Razão ...

RAZÃO ...


O conhecimento que recebemos, na maioria das vezes, não tem muita relação com a nossa história, no máximo tem relação com a nossa formação profissional.

Aprendemos a acumular conhecimentos, aplicar fórmulas, analisar teorias, repetir regras ...
Todos esses eventos têm relação direta com a nossa história pessoal, nossos sonhos, expectativas, projetos, relações sociais, frustrações, prazeres, inseguranças, dores emocionais e até crises existenciais.
Adquirir essas experiências e vivê-las a tal ponto de segurar as lágrimas para que não derramem, estar preso a pensamentos nunca revelados, ter temores não expressos, palavras não ditas, inseguranças comunicadas e reações psicológicas não decifradas, são àquelas em que aprendemos na escola da existência. É nessa escola que deixamos raízes, saudades e memórias infindáveis.
É vivendo com cada experiência, que aprendemos a lidar com ela.
Por todos esses motivos, a razão desse espaço é dividir aprendizagem, oportunizar leituras, e claro, me exercitar na escrita e na comunicação.

Seja muito bem vindo!


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domingo, 31 de julho de 2011

Você quer ser feliz ou ter razão?

Mal chego de SP e venho garrá no computa pra me atualizar: é blog, é face, é orkut, é msn, é celular. Esse último coitado espero não sofrer de carência, porque ando esquecendo ele em tudo quantuá. Quando lembro, não ouço tocar, quando toca, chega a ficar vermelho e até que retorno já enterraram o defunto. A dica é vir na porta de casa e ficar buzinando. Ou melhor, toca a campainha, tá? Buzina atendo não.

Ando morta de canseira e essa última semana foi tensa, fiz prova no curso e sai de lá lisa-lesa-e-louca. Antes das 22h já tava na cama. Depois descobri que parte do stress era TPM (maldita!) e só melhorei quando fiz uma dancinha indiana na Paulista com direito a bis. (Ishalá)

Mas se tem uma coisa que não tenho aberto mão é de ler e tenho tanto prazer em fazer isso que posso estar pingando de sono que pelo menos uma paginazinha sai. Melancia é o livro dessa temporada. Delícia, delícia. E então um dos motivos da sangria desatada é atualizar minha leitura. Em virtude dela, deleito-me em excelentes textos. Um, é do meu amigo-padrinho-confidente Léo que em tempo me convidou para discorrer sobre sua produção intelectual. Nota um milhão, Léo. A-do-rei. Te ligo para marcar um dê-érre. Levo o vinho.

O outro, é esse aqui ó. Se joga.

Você quer ter razão ou ser feliz?

Ferreira Gullar, célebre poeta maranhense de São Luís, nascido em 10 de setembro de 1930 é o autor da famosa frase que, por si mesma, é uma lição de sabedoria: “Você que ter razão ou ser feliz?”

Numa entrevista ao jornal “O Estado de São Paulo” ele conta que certa vez, discutiu tanto com sua esposa que num dado momento da discussão, ela se levantou e foi embora. E ele continua dizendo que em sua própria opinião, ele até ganhou a discussão. Ganhou mas não levou, pois ficou falando sozinho. Foi então que ele cunhou a frase: “Não quero ter razão. Quero ser feliz”.

Veja quanta sabedoria de vida e verdade no trato do cotidiano estão contidas nessa frase. Muitas vezes, nos embrenhamos numa ferrenha discussão sem nenhum resultado prático, nem mesmo teórico. Ficamos cheios de raiva quando alguém diz ter sido numa sexta-feira aquilo que acreditamos ter sido numa quinta. Ou somos tomados de cólera quando alguém nos contradiz dizendo que a cor do vestido da fulana é verde e não rosa. Quanta bobagem! Quanta infelicidade plantada por tão pouco!

Discussões entre casais, entre amigos, entre chefes e subordinados poderiam ser evitadas com esse simples pensamento: “Não quero ter razão. Quero ser feliz”. Que diferença faz se o vestido era verde ou rosa? Se foi na quinta e não na sexta-feira? Tirando as raríssimas exceções com possíveis consequências jurídicas, essas diferenças de percepção se levadas a ferro e fogo só servirão para nos infelicitar.

Veja quantas discussões entre empresas e seus clientes acontecem por motivos sem importância real alguma! Quantas empresas perdem clientes, fornecedores e mesmo excelentes colaboradores por desejarem “ter razão” em vez de desejarem “ser felizes”. Veja entre colegas de trabalho. Uns culpando os outros com acusações graves. Tudo para mostrar quem têm razão numa discussão. Será que vale a pena sempre lutar para ter razão ou vale mais a pena ser feliz?

Pense nisso. Sucesso!

Nínive adverte: vamos parar de envenenar a natureza e botar culpa na maçã.




