Razão ...

RAZÃO ...


O conhecimento que recebemos, na maioria das vezes, não tem muita relação com a nossa história, no máximo tem relação com a nossa formação profissional.

Aprendemos a acumular conhecimentos, aplicar fórmulas, analisar teorias, repetir regras ...
Todos esses eventos têm relação direta com a nossa história pessoal, nossos sonhos, expectativas, projetos, relações sociais, frustrações, prazeres, inseguranças, dores emocionais e até crises existenciais.
Adquirir essas experiências e vivê-las a tal ponto de segurar as lágrimas para que não derramem, estar preso a pensamentos nunca revelados, ter temores não expressos, palavras não ditas, inseguranças comunicadas e reações psicológicas não decifradas, são àquelas em que aprendemos na escola da existência. É nessa escola que deixamos raízes, saudades e memórias infindáveis.
É vivendo com cada experiência, que aprendemos a lidar com ela.
Por todos esses motivos, a razão desse espaço é dividir aprendizagem, oportunizar leituras, e claro, me exercitar na escrita e na comunicação.

Seja muito bem vindo!


domingo, 2 de outubro de 2011

Uma caipira na Paulista



Sabe pobre que por algum motivo tem a oportunidade de ir a um restaurante chique e fica olhando do teto ao chão e ainda fala 'ai que lindo', até para as comidas?

Assim sou eu pagando mico na Paulista de cabo a rabo.

Primeiro que não paro de olhar para os arranha-céus, para tudo que soa arte, para os rinos pintados com tinta a óleo e para o mendigo que devia calçar 37, mas estava com um tênis 43. Segundo que sempre fico para trás quando é hora de atravessar ou atravesso quando o sinal para pedestre ainda não abriu. Terceiro que todo mundo anda rápido e ainda assim abrem espaço quando tem um grupo de jovens andando de patins ou skate e eu sou a única que reparo - já com bastante atraso - que estou no meio deles que param e esperam a caipira atravessar a passos de tartaruga.

Explico tudo:

Em Uberaba não tem nada parecido - nem de longe - com todas os prédios da Terra da Garoa e é claro que eu fico com o queixo para cima admirando. Isso também explica o porque não consigo atravessar a rua na hora certa. Está tendo também, exposição de rinos em toda a paulista. São rinocerontes em tamanho real pintados em seu corpo e foi com o meu encurvado para a frente admirando a perfeição, que percebi que estava tampando a visão dos que estavam atrás de mim.

E por último que, há tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo que só mesmo uma apresentação do Michal Jackson cover, fez-me descer o queixo e encher os olhos d'água ao relembrar do astro que estava sendo homenageado lindamente sob um céu estrelado a uma temperatura de 27 graus por volta das 19h.

Agora me responda: é tãoo ruim assim ser caipira?





Caipira de sorte essa Nínive.

domingo, 11 de setembro de 2011

Rapport e seus [e]feitos

Aprendi rapport em um treinamento da Sher oferecido pela TAM para a TAM Viagens, na recente temporada em SP. Não me lembro de ter ouvido essa expressão, mas já tinham me dito algo parecido só que com outras palavras. Acho e percebo que algumas pessoas que convivem ou conviveram comigo, acabam por adotar meus tiques, maneirismos e atitudes, além de compreender meus times humorísticos dos quais nem preciso de platéia: eu mesma conto, eu mesma rio eu mesma bato palma.

"Rapport é a capacidade de entrar no mundo de alguém, fazê-lo sentir que você o entende e que vocês têm um forte laço em comum. É a capacidade de ir totalmente do seu mapa do mundo para o mapa do mundo dele. É a essência da comunicação bem-sucedida."
Anthony Robbins


Em virtude disso, admito que as pessoas tem mais facilidade em fazer rapport em mim que eu nelas e que com pouco tempo de convivência tá eu falando i-gual-zi-nho a pessoa. Uma amiga ontem a noite me disse: [...] Nínive você é muito sensível e instrospectiva em muitos aspectos, mas nem sempre você expõe esse traço da sua personalidade. Acho que nem você reconhece isso. Tudo o que as pessoas te falam, te causam um profundo impacto. Você guarda e absorve muita coisa e nem sempre descarta com facilidade aquilo que realmente não serve para você [...] e sabe quem anda pagando por isso? Sua saúde.

