a dia".

Ela narra isso levando para o lado amoroso. Concordo plenamente! Como já disse aqui algumas vezes, alma gêmea não existe. "O que existe é vontade de estar junto, trazê-la para o nosso mundo e entrar no mundo dela".

Ela é organizada. Ele, bagunceiro. Ela, gastadeira. Ele, pão duro. Ela, ama ler. Ele, adora video game. Ele, desencanado. Ela, muito ciumenta. E eles se amam. E enquanto o amor for maior que o apesar de, ok. Porque existem momentos em que o apesar de... fala mais alto. E daí você olha ao lado e percebe que as diferenças são maiores que o amor. E daí cada um segue o seu rumo... e daí, Frederick Perl fará mais sentido quando afirma:

"Eu faço as minhas coisas e você faz as suas.
Eu não estou neste mundo para satisfazer as suas expectativas.
E você não está neste mundo para satisfazer as minhas.
Você é você, e eu sou eu.
E, se por acaso, nós nos encontrarmos, será ótimo.
......Se não, nada se pode fazer."

Hoje é Dia dos namorados. Mas pense um pouquinho. Vá mais além... Enão fique presa ao seu mundinho de relacionamento amoroso. Não que ele não importe. Claro que importa, e muito! Mas pense em seus relacionamentos. Com todos. Seus amigos, parentes, colegas de trabalho... As pessoas vão gostar de você quando o amor que eles sentem por você, ou a vontade de estar junto, ou seja lá o que for, superar o "Apesar de..."

Quando o seu jeito de falar alto não incomodar a sua amiga ao ponto dela não querer mais ir a uma cafeteria com você. Quando o seu ciúme não falar mais alto que a histeria. Quando sua amizade for maior que o sono das três da manhã. E ouvir as lamúrias de sua amiga for mais importante que descansar mais um pouco. Quando aquele favor negado (e justificado!) não for mais importante que a amizade gostosa que vinha surgindo.

E daí eu concluo que Martha está certa. Aliás, certíssima.

E os outros. Aqueles.. sim, aqueles que nos amam. Eles também nos amam Apesar de.

E daí o mundinho fica maior que o seu umbigo.

Pense nisso."


A linda Elisa Avelar do blog Lisa

Nínive está impressionada, reflexiva, pensativa e vai resignificar esse texto para a sua vida.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Era para dar tudo certo: o quase não deixou.

Bruno Marzola conhecido também como Rural é graduando em
Gestão Ambiental e Pós Graduando em Gestão em Agronegócios.
Como pré requisito da faculdade ele terá que apresentar um trabalho
que será sua 1ª Apresentação de Iniciação de Potros - Doma racional
que acontecerá durante o Porteira Adentro na
FAZU - Faculdades Associadas de Uberaba
nos dias 10 e 11 de junho de 2011 das 08h às 17h.
Bruno é precursor na área de doma de cavalos e burros
tendo em seu currículo cursos de Doma ministrado pelo instrutor João Batista da Silva,
1º Curso de Iniciação de Potros promovido pela Fazenda Querença e
Fazenda Angicos e Clínica das Rédeas ministrado pelo juiz e treinador norte-americano
Doug Milholland no Rancho Seabra realizado pela Associação Centro-Oeste do Cavalo de Rédeas - ACOR.




Ele tem 1,80, olhos verdes e é de uma determinação im-pres-sio-nan-te. Sua beleza não é seu forte, apesar de chamar atenção. O seu forte é a sua paixão: Doma.

Bruno apareceu na minha vida quando por duas tentativas frustradas tentou mostrar seu trabalho na faculdade onde estuda. Depois de rodar 1.000 flyers, convidar amigos e envolver pessoas, sua apresentação foi cancelada duas vezes, no mesmo lugar, por diversos fatores. Sua sorte, é ser aluno do meu pai, um cara que a-ma dar aula e deu todos os créditos para Bruno apresentar seu trabalho de forma prática. Com seus contatos, conseguiu que Bruno - a convite do vice diretor (e amigo) de outra faculdade, permitisse que ele fizesse sua apresentação em dois dias em um projeto de extensão maravilhoso que essa outra faculdade promove uma vez por ano, chamado Porteira Adentro.

Em um almoço, há umas semanas atrás, papai contou o que tinha acontecido com esse aluno e me pediu para ajudá-lo. Passei meu celular e desde então toda semana temos saido para, do zero organizar pela terceira vez o evento. Fomos atrás de novos patrocinadores, frete, carreto, camisa, bordadeira, calça, bandeirinhas, montamos a arte, revimos, mandamos prá gráfica, distribuimos, divulgamos ... consegui até que o Jornal de Uberaba publicasse uma nota sobre seu evento.