Se quiser me fazer feliz, me convida pro SAMBÔ?

domingo, 24 de julho de 2011

Ser feliz ou não é questão de talento

Começamos 2011 com o pé esquerdo aqui em casa. Muita coisa desabou sobre a família Moreira Lage e o 'trem' foi tão feio que começou no meu pai e esbarrou até na caçula. Foram momentos de choros contidos e soluçados, de angústia, de depressão, de saúde e de muitos mals agouros. Sabe aquelas fases que acreditamos que vai passar mas, uma vez imerso, como ver a luz no fim do túnel? As pessoas resilientes diriam: tudo passa, não tem mal que perdure para sempre, mas que saber? Ninguém veio aqui em casa perguntar se tem um carnê prá pagar. #raiva

É por essas e outras que aprendemos ou pelo menos devemos aprender a lidar com o marcador temporal. O tal do: um dia após outro é fe-no-me-nal. É como a chegada do outono. As folhas vão cair, a árvore vai ficar horrorosa, pelada, seca e logo depois tudo florirá e muitas vezes não resistimos e posamos embaixo dela para memorarmos o dia lindo que tivemos.

É assim com todo mundo. Foi assim aqui em casa. Está sendo comigo. Os mals agouros desmoronaram na família na mesma proporção e intensidade que a bonança pairou. Em duas semanas todas as boas novas estão sendo comemoradas em êxtase.

Meu pai recuperou seu bom humor, voltou a fazer caminhada, está trabalhando com entusiasmo, canta seus playbackies e continua preparando suas aulas com esmero e dedicação. Meu irmão vai ser pai da Melissa no fim do ano e estamos em puro êxtase. Nanda passou em uma seleção em BH e será enfermeira padrão em um hospital que a Santa Casa acabou de comprar. Eu passei em uma seleção da T*A*M e estou em SP fazendo treinamento durante 20 dias. Vou assumir uma Agência em Uberaba que inaugurará na 2º quinzena de agosto. A FAZU, faculdade onde estudei aqui em Uberaba compartilhou da minha conquista e publicou a seguinte matéria:

A ex-aluna do curso de Secretariado Executivo Bilingue, Nínive Lage, também não perdeu tempo. “Tive a oportunidade de participar de um processo seletivo da T*A*M. Qual não foi a minha surpresa ao saber que alguém estaria investindo novamente em Uberaba trazendo uma empresa dessa grandeza! Lembro-me ainda de, na entrevista, dizer do meu orgulho por ser cidadã uberabense e por estar em Uberaba exatamente quando a oportunidade apareceu. Fui escolhida dentre uma massa de pessoas para ser Agente da T*A*M e estou em São Paulo fazendo um curso de capacitação na empresa”, informou Nínive ao coordenador do curso de Secretariado Executivo da FAZU, Sérgio Hillesheim.
Segundo Nínive, esta não é a primeira vez que as ofertas de trabalho divulgadas pelo professor a recolocam no mercado de trabalho. “Esse é apenas um dos muitos motivos dos quais tenho orgulho de dizer que sou egressa da FAZU”, finaliza a egressa.

Minha mãe: ah! essa é o esteio da família. Sofre com a tristeza de todo mundo, chega a irradir nos seus ossos toda a tempestada enfrentada. Em contrapartida, quando tudo volta ao normal sua alegria vem quadriplicada. É a que mais sofre. É a que mais está feliz.

Por isso minha mensagem tem como objetivo lembrar da importância de termos foco, objetivo, mantermos o bom humor e a esperança, mesmo nos dissabores. Aqui em casa todos tivemos motivos para desistir, adoecer espiritualmente e para acharmos que fomos esquecidos por Deus. Fácil (?) é cair numa cama em depressão, enxergando os dias cinzas e ficar remoendo a 'vida feliz' do vizinho. Difícil é ficar centrado, continuar a luta e procurar o sol que ali brilha para todos.

Viver ou morrer é o de menos
Ser feliz ou não é questão de talento
Ney Matogrosso


não sei sorrir


simplesmente descontrolo


ih! danou-se

tão vendo minha úvula?