Imitar & Espelhar foram determinados como os principais fatores para se criar estados poderosos de rapport. Igualando os movimentos da outra pessoa, a postura, os atributos vocais, as frases chaves e até mesmo a sua respiração. Também é muito poderoso poder igualar os seus sistemas de representação. Esta é uma habilidade avançada que é ensinada nas série de seminários Act Now Success Skills (nos EUA).

Como de fato reflito muito no dia seguinte sobre meu dia anterior, fiz um recordar é viver do meu ano e das pessoas que me cercam. Tenho certeza (absoluta) que já adquiri um pouco de cada um e assim portanto, emprego um pouco de mim fazendo uma extensão do meu papel em sociedade. Veja bem: do meu papel em sociedade e não na sociedade, porque não podemos ficar nos comportando da maneira com que as pessoas irão nos aceitar ou não irão falar de nós, pois assim estaremos jogando nossa personalidade e educação no lixo. Claro, não estou levantando bandeira para as bizarrices e discrepâncias, mas até isso pode soar um pre-conceito: o que é destrambelhamento para um, é normal para outro.

A moda sempre foi: vão falar! Mal ou bem, gostando ou não. Somos seres humanos dotados da capacidade de ir e vir e esse livre arbítrio tem um preço - uns vão te amar, outros, te detestar. Outro dia li algo assim: quando forem falar mal de mim me chamem, sei péssimas coisas a meu respeito. Achei graça. É fato. Só nós sabemos da dor e da delícia de sermos quem somos, quem podemos ser, por nós mesmos. Será que alguém pode dar licença para ser você mesmo?

Obrigada.

Bob Marley escreveu um dia com sua lucidez impressionante:

Preocupe-se mais com a sua consciência quem com a sua reputação
Porque a sua consciência é o que você é
E a sua reputação é o que pensam sobre você
E o que pensam sobre você
É problema delas.

Acho essa frase um máximo e ando bradando-a na menor oportunidade. Sabe por que? Porque senão todo mundo vai querer nos convencer disso ou daquilo e vamos acabar por passar a vida pedindo desculpas e achando que só o outro tem razão. Não tem não! Sim, goste de outras pessoas, se permita. E não guarde esse amor só para você. Mas antes de qualquer coisa, ame a sim mesmo. "Ninguém pode fazer mal a alguém. A menos que se permita". Verdade Gi. Verdade.

Conclusão
O Rapport é um tópico fascinante e pode conduzi-lo(a) numa viagem de descoberta na direção de entender as pessoas ao seu redor.
O melhor modo para aprender é a experiência.
Pratique a Imitação e o espelhamento e lembre-se de PRESTAR ATENÇÃO.


Em vídeo, o rapport é exatamente isso aqui ó:






Nínive aprende com as pessoas. Todos os dias. E agradece a oportunidade.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Pimenta nos olhos dos outros ...



De tanta reclamação, os problemas com telefonia viraram até stand-up's. Já diz o ditado: se não pode derrotá-los, alie-se ou melhor: pimenta nos olhos dos outros, é refresco. E foi nessa onda de descontar, desabafar, revidar que dei meu mais recente bafão ao telefone. Como costumeiramente digo: já não tenho lá muita paciência, quando ela acaba, dou show. E com a Banda Calypso de fundo. Desse modo aqui ó:

Toca o telefone...
- Alô.
- Alô, poderia falar com o responsável pela linha?
- Pois não, pode ser comigo mesma.
- Quem fala, por favor?
- Nínive.
- Como?
- Nínive
- Denise?
- Nínive.
- Aline?
- Ní-ni-ve. Vou soletrar: ene-i-ene-i-v-e.
- Srª Níniver, aqui é da OI, estamos ligando para oferecer a promoção OI linha adicional, onde o Srª. tem direito...
- Desculpe interromper, mas quem está falando?
- Aqui é Rosicleide Judite, da OI, e estamos ligando...
- Rosicleide, me desculpe, mas para nossa segurança, gostaria de conferir alguns dados antes de continuar a conversa, pode ser?
- Bem, pode..
- De que telefone você fala? Minha bina não identificou.
- 10331.
- Você trabalha em que área, na OI?
- Telemarketing Pro Ativo.
- Você tem número de matrícula na OI?
- Senhora, desculpe, mas não creio que essa informação seja necessária.
- Então terei que desligar, pois não posso ter segurança que falo com uma funcionária da OI. São normas de nossa casa.
- Mas posso garantir ....
- Além do mais, sempre sou obrigada a fornecer meus dados a uma legião de atendentes sempre que tento falar com a OI.
- Ok.... Minha matrícula é 34591212.
- Só um momento enquanto verifico.
(Dois minutos depois)
- Só mais um momento.
(Cinco minutos depois)
- Senhora?
- Só mais um momento, por favor, nossos sistemas estão lentos hoje.
- Mas senhora...
- Pronto, Rosicleide, obrigado por ter aguardado. Qual o assunto?
- Aqui é da OI, estamos ligando para oferecer a promoção, onde a Srª tem direito a uma linha adicional. A senhora está interessada, Srª Níniver?
- Rosicleide, vou ter que transferir você para a minha mãe, porque é ela que decide sobre alteração e aquisição de planos de telefones aqui em casa tá? Por favor, não desligue.
(coloco o telefone em frente ao aparelho de som onde começa a tocar – “como é que uma coisa assim machuca tanto, toma conta de todo o meu ser, é uma saudade imensa que partiu meu coração ...”) tocando no repeat até acabar, quando minha mãe atende
- Obrigada por ter aguardado.... pode me dizer seu telefone pois meu bina não identificou..
- 10331.
- Com quem estou falando, por favor.
- Rosicleide
- Rosicleide de que?
(já demonstrando irritação na voz)
- Rosicleide Judite
- Qual sua identificação na empresa?
(mais irritada agora)
- 34591212
- Obrigada pelas suas informações, em que posso ajudá-la?
- Aqui é da OI, estamos ligando para oferecer a promoção, onde a Srª tem direito a uma linha adicional. A senhora está interessada?
- Vou abrir um chamado e em alguns dias entraremos em contato para dar um parecer, pode anotar o protocolo por favor?
(Sem resposta)
- Alô, alô!
- TUTUTUTUTU...
- Desligou.... nossa que moça mais impaciente!


Nínive não fez isso. Mas vai fazer ... ah se vai!

domingo, 4 de setembro de 2011

Não temos que perdoar. Quem disse?



Sexta-feira retrasada em uma saída com as Luluzinhas saiu uma conversa que mexeu com meus brios. Todos. Primeiro claro, por ter me sentido altamente afetada por aquilo que ouvi, depois porque colocou em xeque muita coisa da minha formação religiosa.

Afeto significa admirável, simpatizante. Afetado, significa acometido, abalado.

Uma outra questão que acho importante dizer é que adoro conversas intelectuais e diferente das pessoas que só gostam de estar perto de gente inteligente, é preciso também saber se portar junto delas. Que adianta querer se mostrar cult, se quando a oportunidade surge, você pega seu copo e se levanta da mesa? Bora ler minha gente. Bora ler. Senão não acompanha o bonde

A conversa intelectual começou sexta retrasada com as Lulus (banhados a 11 tequilas, sermão e long neck's) e sexta agora botei o assunto na mesa com os amigos da dança de salão (ao fundo de bolero e samba).

Comecei: "perdoar é o ato mais egoísta que o ser humano pratica contra o outro pois, além de dar-lhe carta branca a cometer seus erros, ainda não o ensina, não o educa. O perdão o abstém do erro que foi pacificado pelo perdão".

Me retrucaram: "o que você diz de alguma forma faz sentido, mas a Bíblia diz para perdoar setenta vezes sete. Isso é cristão!

"Acredito muito nisso - ponderei - é minha formação religiosa acreditar nos preceitos Bíblicos. Mas não estou dizendo para você não perdoar, estou dizendo o preço que você paga perdoando o indivíduo. Já parou para pensar que os perdoadores sentem um falso alívio? Na verdade, trazem para si o erro da outra pessoa. Além de não ajudá-la a parar de errar. O que quero dizer em outras palavras é que além de ter tido que carregar a dor do erro da pessoa, ainda traz mais outro: o de ter que passar por cima disso. Esse é exatamente o falso alívio: a pessoa não fica imune. Ao contrário, se ela tinha um peso, agora tem dois". E finalizei: "O correto então, deveria ser não aceitar as desculpas, mas simplesmente não deixá-la errar não perdoando-a".