Nessa sexta (10) e sábado (11) eu finalmente veria Bruno Marzola fazer sua 1ª Apresentação de Iniciação de Potros - Doma racional. Nada mais o deteria. Nem a mim, nem a ele.

Ou quase nada.

Ontem, por volta das 15h uma rajada de vento com chuva era tudo aquilo que faria Bruno não se apresentar. Ele estava no campus preparando a acomodação do cavalo (junto com outros alunos que estavam também montando seus trabalhos), quando viram tudo ir para os ares: banner, faixas, tendas, pinheiros caindo inteiros, lascados, carrinho de churros, lonas ...

A força do vento foi destruindo e desmanchando um trabalho de semanas de todos os alunos e além do investimento financeiro, estava voando também a oportunidade de muitos de mostrar seu valor. Incluindo Bruno.


Estava cochilando quando ele me ligou. Quase não consegui responder ao que ele me contava. Só fazia chorar escondido. Ele percebeu, desligou e veio parar aqui em casa. Bruno é ainda mais lindo quando fala com o coração. Não tô aguentando lembrar de suas palavras que fico embargada. Ganhei um abraço, palavras gentis e delicadas de gratidão e um amigo.



No curral que ele montou, nada aconteceu





Nem a barraca desmontou


Um dos estandes destruídos



Outra estrutura no chão





Bruno desmontando o curral



Rodrigo e Bruno



Bruno Alves Marzola




Bruno, vamos fazer mais trinta e três, vezes três, viu?

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Qual é a sua palavra para esse ano?



Boa noite amigos,

Mamãe me repassou por e-mail um texto que li cuidadosamente e com carinho.
Quem lê meu blog sabe que uma das minhas palavras desse ano é paciência e agora incluo a tolerância - que na verdade é uma extensionando a outra. Qual é a sua?

Reconhecer os erros e fazer com que eles não sejam tudo aquilo na sua vida é algo que pode nos dar mais saúde e mais amor e em consequência disso nos fazer viver melhor conosco e com que nos cerca. É muito chato conviver com quem só enxerga o lado ruim de tudo. Fácil é falar mal, criticar, apontar os erros. Difícil é tolerar, perdoar, fazer dar certo.

Deixar de perceber os erros do próximo e fazer das suas virtudes seu cartão de visita, é reconhecer que a pessoa - assim como você - é dotada da imperfeição mas é também um direito que ela tem de mostrar seu lado bonito.

Por isso a mensagem de hoje é: dê uma chance às pessoas, mais de uma vez, se preciso for. Mas dê mesmo mais do que qualquer coisa, uma chance a você.

Muah!


TORRADAS QUEIMADAS


Quando eu ainda era um menino, ocasionalmente, minha mãe gostava de fazer um lanche, tipo café da manhã, na hora do jantar.
E eu me lembro especialmente de uma noite, quando ela fez um lanche desses, depois de um dia de trabalho muito duro.
Naquela noite, minha mãe pôs um prato de ovos, linguiça e torradas bastante queimadas, defronte ao meu pai. Eu me lembro de ter esperado um pouco, para ver se alguém notava o fato.
Tudo o que meu pai fez foi pegar a sua torrada, sorrir para minha mãe e me perguntar como tinha sido o meu dia na escola.
Eu não me lembro do que respondi, mas me lembro de ter olhado para ele lambuzando a torrada com manteiga e geléia e engolindo cada bocado.
Quando eu deixei a mesa naquela noite, ouvi minha mãe se desculpando por haver queimado a torrada.
E eu nunca esquecerei o que ele disse:
" - Gostei da torrada queimada..."
Mais tarde, naquela noite, quando fui dar um beijo de boa noite em meu pai, eu lhe perguntei se ele tinha realmente gostado da torrada queimada.
Ele me envolveu em seus braços e me disse:
" - Companheiro, sua mãe teve um dia de trabalho muito pesado e estava realmente cansada...
Além disso, uma torrada queimada não faz mal a ninguém.
A vida é cheia de imperfeições e as pessoas não são perfeitas.
E eu também não sou o melhor marido, empregado, ou cozinheiro, talvez nem o melhor pai, mesmo que tente todos os dias!
O que tenho aprendido através dos anos é que saber aceitar as falhas alheias, escolhendo relevar as diferenças entre uns e outros, é uma das chaves mais importantes para criar relacionamentos saudáveis e duradouros.
Desde que eu e sua mãe nos unimos, aprendemos, os dois, a suprir as falhas do outro.
Eu sei cozinhar muito pouco, mas aprendi a deixar uma panela de alumínio brilhando.
Ela não sabe usar a furadeira, mas após minhas reformas, ela faz tudo ficar cheiroso, de tão limpo.
Eu não sei fazer uma lasanha como ela, mas ela não sabe assar uma carne como eu.
Eu nunca soube fazer você dormir, mas comigo você tomava banho rápido, sem reclamar.
A soma de nós dois monta o mundo que você recebeu e que te apoia, eu e ela nos completamos.
Nossa família deve aproveitar este nosso universo enquanto temos os dois presentes.
Não que mais tarde, o dia que um partir, este mundo vá desmoronar, não vai.
Novamente teremos que aprender e nos adaptar para fazer o melhor.
De fato, poderíamos estender esta lição para qualquer tipo de relacionamento: entre marido e mulher, pais e filhos, irmãos, colegas e com amigos.
Então filho, se esforce para ser sempre tolerante, principalmente com quem dedica o precioso tempo da vida, a você e ao próximo.