Nínive anda com talento para a felicidade

domingo, 6 de março de 2011

Meu jardim

The garden


"Certamente, você é uma pessoa que deseja viver um amor especial, um relacionamento onde haja respeito, carinho, sinceridade, romantismo e prazer. Afinal, por que não? Nascemos para nos relacionar e sermos felizes! Curiosamente, tenho observado, ao longo dos anos em que venho estudando os relacionamentos, especialmente os amorosos, que a maioria das pessoas sabe descrever, com facilidade e clareza, todas as qualidades que deseja encontrar naquele que, finalmente, merecerá o título de “grande amor da minha vida!”. Em princípio, não há nada de errado em saber o que se quer! Muito pelo contrário! É ótimo quando ganhamos consciência e autoconhecimento o bastante para saber quais qualidades e quais limitações podemos suportar do outro. Sim, porque algumas vezes teremos de aprender a conviver até com as qualidades de quem amamos. Porém, a grande questão é: e você? Quais qualidades tem cultivado em si mesmo, já que espera encontrar alguém tão especial? Pense comigo: alguém especial certamente desejará ser correspondido. Ou seja, para que um encontro flua e seja gratificante e prazeroso para os dois, ambos precisam estar comprometidos em oferecer ao outro suas melhores características. E, mais do que isso, precisam estar dispostos a rever suas limitações e cuidar para que elas não sejam maiores do que as qualidades e terminem tomando conta da relação. O que você tem feito para se conhecer muito bem e poder se mostrar ao outro com segurança e firmeza? Quanto tem de fato vivenciado valores como sinceridade, autoestima, fidelidade, carinho, compreensão e paciência? Quanto tem investido em sua aparência, cuidado de seu corpo, de sua alimentação e do modo como se apresenta no mundo? Tudo isso conta e você, quando pensa nesse alguém tão especial por quem espera, certamente imagina alguém cheiroso, bem vestido, com um corpo saudável e atraente. E tem mais: também deve querer que seja uma pessoa lúcida, coerente e divertida. Portanto, você tem alimentado seu bom-humor, sua capacidade de expressar alegria, otimismo e vontade de viver, mesmo nos momentos de crises e dificuldades? Infelizmente, muitas pessoas não se cansam de anunciar, aos quatro cantos, alto e bom som, que querem se relacionar com alguém maravilhoso, engraçado e etc. No entanto, esquecem do bom senso que diz que precisam ser compatíveis com essas características, que precisam estar alinhadas com essas “delícias” que querem ver no outro, que precisam, enfim, ser e viver tudo isso antes de esperar do outro! Senão, viverão de encontros em encontros, sempre com aquela sensação de que algo deu errado de novo quando parecia que tinha tudo para dar certo. O fato é que precisam, o quanto antes, investir nelas mesmas! Sendo assim, sugiro que você compreenda o significado da conhecida frase (não conheço a autoria): “Não corra atrás das borboletas. Cuide do seu jardim e elas virão até você”... Nela está contida a sabedoria do encontro, isto é, atraímos para nossas vidas não quem inocente e desatentamente queremos, mas quem corresponde com aquilo que verdadeiramente somos!"


Rosana Braga é jornalista, escritora, consultora e palestrante.

Passaram um rastelo no meu jardim. Não faz mal, estou refazendo-o.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

O dia do meu casamento - ÚLTIMA PARTE

Lamento muitíssimo não ter tido a idéia de usar aqueles pontos em que o diretor fica falando com o apresentador, sabe? Mas eu queria ele no modo gravador para que eu pudesse ouvir depois tudo o que me disseram no dia do meu casamento. Ou então eu queria inventar uma filmadora visual, daquelas que depois a gente enfia um cabo usb na gente mesmo [não me pergunte onde], baixasse no pc e pudesse rever tudo que o que meus olhos viram. Sem ainda não ter visto nosso vídeo de casamento [porque ainda não ficou pronto e eu vou tentar resolver essa semana], tenho muito fresco em minha memória o olhar das pessoas ao me verem entrar, o cumprimento alegre que fizemos de mesa em mesa e os votos de felicidade agregadas a palavras de amor e de carinho por parte de todos os presentes.

Não sei se eu já disse, mas eu sempre sonhei com o dia da minha formatura e do baile. Minha colação de grau foi emocionante e o baile eu não tive. Penso em como teria sido a entrada com meu pai e a valsa e depois a festa com a turma toda. Não pude. Fico muito triste quando me lembro que esse sonho jamais se realizará e [para ser mais dramática] que vou levar para o caixão essa frustração [n-ú, agora eu aloprei hein].

Em contrapartida para o dia do casamento - programado, executado e realizado em 3 meses - consegui que algumas coisas fossem a minha cara. Não foi mais porque não deu tempo para eu pensar. Uma delas foi casar de batom vermelho e a outra dispensar a valsa e dançar para o meu marido. Não sei como tive coragem e fico com vergonha de lembrar que eu fiz isso. Mas, fiz!

Mandei colocarem o homem sentado na pista de dança e pedi para o DJ colocar a música. Em segundos, vem Nanda avisar que a música não tinha sido trocada e a nova que eu tinha escolhido ele não tinha gravado e nem tinha no seu repertório. Dei uma respirada e fui lá falar com ele. Pasma, não acreditei que ele não tinha no repertório Te Amo da Rihana. Botei a mão na cintura, olhei para a Nanda que quase suplicou: - "dança essa mesma, o Cid já está até sentado coitado". Olhei para trás e Cid já estava sendo ovacionado por estar naquela posição.

Caminhei até o meio do salão, olhei bem nos olhos dele e comecei a dançar. Não tive vergonha, não perdi o ritmo e fui me aproximando de um marido envergonhado. Sei que ele gostou, mas era muita gente olhando né coitado e aí não dá para relaxar. Era a nossa primeira dança casados.