Pronto. Acabei com a dança de todo mundo. Tiveram que ter uns 30 segundos antes de replicar-me. E então cada um expôs à sua maneira o ato de perdoar. E todas as justificativas são legítimas, porque além do perdão, falamos também sobre esquecer. Tem gente que perdoa e depois joga na cara e tem gente que passa por cima disso numa boa (será?).

Me explica os deprimidos? Pessoas que muitas vezes não falam, precisam de medicamento para se controlar ou dormir ou para dar conta do perdão diário e infindável. Dos traumas, das dores e dos dissabores. Quer tipos que mais exercitam o ato de perdoar? Segundo o dicionário Houaiss, perdoar significa "ato pelo qual alguém é dispensado de cumprir uma obrigação ou um dever". Eu nunca tinha lido esse significado, apenas entendia o perdoar na tradução comum (a todos) do verbo. Viu que não falo pelos cotovelos?

Julgo por mim. Passei por uma crise aos 21 anos o que me levou a ficar um ano em tratamento. Eram retornos ao médico e aumento da dosagem na prescrição periodicamente. Perda de peso, cabeça voada, mal humor, tristeza e um céu cinza, cinza. Mesmo na primavera. Quase todos os dias. Tinha uns muitos, que eu não tinha paladar e recusava sem pestanejar minha sobremesa favorita. Vaidade zero. Minha cor amarelou, meu cabelo caia muito, cheguei a pesar 42Kg e na crise não tinha choro: era o auge da depressão. Dizer que eu não tinha namorado e nem paqueras é totalmente desnecessário.

Então após um ano mais ou menos, vi que precisava reagir. Fazer meu mundo mudar por mim mesma. O médico não estava me ajudando muito. Nem os medicamentos. De certa forma, admito, ele era um ponto de equilíbrio - era dali que eu devia partir, mas não era definitivamente ali que eu deveria ficar. Um ano é muita coisa na vida de uma mulher de 21. Se eu estivesse estagnada - penso eu - ou a mercê de como as coisas estavam sendo conduzidas, eu não teria tido alta até hoje. Então um dia, em uma manhã ensolarada, fui tomar banho antes de ir trabalhar, me depilei toda, vesti um conjunto sobrevivente de lingerie decente, passei uma maquiagem azul e muito rímel e aceitei o convite da turma da loja para a um happy hour. Vi que eu tinha perdido todos os assuntos do ano. Todo o mundo caminhou sem mim. Continuar deprimida não me alavancaria. Eu não tinha papo. Sequer estava lendo. Assistia Chaves, desenho animado e só. Eu que sou aficcionada por leitura estava totalmente desatualizada e por isso então não tinha o que conversar. Então na mesa, apenas sorria e bebia meu primeiro copo de cerveja que mais parecia o primeiro da vida. No período de lamúrias só fiz cultivar o luto e brigar com o perdão que eu (achava que) tinha que dar para eu poder me libertar. Bobagem.

Hoje vejo que não foi nada disso. Precisei de 10 anos (tenho exatos 31) para perceber que eu não fui prá frente por conta do perdão que eu tinha que dar ou tinha que me ser dado. Precisei mudar para o meu mundo mudar e minhas atitudes fizeram com que isso desse certo. Não vou agora ser ingrata e dizer que fiz tudo sozinha porque eu sou a the best. Os médicos me orientaram, o medicamento me estabilizou, minha família mais uma vez me segurou (como sempre). Os amigos apareceram junto com o meu ressurgir e uma em especial me foi ótima ouvidos. Não é fácil conviver com quem não quer ficar bem e com quem só fala do passado como a chance da vida perdida. Outra bobagem. De lá para cá tanta coisa mudou. Ficou ora boa, ora ruim, ora péssima, ora ótima, ora maravilhosa.