Nínive está aproveitando a chance que lhe foi dada.

Tolerar: aceitar, admitir, consentir, deixar, fechar os olhos, permitir, aguentar.

domingo, 3 de abril de 2011

Todo mundo tem um preço, inclusive eu.


Tenho recebido tanto carinho em forma de abraços, olhares, e-mails, telefonemas e palavras que preciso dizer que os infortúnios que passamos na vida servem, dentre tantas coisas, para fazer-nos enxergar os amigos como um bem maior. Achei o tom exato da resposta. Ela é breve, clara, sucinta além de ter uma pitada de humor. Minha ótica de vida é magnânima, não tenho tempo, nem grana e muito menos disposição para a tristeza. Choro num dia e danço no outro. A noite toda. Um dia vou fazer um post só das coisas escritas que recebo e vocês vão poder ler o que as pessoas acham de mim. As que gostam claro, porque passei do tempo de manter contato com quem não admiro. Admirar o outro é algo tão bonito que é digno de nota. Sem ressalvas.

Mariela me conhece desde quando bem? Nos-sa, uma pá de tempo né? Tanta coisa han? T-a-n-t-a. A gente não tinha mais o que inventar para brincar e então passamos a nos tratar por Ayala - ela e Paloosa - eu. Conversávamos em inglês como se soubéssemos desde sempre e nos entendíamos. Um dia gravamos em um k-7 uma entrevista. Ela era a entrevistadora e eu uma cantora hollywoodiana de sucesso. Eu cantei Celine Dion, achei ruim, interrompi a entrevista, ouvi a fita, não gostei, regravamos, ouvi de novo e dei o ok, como se a fita fosse enviada para alguém na real. Pense na imaginação dessas pessoas.

Aí hoje, ela me mandou dois textos lindos daqueles de apertar o coração, sabe?

Eu aprendi... ...
que ignorar os fatos não os altera;
Eu aprendi... ...
que quando você planeja se nivelar com alguém,
apenas esta permitindo que essa pessoa continue a magoar você;
Eu aprendi... ...
que o AMOR, e não o TEMPO, é que cura todas as feridas;
Eu aprendi... ...
que ninguém é perfeito até que você se apaixone por essa pessoa;
Eu aprendi... ...
que a vida é dura, mas eu sou mais ainda;
Eu aprendi... ...
que as oportunidades nunca são perdidas; alguém vai aproveitar as que você perdeu. Eu aprendi... ...
que quando o ancoradouro se torna amargo a felicidade vai aportar em outro lugar;
Eu aprendi... ...
que não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito;
Eu aprendi... ...
que todos querem viver no topo da montanha, mas toda felicidade e crescimento ocorre quando você esta escalando-a;
Eu aprendi... ...
que quanto menos tempo tenho, mais coisas consigo fazer.
William Shakespeare



Pode ser que um dia deixemos de nos falar...
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.
Pode ser que um dia o tempo passe...
Mas, se a amizade permanecer,
Um de outro se há de lembrar.
Pode ser que um dia nos afastemos...
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.
Pode ser que um dia não mais existamos...
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.
Pode ser que um dia tudo acabe...
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.
Há duas formas para viver a sua vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.
Albert Einstein

Amanhã, Nínive vai ser vendida por oito mil e Mariela a resgatou: "Vai nada amiga. Vai se libertar de todo o resto que não recebeu".

quinta-feira, 10 de março de 2011

E a conta eu mando prá quem?