Ao final da música, os convidados começaram a ocupar a pista de dança e eu comecei a relaxar e a querer aproveitar a festa. Protocolos cumpridos, comecei a tomar vinho e quis dar uma volta para ver nossos convidados antes de jantar. Eu tinha mais uma surpresa, só não tinha visto, mas quando avistei eu quis chorar. A pessoa que me viu nascer, que cuidou de mim, que ajudou a minha mãe me educar e a curar de uma queimadura de terceiro grau que eu sofri aos 11 meses de idade, estava ali. Minha babá estava me olhando de esgueio e encheu os olhos d'água quando eu me aproximei dela.

- Você está aqui, você veio, eu não acredito!
- Parabéns Nínive você está muito linda.
- Obrigada.
- Estou muito emocionada de vê-la casando. Te vi nascer e agora estou de vendo casar.
- Eu que estou, Lila.
- Você ainda tem a cicatriz?
- Tenho.
- Ela ficou grande? Você não quis tirar?
- Ficou. Já quis, mas ela está há 30 anos comigo, talvez eu não saiba mais viver sem ela.
- Me desculpa.
- Meu Deus, nãoooo, claro que não, que isso Lila.
- Estou tão emocionada ...


[ é o que eu consigo me lembrar]







Esse dia foi mágico eu ainda me emociono ao lembrar que me casei e que foi com o Cid.




Nínive confessa: já ensaiou a música Te Amo em casa, escondida do Cid. Várias vezes. E a coragem?

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Um beijo para o ano de 2010!

Lembro-me de ficar lamuriando o ano que se passou e desejar que o novo chegue logo para ser melhor. Esse ano foi o meu melhor. Tomei decisões e arquei com as consequências [assim como deve ser] e elas têm sido ótimas.

Esse, foi o ano da minha formatura, dos meus 30 anos, da minha mudança de casa, de cidade, de estado e de estado civil, do meu casamento e da minha nova vida a dois. Muita coisa boa sendo assimilada [na marra], às vezes me deixa apreensiva, às vezes em puro êxtase. Não somente eu, tenho sentido o baque da mudança; Cid também, mas acredito que as mulheres sabem lidar melhor com essas questões.

Quando chego em casa e vejo meu armário sendo ocupado por dois, pratos na mesa para dois, duas toalhas penduradas, arquivos no computador separados pelo nome do casal, tudo isso têm me deixado em uma grande zona de conforto e estou amando estar nessa situação. Tenho deixado Cid tomar as rédeas das coisas [ele adora] e não me sinto tão sobrecarregada ao ter que assumir uma decisão, sem ter tido alguém para ponderar.

Não ... não é só o fato de estar casada. É o simples episódio de ter sido com ELE. Não poderia ter havido escolha melhor. TENHO CERTEZA DISSO.

Além dessas questões românticas, há também o fato de estarmos a poucos dias de um novo ano e esse tema em especial me acomete a sentimentos de nostalgia. Sempre, sempre, nessa época reflito sobre o passado e projeto o futuro. Tudo será novo, de novo, mas o que foi merece momentos de instropecção, porque fomos, passamos, fizemos, merecemos, estudamos, lemos, acordamos, dormimos, passeamos, choramos, rimos ... e por fim chegamos aqui!

Por tudo isso, gostaria de desejar BOAS FESTAS e um 2011 FLORIDO a todos vocês!


Nínive deixa uma mensagem de SENTIMENTOS para seu desfrute.

Vale dos Sentimentos

Era uma vez chamado Vale dos Sentimentos. Lá moravam todos os sentimentos do mundo, cada qual com seu nome: alegria, riqueza, sabedoria, determinação. Apesar de serem tão diferentes, se davam muito bem. Até os sentimentos como orgulho, tristeza e vaidade não tinham problemas entre si. Mas era lá no fundo do vale, na última das casinhas que morava o mais bonito de todos os sentimentos. O AMOR. Ele era tão bom que quando os outros sentimentos chegavam perto dele ficavam mudados porque eles sabiam que dentre eles, o amor era o melhor. Porém no mesmo vale, num lugar mais afastado havia um castelo. E lá também morava um sentimento, só que não tinha nadinha de bom... Era a raiva. E a raiva, de tão ruim que era, não gostava dos moradores do vale. Por isso, quando acordava de mau humor fazia de tudo para estragar a beleza do lugar. Certo dia, teve uma boa idéia. Foi até o calabouço e preparou a poção mais esquisita e estraga-prazeres de que se teve notícias. A fumaça da poção tomou conta do lugar, do vale e se transformou numa tempestade como nunca se tinha visto antes. Quando o vale se encheu de raios, chuvas e ventos, todos correram para se proteger. O egoísmo foi o primeiro a se esconder, deixando todos para traz. A alegria deu risada de alívio por ter se salvado rapidinho. A riqueza recolheu tudo que era seu, antes de se abrigar. A tristeza, a sabedoria, a vaidade, todos conseguiram chegar as suas casas a tempo. Todos, menos o amor.