Essa foi uma parte da minha vida que eu tinha esquecido. Não teve que haver perdão, teve que haver atitude. Principalmente e exclusivamente da minha parte. Há uma outra, ainda mais recente que nem pensei na palavra perdão para seguir adiante. E só hoje me dei conta disso. Pensei em mim e em mim. No momento de dor e de choro, refletia: vou cumprir esse luto até o fim, mas esse fim vai ter data para acabar. Foco. Objetivo e ... pimba! Precisei de dois meses para me refazer. Não vou me mostrar inatingível, porque houveram sim momentos posteriores de baque e alguns choros. Mas poucos. O suficiente. O saldo positivo foi: não perdi peso (não por isso), meu cabelo não caiu e não tive crises. Nenhuma. Ao contrário, voltei a estar magra (depois de um período de exercícios), meu cabelo tem crescido bem, sou contratada da *T*A*M* Viagens e meu coração está bem, obrigada. Cresci. Apareci. Amadureci. O tempo tem me feito melhor e mais otimista. Se eu pudesse eu mesma me beijava e me abraçava agora. Alguém aí quer fazer isso por mim?

Então, deixo a pergunta e a discussão: para você, o que é o perdão?

Nínive não vai mais perdoar. Vai cultivar sua memória de cachorro. Ou ... ficar bem longe.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Faça acontecer ...

Pessoa aqui tá morrendo de saudade do blog e tem tanta coisa pra contar que não sabe por onde começar.

O curso em SP acabou e achei que iria congelar de tanto frio. Cinco graus fácil, fácil de manhã e a noite. Durante o dia um sol de rachar mamona. Curso intenso, estressante, vontade de chorar em toda prova e uma maldita TPM em semana inapropriada. Pessoa quase desistiu de fazer a prova, quis desabar em choro e depois ficou sabendo que tirou 8,4. Um dia essa TPM ainda acaba comigo. Ou eu com ela. Hunft!

As semanas se seguiram puxadas e tivemos todos que estudar. Muito. Final da tarde início de noite, dava tempo de ir perambular pela Paulista: que delícia é aquilo lá. Ainda tiveram duas escapulidas à 25 de março (óbvio) e à José Paulino, mas o excesso de glamour e falta de 'glana' não deram para uma sacolada. Dormir cedo para aguentar o trampo era ofício de todo dia e somente no último, fizemos um happy hour seguido de choros de despedidas do curso.

Por conta das atividades, não animei nem um diazinho fazer caminhada e pra acabar de escangalhar a noite eu era uma leoa de fome. Adivinhe? Pessoa engordou de novo.... ex-pli-co: na hora do almoço era só saladinha com carne, de sobremesa gelatina e nada de arroz e batatas e massas. Mas à noite meus amores, eu chegava um dragão e queria comer todos os congelados que tinha comprado, mais sobremesa ooooou, MC Donald's duas às vezes três vezes por semana. Ai delícia! Inclusive numa dessas danuras de comer Big Mac, fiquei tão feliz por Diego compartilhar da gulodice que abracei-o e dei alguns pulinhos pirulitantes dentro do elevador. Adivinhe again? Ficamos presos!!!! Diego, Cris, Giulia e eu. Era um tal de pedir socorro e disfarçar o nervosismo que eu não parava de falar. Nem eu, nem ninguém. Quando o zelador apareceu, pedi pra ele colocar o dedo mindinho dele na porta, só que estávamos em um paredão e não teve como estabelecer contato. Ele pedia calma e uma certa hora disse: já volto, não saiam daí tá?

Oi?

Ele conseguiu abrir a porta e foi buscar uma escada. Giulia louca escalou o paredão e quis dar mãozinha pra gente. Morri de medo daquele trem descer ou subir com tudo. Pra quem não queria ficar no elevador, me recusei a sair. Prá sempre. Todo mundo já de fora e eu dizendo que dali não saía. Giulia perdeu a paciência e quase me arrancou de lá com um braço só. Ufa! Saí. Eeeeeeeeeee. No Mc Donald's, depois do pedido feito, sentei e comecei a tremer. O baque veio tarde. Nem comi o lanche com a boca boa que tava e na volta encontramos o cara da manutenção que disse que há muitos, mas muitos anos o elevador não estragava. #vergonha.

Fora o curso puxado, mais o tumulto dos metrôs, mais pessoas presas no elevador, mais encontros globais em Congonhas Giba, Rodrigão e Bernadinho do Volei, Domingos Montagner (que faz o pai do Jesuíno em Cordel Encantado), e Paulo Micklos (vocalista Titãs), tuuuudo correu muuuito bem. (Ah! ficamos sabendo que Neymar e Ganso também estavam lá).