Perder uma pessoa na morte deve ser terrível. Não tenho essa experiência. De toda forma, temos o que dizer.
- Fulano morreu de ...
- Nossa é mesmo? Mas como foi?

Perder uma pessoa para outra deve ser terrível. Não tenho essa experiência. Ainda assim, podemos dizer:
- Ela (pessoa) me trocou por ...
- Santo Deus e você, como está?

Perder uma pessoa para ela mesma aconteceu comigo. Recentemente. Não tenho o que dizer. Ou melhor, até tenho. Mas é que falar tem me exaurido, não me sinto mais leve desabafando. Acabo sonhando e acordando mal. E fazendo - sem querer - pessoas sonharem comigo triste. Não estou de luto, nem deprimida nem fazendo análise. Não tenho tempo, grana tampouco disposição. O que estou tendo que ter é coragem (antônimo de covardia) para me reerguer. Do zero. Não tem problema: isso para mim não é problema.

Problema na minha concepção foi o que acabei de arrumar. Acredite você, que hoje fui tratar de um dente-problema e meu dentista me disse que ele não tem mais tratamento (dado o tempo em que fiquei no Pará sem manutenção) e que a solução será a sua extração e o implante de outro. Até aí tudo bem. O problema foi enfrentar as aplicações da anestesia que não pegava, depois que pegou paralisou todo o lado direito da face, incluindo a orelha, dai a parte da remoção foi tensa com direito a queda de pressão e sangue para tudo quanto é lado. Quase sugeri um remake de Thriller do MJ ali no consultório mesmo. O duro não foi ensaiar os passinhos. O duro foi a conta. Tudo bem que ele me trouxe em casa porque aqui anda um toró daqueles e eu continuava com a pressão baixa (mas cá entre nós, dessa vez era por causa da conta).

Perder as pessoas - seja de qual forma for - é de fato terrível. Dói no corpo todo e a cabeça ruim nos mantém alienados. Dessa dor eu vou me curar, porque não tem sofrimento que dure a vida toda e mais cedo ou mais tarde, a gente aprende a se acomodar. Dessa dor eu vou me curar, porque eu me permito a novas experiências. Sempre. Fico mais linda sorrindo que chorando.

Mas ó, preciso perguntar: e a conta do meu dentista, eu mando prá quem?


Nínive está bem gente, obrigada pela amizade sempre. Se eu conseguisse, ia mandar por aqui uma piscadinha, mas é que ainda estou anestesiada e não consigo fechar o olho direito. E eu pisco mal com o esquerdo.



*/*/* AMANHÃ RESULTADO DO SORTEIO!!! */*/*

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Amigas todas - PARA SEMPRE

Tem pessoas nas nossas vidas que a gente conhece desde sempre e fazendo um balanço pessoal, lhes digo que sempre tive amigas de longa data. Não muitas, mas de muito tempo.

Perto ou longe, de alguma maneira sempre tive contato e a maior prova de amizade foi quando me casei. Por causa da quantidade limitada de convites, não pude chamar todas as amigas e algumas das que não puderam ser convidadas [ou não puderam comparecer], ainda assim vieram no meu chá de lingerie ou me mandaram um presente, ligaram, escreveram. São elas, Cida Souza, Danielle Lopes, Giselle Tucunduva, Leila Gomes, Luciana Melo, Valquíria Freddi, Tatiana Cruvinel e Verônica Anhert. Um beijo muito grande meninas.

Uma pessoa uber especial na minha vida, se chama Eliana. Ela me conhece desde os quatro anos e é a minha melhor amiga de todos os tempos. Dela, ganhei os lindos aparadores e nos tratamos como irmãs: somos confidentes, leais e sempre que nos reencontramos percebemos nossas extrema afinidade. Um dia na casa dela e eu já volto puxando o 'erre' dos uberabenses, repetindo suas gíras e fazendo uma mexida charmosa com os cabelos.