Ele estava tão preocupado em ajudar aos outros que acabou ficando pra trás. Então uma coisa aconteceu. Um raio bem forte caiu sobre o vale atingindo o amor. A raiva deu sua tarefa por cumprida e foi dormir. Quando a tempestade passou, os sentimentos puderam abrir as janelas aliviados. Mas ao saírem eles sentiram uma coisa diferente no ar, o que nunca tinham sentido antes. Foi então que eles viram...
- O que aconteceu com o amor?
- Ele não se mexe ...
- Tá tão parado que parece que ... morreu.

Nisso a tristeza começou a chorar. O orgulho não aceitava. Disse que era mentira. A riqueza disse que era um desperdício. E a alegria pela primeira vez, não sorriu.

Foi ai que uma coisa estranha começou a acontecer. Os sentimentos começaram a ter desavenças, porque sem o amor para uni-los, as diferenças apareceram. A situação já estava bem ruim quando eles repararam que estavam sendo observados. Alguém que eles nunca tinham visto ali antes. Então, o estranho se ajoelhou na frente do amor, tocou-o calmamente e ele abriu os olhos.
- Ele não morreu. O amor não morreu. Gritaram todos. Foi ai que puderam ver o rosto do estranho que se chamava Tempo. E todos comemoraram porque o amor estava vivo e sempre vai estar, porque não há nada que acabe com o amor tendo o Tempo ao seu lado para ajudá-lo.

E sabe o que aconteceu com o Amor e o Tempo? Eles se uniram e tiveram três filhos: experiência, perdão e compreensão, que moram até hoje no vale dos sentimentos, lá no fundindo do coração.

"Quando procuramos o bem nas outras pessoas, descobrimos o que há de melhor em nós mesmos".


Autor desconhecido [mas foi a mamãe quem me mandou por e-mail].


domingo, 22 de agosto de 2010

Reencontro parte 2


Conhecemos-nos em fevereiro de 2004. Namoramos exatos um ano e meio, período em que também ficamos noivos.

Fizemos planos de nos casar e nos prometemos mutuamente. Todavia, as coisas não aconteceram da maneira que tanto sonhamos.

Foi com lágrimas nos olhos, que vimos nosso futuro juntos ser abreviado, com a célebre esperança de que, se realmente fôssemos um do outro, um dia nos reencontraríamos, para nunca mais nos deixarmos.

Seis anos foi o tempo que separados, nos oportunizou o amadurecimento pessoal e a certeza de que pertencemos um ao outro mais do que antes. Mais precisamente desde sempre.

Esse reencontro será compartilhado com todos os nossos queridos, que de alguma forma velou pelo nosso amor e nossa felicidade*.


* parte do texto elaborado por mim, descrito em nosso convite de casamento.


Nínive, agora em casa, atualizará seu blog e se atualizará em toda a blogosfera.
Nínive, agora casada, já é chamada de senhora. Rs.
Nínive, agora feliz, mostra AQUI, todas as fotos desse reencontro.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Contagem regressiva

Olá!

Cedi meu posto de ficar nervosa e dar piti para o meu semi-marido, temporariamente.
Agora é ele quem anda atrás de guarda-roupa, fogão, geladeira, cama, máquina de lavar, fiação, tanque, chuveiro elétrico, aluguel da casa (vamos morar em uma casa de madeira, - e eu estou a-do-ran-do).

Entramos na contagem regressiva. Faltam 30 dias apenas.Nos casaremos dia 06 de agosto às 14h no civil e às 20h30 no religioso.

Em virtude disso, botei tooo-do mundo para correr contra o tempo lá em casa. Todo mundo menos o Papai, que anda ocupado com a Liz, sua poodle, que pariu essa madruga dois machinhos. Meu pai, agora de vovô, está sem condição emocional de cuidar do meu casamento e assumiu a sua posição de pai das crianças.

Fora esse contra-tempo (Parabén, vovô!), toda a hora do dia que liguei no celular da minha irmã, ela e mamãe estavam na rua correndo - literalmente - pra fechar algumas coisas que já estavam atrasadas demais. Estavam resolvendo tanto, que Cid me ligou dizendo que a grama do ouro está o olho da cara. Fiquei de ver aqui e achei mais ou menos a mesma coisa e então liguei: - Mãeeee, vê também por favor quanto que está a grama do ouro aí em Uberaba, porque para o lado de cá está um roubo. Em menos de uma hora, mamãe me passou o valor do par. E,claro, conseguiu um adicional, um tal de brilhante que eu estava querendo. (Lusho).

Amanhã vou enviar as etiquetas dos convites para a Nanda só colar e postar na segunda, que - depois de subscritos - serão enviados pelos correios. As alianças também ficarão prontas na segunda. Agora falta pouco. Muito pouco.

Meu check list está quase fechado. Quase, porque fico com medo de dar um ok e depois voltar atrás. Um medo de esquecer as coisas e as pessoas.

A outra notícia boa é que minha dieta está surtindo efeito, dei uma murchada considerável. Ainda está faltando um pouco, mas tirei fotos de frente e de lado e já vi diferença na barriga e cintura. Ainda tenho 4 semanas: menos 2 ou 3 quilos e meu tomara que caia vai ficar supimpa!