Então minha vida anda assim: faringite aguda (agora com suspeita de pneumonia), cama, xarope que me dá vontade de dormir muuuito e um friozinho gostoso na barriga de coisas novas que ando querendo conquistar por aqui. Porque para o novo, temos que ter mente aberta, dedicação e paciência. Foi isso o que um queridíssimo me escreveu outro dia no face e eu bem andei refletindo sobre isso. #umbeijoalongado




1º dia de curso



Na Paulista com Giulia e a dupla do abraço

Fazendo graça pra estátua do Outono

Happy hour na Paulista com Giulia

By Madonna

[Faça acontecer] ... que eu faço valer a pena!


Nínive intimou.

domingo, 31 de julho de 2011

Você quer ser feliz ou ter razão?

Mal chego de SP e venho garrá no computa pra me atualizar: é blog, é face, é orkut, é msn, é celular. Esse último coitado espero não sofrer de carência, porque ando esquecendo ele em tudo quantuá. Quando lembro, não ouço tocar, quando toca, chega a ficar vermelho e até que retorno já enterraram o defunto. A dica é vir na porta de casa e ficar buzinando. Ou melhor, toca a campainha, tá? Buzina atendo não.

Ando morta de canseira e essa última semana foi tensa, fiz prova no curso e sai de lá lisa-lesa-e-louca. Antes das 22h já tava na cama. Depois descobri que parte do stress era TPM (maldita!) e só melhorei quando fiz uma dancinha indiana na Paulista com direito a bis. (Ishalá)

Mas se tem uma coisa que não tenho aberto mão é de ler e tenho tanto prazer em fazer isso que posso estar pingando de sono que pelo menos uma paginazinha sai. Melancia é o livro dessa temporada. Delícia, delícia. E então um dos motivos da sangria desatada é atualizar minha leitura. Em virtude dela, deleito-me em excelentes textos. Um, é do meu amigo-padrinho-confidente Léo que em tempo me convidou para discorrer sobre sua produção intelectual. Nota um milhão, Léo. A-do-rei. Te ligo para marcar um dê-érre. Levo o vinho.

O outro, é esse aqui ó. Se joga.

Você quer ter razão ou ser feliz?

Ferreira Gullar, célebre poeta maranhense de São Luís, nascido em 10 de setembro de 1930 é o autor da famosa frase que, por si mesma, é uma lição de sabedoria: “Você que ter razão ou ser feliz?”

Numa entrevista ao jornal “O Estado de São Paulo” ele conta que certa vez, discutiu tanto com sua esposa que num dado momento da discussão, ela se levantou e foi embora. E ele continua dizendo que em sua própria opinião, ele até ganhou a discussão. Ganhou mas não levou, pois ficou falando sozinho. Foi então que ele cunhou a frase: “Não quero ter razão. Quero ser feliz”.

Veja quanta sabedoria de vida e verdade no trato do cotidiano estão contidas nessa frase. Muitas vezes, nos embrenhamos numa ferrenha discussão sem nenhum resultado prático, nem mesmo teórico. Ficamos cheios de raiva quando alguém diz ter sido numa sexta-feira aquilo que acreditamos ter sido numa quinta. Ou somos tomados de cólera quando alguém nos contradiz dizendo que a cor do vestido da fulana é verde e não rosa. Quanta bobagem! Quanta infelicidade plantada por tão pouco!

Discussões entre casais, entre amigos, entre chefes e subordinados poderiam ser evitadas com esse simples pensamento: “Não quero ter razão. Quero ser feliz”. Que diferença faz se o vestido era verde ou rosa? Se foi na quinta e não na sexta-feira? Tirando as raríssimas exceções com possíveis consequências jurídicas, essas diferenças de percepção se levadas a ferro e fogo só servirão para nos infelicitar.

Veja quantas discussões entre empresas e seus clientes acontecem por motivos sem importância real alguma! Quantas empresas perdem clientes, fornecedores e mesmo excelentes colaboradores por desejarem “ter razão” em vez de desejarem “ser felizes”. Veja entre colegas de trabalho. Uns culpando os outros com acusações graves. Tudo para mostrar quem têm razão numa discussão. Será que vale a pena sempre lutar para ter razão ou vale mais a pena ser feliz?