Na última quinta-feira, além de dormir na sua casa, cheguei na minha só no sábado. Fizemos de tudo um pouco: conversamos, contamos tudo da nossa vida, rimos, enchemos os olhos d'água, fomos ao shopping, dormimos as 5h30 da manhã vendo fotos e tiramos outras de madrugada fazendo caras e bocas e nos lembramos de uma prima dela, a Marisa que não vejo há muitos, mas muitos anos. Essa é uma figura. Sabe [e faz] 35 performáticas poses para fotos, com tudo o que ela consegue achar para colocar nos cabelos. Fica uma coisa de rir e querer fazer igual. Tentamos, não demos conta. Tem que ser muito Marisa para tanta firula, mas tem que ser muito Marisa mesmo, para fazer isso aqui ó:


Richard Douglas Ribeiro e Marisa Souza Santana (classificados)


Nínive já viu esse vídeo umas seis vezes. Também já ficou em pé de frente ao pc tentando imitar. Nina torce o pescoço tentando entender o que a mãe dela está fazendo. - Estou ensaiando, minha princesa, para um dia dançar assim.


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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

O dia do meu casamento - PARTE III

Uma das emoções do nosso casamento foi fazer a lista de padrinhos e no dia, vê-los testemunhando nossa união. Alguns que não puderam ir - tão importantes quanto os que foram - de alguma forma nos comunicou a ausência tão sentida até hoje por nós.

Os padrinhos do Cid foram seus amigos de faculdade Luiz Fernando, João Paulo e Daniela que acompanharam nosso namoro em todas as festas e encontros de turma, seus amigos de todos os finais de semana Cristiano e Lucas (que foi inclusive seu procurador para nos casarmos) e sua tia querida e amada Deise que estava lindíssima em um tomara que caia azul turquesa.

Os meus foram minha querida amiga Eliana que me conhece desde os meus quatro anos de idade, minha querida Ana Paula (indispensável), meu amigo Zequinha, meu dentista e confidente Léo, minha irmã Nanda e seu indefectível namorado, Henrique e Maria Alice (uma gracinha de pessoa) e minha querida Elaine que se lembra de todos os meus aniversários desde o primeiro ano que nos conhecemos.

Na ordem que entraram:

Alex e Nanda


Luiz Fernando e Eliana


Henrique e Maria Alice

Lucas e tia Deise

Cristiano e Elaine


João Paulo e Daniela


Zequinha e Ana Paula


Léo e Séfora

Então basicamente Cid arrumou os meninos e eu as meninas e a minha idéia inicial era que os meninos fossem de chapéu preto mais terno bem estilo Robert Duvall em Apocalypse Now, mas foi abortada pelos mesmos que nem deram bola para a minha eureca estapafúrdia. (Ahhhh meninos!)

Todos os seus padrinhos eram de fora e tivemos a satisfação de saber que vinham de Sacramento/MG, Carneirinho/MG, Aparecida do Taboado/MT, Palmas/TO, Brasília/DF, além dos nossos convidados que vieram de cidades vizinhas e outras nem tanto, como Belo Horizonte/MG, Marabá/PA, Pacajá/PA especialmente para nosso enlace.

Entretanto, além dos padrinhos, outras ausências foram sentidas. Pessoas que amo muito e que não puderam comparecer, deixaram em palavras ou em presentes seu carinho por mim e pelo meu marido. Com medo de esquecer de um, prefiro não citá-las.

Contudo, porém, uma pessoa uma bem especial, que nas suas palavras se recusou a me dar presente em forma de dinheiro (como foi de praxe em nosso casamento já que não tínhamos a menor condição de trazer microondas, panela de pressão, jogo de jantar, rolo de macarrão, escorredor de pratos, máquina de lavar e outros, no avião) me abordou a certa altura do casamento e me presenteou com um par de aparadores lindos lindos, presente dela e da sua mãe, a tia Célia (minha tia do coração). Eu que já vinha chorando desde o discurso e depois vendo os noivinhos no bolo (surpresa da mamãe), me desmanchei com as suas delicadezas em forma de presente. Quando nova, eu morava mais na casa deles que na minha. Era certo que quase todo final de semana eu dormiria lá e arrumava minha mala para três dias com doze calcinhas – Vai passar o final de semana tomando banho Ninivinha? – dizia a tia Célia. Foi na sorveteria deles, a Chandelly, que tomei 19 bolas aos 10 anos de idade e passei mal a noite toda com congelamento interno e foi fuçando nas maquiagens da Eliana que eu aprendi a me maquiar e a passar batom vermelho sem olhar no espelho. Ela disse que quando me viu entrando com aquela cor de batom, voltou no tempo e se lembrou de mim ainda pequena. Foi com a Eliana que eu descobri na tenra idade, o valor de uma amizade e o sentimento leal de ter uma amiga. Foi por ela que minha boca estava tão vermelha.






Nínive ficou com vontade de casar de novo, com o mesmo marido, só para sentir toda a emoção vivida. Mais fotos aqui.