Falando nisso, o vestido de noiva está alugado. Troquei um bolero que eu tanto queria por véu. Achei mais elegante e sofisticado.

SIM! Estou feliz, tentando me controlar e não descontrolar os demais. Ando nostálgica e perdendo o sono por conta desses preparativos.

Essa semana comecei a treinar uma pessoa para assumir a minha função e cargo no escritório e ao contrário do que imaginei, estou com sensação de desapego, de compartilhamento de responsabilidade e de desligamento.

Uma delícia saber que em 4 semanas estarei em Uberaba para rever minha família, amigos e para me casar, com o homem que me escolheu para si.

Meu nome é FELICIDADE!



Nínive não está conseguindo ler os blogs queridos, mas até no final de semana ela se atualizará.
Nínive Moreira Lage já é Nínive Moreira Lage Ferreira.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Notícias [finais] do meu casamento

Meu casamento está sendo organizado às pressas, porque há urgência em deixar a felicidade entrar, assim que ela bateu em nossa porta. Essa pressa teve um preço. Recebi a notícia que várias coisas das quais estava me preparando não vão acontecer. Cid e eu pensamos na possibilidade de adiar para não termos que abrir mão de passarmos por todo o protocolo que um casamento sugere. Toda menina sonha com esse dia. No desktop do meu computador, está todo o check-list. Como eu disse no post anterior, eu ouço quase todos os dias a música que elegi para entrar. Está doendo muito. Há dois dias durmo mal e ainda não consegui chorar. Faz parte do processo de desapego. O momento ainda é de felicidade, afinal vou me casar com o homem da minha vida. De toda a minha vida. Mas não está sendo nada fácil. Nada fácil. Releio o check list. Onde eu errei? Não consigo entender. Compreender. Aceitar. Ontem, antes de começar a ler meus queridos blogs, escolhi uma pasta de música qualquer. CTRL + A e enter, acomodei-me na cadeira. Música 1 = check list, música 2 = idem. Desliguei o computador e fui dormir. Tentar. Que sensação horrível. De perda. De falta. De sonho. O dia amanheceu e de sonho não tinha nada. Cid está tentando ficar mais perto o possível, ele quase me lê. Sensibilidade para poucos. Ele fala melhor que escreve e procura nas palavras dos outros, suas melhores expressões de amor, carinho e afeto:

- Bonita?
Ele disse:

- Não.

-Quer ficar comigo pra sempre?

Ele disse:

- Não.

- Vai chorar quando for embora?

Ele disse:

- Não
.
Assim que ela estava indo embora, chorando, ele agarrou seu braço e disse:

- Você não é bonita, é linda!

- Eu não queria ficar com você, eu preciso ficar com você para sempre.

- Eu não choraria se você fosse embora. Eu morreria.


Nínive reencontrou com seu príncipe encantado. E ele ainda é loiro dos olhos verdes.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Passei para a casa dos 30

Meu relógio despertou às 07h45. Coloquei-o na soneca e por mais 5 minutos quis que na verdade fossem 50. Escolhi um vestido vermelho e coloquei meus sapatos novos que o namorado deu [lindo demais Cid, obrigada!]. Cheguei com cara de paisagem no trabalho e passei a manhã conferindo uma planilha de pagamentos. Na hora do almoço minha chefe me designou outra tarefa e comunicou que teríamos uma audiência a tarde.

Minhas costas não andam boas há semanas e hoje a dor me pegou de jeito. Vi-me fazendo movimentos inteiriços e acho que posso estar mal posicionada na cadeira. No fundo acho também que os preparativos para o casamento estão me consumindo e muito. De Vitória estou monitorando o andamento das coisas em Uberaba e eu sempre acho um jeito de tirar isso, aumentar aquilo, corrigir, editar. Hoje recebi a prova do convite de casamento. A primeira e última disse minha irmã: "Aí está a boneca...pensa bem nas mudanças que quer fazer MUDA TD DE UMA VEZ!!!!SE quiser mudar letra, escolhe aí vc e testa todas (e manda o nome da letra), pq esse convite ja ta mto atrasado. Então me retorna o mais rápido, mas com TODAS as correções, pq ficar indo e vindo convite, ninguém merece. Recebeu minha msg no celular???? bjus aguardo retorno Nanda Lage" .

Nanda está resolvendo tudo para mim lá. Ela e a mamãe. Mais ela que a mamãe (rs) e por isso ela terá o dia de noiva comigo, porque ela merece demais, tadinha. Então, fui almoçando e corrigindo a diagramação do convite, os textos, a grafia, a fonte ... gente casar dá trabalho né? Nossa estou adorando, claro, mas dá um trabalho. :). Saindo para a audiência, vi que as minhas costas não dariam trégua. Tudo estava dificultoso: entrar no carro, sair, passar pelo quebra-molas e decidi que hoje era o último dia que eu aguentaria essa dor.