Pense nisso. Sucesso!

Nínive adverte: vamos parar de envenenar a natureza e botar culpa na maçã.




Se quiser me fazer feliz, me convida pro SAMBÔ?

domingo, 24 de julho de 2011

Ser feliz ou não é questão de talento

Começamos 2011 com o pé esquerdo aqui em casa. Muita coisa desabou sobre a família Moreira Lage e o 'trem' foi tão feio que começou no meu pai e esbarrou até na caçula. Foram momentos de choros contidos e soluçados, de angústia, de depressão, de saúde e de muitos mals agouros. Sabe aquelas fases que acreditamos que vai passar mas, uma vez imerso, como ver a luz no fim do túnel? As pessoas resilientes diriam: tudo passa, não tem mal que perdure para sempre, mas que saber? Ninguém veio aqui em casa perguntar se tem um carnê prá pagar. #raiva

É por essas e outras que aprendemos ou pelo menos devemos aprender a lidar com o marcador temporal. O tal do: um dia após outro é fe-no-me-nal. É como a chegada do outono. As folhas vão cair, a árvore vai ficar horrorosa, pelada, seca e logo depois tudo florirá e muitas vezes não resistimos e posamos embaixo dela para memorarmos o dia lindo que tivemos.

É assim com todo mundo. Foi assim aqui em casa. Está sendo comigo. Os mals agouros desmoronaram na família na mesma proporção e intensidade que a bonança pairou. Em duas semanas todas as boas novas estão sendo comemoradas em êxtase.

Meu pai recuperou seu bom humor, voltou a fazer caminhada, está trabalhando com entusiasmo, canta seus playbackies e continua preparando suas aulas com esmero e dedicação. Meu irmão vai ser pai da Melissa no fim do ano e estamos em puro êxtase. Nanda passou em uma seleção em BH e será enfermeira padrão em um hospital que a Santa Casa acabou de comprar. Eu passei em uma seleção da T*A*M e estou em SP fazendo treinamento durante 20 dias. Vou assumir uma Agência em Uberaba que inaugurará na 2º quinzena de agosto. A FAZU, faculdade onde estudei aqui em Uberaba compartilhou da minha conquista e publicou a seguinte matéria:

A ex-aluna do curso de Secretariado Executivo Bilingue, Nínive Lage, também não perdeu tempo. “Tive a oportunidade de participar de um processo seletivo da T*A*M. Qual não foi a minha surpresa ao saber que alguém estaria investindo novamente em Uberaba trazendo uma empresa dessa grandeza! Lembro-me ainda de, na entrevista, dizer do meu orgulho por ser cidadã uberabense e por estar em Uberaba exatamente quando a oportunidade apareceu. Fui escolhida dentre uma massa de pessoas para ser Agente da T*A*M e estou em São Paulo fazendo um curso de capacitação na empresa”, informou Nínive ao coordenador do curso de Secretariado Executivo da FAZU, Sérgio Hillesheim.
Segundo Nínive, esta não é a primeira vez que as ofertas de trabalho divulgadas pelo professor a recolocam no mercado de trabalho. “Esse é apenas um dos muitos motivos dos quais tenho orgulho de dizer que sou egressa da FAZU”, finaliza a egressa.

Minha mãe: ah! essa é o esteio da família. Sofre com a tristeza de todo mundo, chega a irradir nos seus ossos toda a tempestada enfrentada. Em contrapartida, quando tudo volta ao normal sua alegria vem quadriplicada. É a que mais sofre. É a que mais está feliz.

Por isso minha mensagem tem como objetivo lembrar da importância de termos foco, objetivo, mantermos o bom humor e a esperança, mesmo nos dissabores. Aqui em casa todos tivemos motivos para desistir, adoecer espiritualmente e para acharmos que fomos esquecidos por Deus. Fácil (?) é cair numa cama em depressão, enxergando os dias cinzas e ficar remoendo a 'vida feliz' do vizinho. Difícil é ficar centrado, continuar a luta e procurar o sol que ali brilha para todos.

Viver ou morrer é o de menos
Ser feliz ou não é questão de talento
Ney Matogrosso


não sei sorrir


simplesmente descontrolo


ih! danou-se

tão vendo minha úvula?

Nínive anda com talento para a felicidade