De volta ao escritório, marquei uma massagem terapêutica e mal pude esperar dar 18h. De frente à maca, tirei o vestido e já fui me deitando. De cabeça para baixo. A fisioterapeuta disse: "Nínive, você precisa tirar toda a roupa. A meia fina, o sutiã, o lenço. Isso. A calcinha não. Assim já está ótimo. E o lado de deitar é esse de cá". (Só eu mesma). Saí de lá linda, leve e ruiva carregando presentes. É, pois é. Estou fazendo trinta anos hoje. Ganhei flores, jogo de café de porcelana (presente de casamento), uma flor que abre suas pétalas acionada pela luz solar (um mimo que só), uma mensagem fonada de uma loja de sapatos do shopping Vitória, 75 recados de parabéns no orkut, e-mail's, abraços e beijos.

:) :) :)


E também fiquei revendo uma fotos. Sou apaixonada por memórias.



8 meses

1 ano e meio


9 anos

11 anos

  • Nínive vai fechar um pacote de massagem.
  • Nínive, desde seus 25 anos não tem comemorado seus aniversários tão radiante como fazia antes. É que as coisas mudam, os valores, os sentimentos, os objetivos. Então, desses anos para cá no dia do meu aniversário fico com cara de paisagem, nostálgica, parecendo que estou sem rumo. Hoje a cara está a mesma. O peito não apertou e nem o coração está pequenininho. É que diferente de todos os outros anos da minha vida, o destino está totalmente definido.
  • E por esse motivo, Nínive está muito, mas muito feliz.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

SIM!

No post ESTOU VI--------VA, eu ameaçei contar uma grande novidade que me aconteceu, mas mamãe me disse na época, não vai isso colocar no seu blog não. Tá mãe... vou não tá?.

Mas ........ o tempo passou um pouquinho, muita coisa andou e para falar a verdade já está tudo muito acertado. Então, mamãi-ê.. agora vai, tá?

Há pouco tempo atrás, recebi um telefonema totalmente inesperado. E além desse, vieram outros, todos os dias. Até hoje recebo esses telefonemas.

Durante uma semana, conversamos amenidades, perguntamos um do outro, sobre a nossa vida profissional, família, amigos em comuns e sobre as coisas da nossa querida cidade: Uberaba/Mg.

Na semana seguinte, mais precisamente em uma quarta-feira, o telefonema costumeiramente recebido tinha um objetivo, uma finalidade, mais precisamente, uma proposta.

- Oooi, tudo bem?
- Eu estou e você?
- Bem também. Como foi o seu dia?
- Tranquilo e o seu?
- Também. Nínive, para te falar a verdade eu estou te ligando porque eu tenho uma proposta para te fazer. Uma proposta irrecusável e, espero que você não a recuse.
[Rindo sem graça]
- Ai.
- Bom vamos lá. Eu estou te ligando porque quando eu vim para cá em 2004, eu vim por um objetivo: minha vida profissional. E você não veio junto, porque eu não pude te trazer. Passaram-se seis anos, eu toquei a minha vida, tive outros relacionamentos, você também. Mas, eu te disse também que se um dia eu fosse me casar, seria com você. Você se lembra disso?
- Sim, claro que me lembro.
- Pois então, seis anos aqui foram suficientes para que eu pudesse passar por tudo que um recém-formado passa quando corre atrás do seu primeiro emprego. Morei em fazenda, fiquei desempregado, cheguei a entregar pão na casa dos outros para poder pagar o aluguel e resolvi depois de anos sofridos que eu deveria dar um rumo à minha vida. Sentei, estudei e passei em um concurso. Vida profissional totalmente resolvida, agora vou correr atrás da minha vida pessoal. E me lembrei de você. E estou te ligando para te perguntar: você quer se casar comigo?

Morri.
Poff.
Poff.

Cheguei a ouvir um 'alô, Nínive você ainda está aí'? Eu ri, sorri, ri de novo e falei: como é que é isso? Isso é assim: você diz sim e eu vou aí te buscar, para nunca mais te deixar, coisa que eu devia ter feito há seis anos atrás. Ainda bem que arrependimento não mata, senão você já sabe né?

Morri de novo.
Poff.
Poff.

Pedi um tempo porque a minha vida toda está engatilhada aqui. Me formei, estou me preparando para um pós, ou para ir à Austrália, e estou bem colocada no mercado de trabalho aqui no ES. O telefonema terminou assim, suspenso.

No outro dia liguei para a mamãe e fiquei 'tocando de roda' até que sai com um ..
- Mããããe, a senhora acha que eu vou me casar um dia?
- Acho por que?
- E assim, teve algum namorado meu que a senhora gostou muito?
- Ah teve. Teve o Cid, teve aquele outro lá u-u-u-u ... ... , ai mas ele era muito folgado. [pausa pensativa]. É.... o Cid a gente gostou muito. Por que?
- Não, por nada. E ... se um dia eu me casar, como que a senhora imagina meu casamento?
- Ih Nínive, porque?
- Ah, nada, só curiosidade .. . mas responde, a senhora já imaginou o meu casamento ou o da Nanda?
- Ahhhh Nínive, para te falar a verdade não, nem o seu, nem o dela. Mas aqui, por que você está me perguntando isso?
- Ah,por nada.
- Não, por nada não. Você está pensando em casar?
- Tô.
- Hããããã??? Mas com quem??
- Tá sentada?
- Deitada.
- Tem uma enfermeira aí do lado?
[Nanda é enfermeira]
- Ai Nínive!
- Então, mãe.. fui pedida em casamento, assim na lata, agora quem me pediu a senhora não vai a-cre-di-tar.
- Ai. Quem?
- O Cid.
- Quem??????????????????????????????
- O Cid.
- O Cid? Mas como assim?
- Assim ó... [e contei toda a estória para ela]

Quando acabei de contar, senti que tinha falado tudo em um fôlego só. Me peguei com as mãos geladas, os pés balançando no ar [um tique que eu tenho] e cruzando e descruzando as pernas. Antes que eu pudesse ouvir os gritos: você tá doida Nínive? Você não vai crescer não? Pelo amor de Deus minha filha ..., na verdade eu ouvi:

- Cid foi um dos namorados de quem mais gostamos. Que te respeitou, que nos respeitou, que te tratou com carinho, com amor. Até quando o noivado acabou, ele teve a delicadeza de falar comigo, se explicar, justificar e eu achei isso muito honesto da parte dele. Eu só acho assim: você está feliz aí? Você tem alguém aí que gosta de você, que te respeita, que diz que te ama? Ou que diz que te ama e faz por onde? Porque se a sua vida em Vitória estiver do jeito que você sempre sonhou, não mexe com isso não, escuta a sua mãe. Mas se você quiser deixar de tocar a sua vida sozinha e ir buscar um lugar ao sol com o homem que não esqueceu de você em todos esses seis anos e te propôs ser a mulher dele, não precisa pensar duas vezes.
- Ah é??? A senhora acha realmente isso?
- Não só acho isso, como acho que você já deu tudo o que tinha que dar nessa vida sozinha. Minha filha, você saiu de casa com 21 anos, fez tudo sozinha todo esse tempo, você vai fazer 30 anos mês que vem, o que você quer para a sua vida?
- Ah, eu estava pensando em .. .. bom, na verdade esse tempo todo eu só estive cuidando da minha vida profissional. Claro, tentei outros relacionamento, tive aberta, tive fechada, tive as duas coisas, ah não sei mãe?!?!.
- Então, para e pensa um pouco na vida que você está levando. Acho que chegou a hora de você aprender a dividir e Cid está te oferecendo isso: o amor dele, a companhia dele. Cid está te oferecendo uma família!

Morri, morri, morri.
Poff. Poff. Poff.

Fiquei dias pensativa, martelando, sem poder colocar isso no blog, pedir ajuda, contar para as amigas. Minha vida mudaria completamente se eu aceitasse.

No domigo após essa quarta-feira ele pediu o telefone dos meus pais em Uberaba. Falou com todo mundo lá [ até com a minha cachorrinha - rs] e me pediu em casamento para o meu pai de novo. E meu pai - MEU DEUS - concedeu a minha mão, assim, por telefone, caminho das índias total. Todo mundo ficou feliz lá em casa.

Na semana seguinte, recebo o seguinte e-mail:

De: Papaizinho do meu coração
Para: Nínive Moreira Lage

Nínive,
Fiquei contente com volta do Cid.
Seu pai


Ou seja, Cid já voltou e eu ainda não tinha dado a resposta a ele.
Rs.
A minha família é assim, quando gostam, AMAM.

Poucos dias se passaram e Cid me cobrou a resposta. Afinal, até a data do casamento já tinha sido previamente definida. Rs. Ai, como as coisas na minha vida acontecem, assim: em um passe de mágica está tudo PÉSSIMO, em outro está tudo FLORIDO.

Voltar a falar com Cid foi como se seis anos não tivessem passado. Nos lembramos de muita coisa e ficamos nessas nossas conversas 'recordar é viver'. Até que um dia, à noite, me peguei com o celular na mão esperando a ligação dele.

Esse telefonema, não teve cobrança, nem perguntas, nem dúvidas. Disse apenas que tinha me decidido. E lhe disse: não tem como não amar um homem como você.

Essa foi parte da minha resposta, porque ele fez questão que eu respondesse da maneira que ele queria ouvir. Então ele me perguntou de novo e eu respondi.

P.S:
1) Deixa eu terminar esse post rápido, porque ele está aqui me pentelhando para ler. Rs.
2) A partir de hoje, vou contar toda a continuação dessa estória até o dia do meu casamento, porque tem coisas que vocês simplesmente não vão acreditar.
3) Porque quando amamos a pessoa certa, queremos dividir esse sentimento nobre com as pessoas, e eu elegi meu espaço público para isso.



Muah!