Os últimos dias do mês e os primeiros do mês seguinte são de muitíssimo trabalho – para mim - no escritório. É quando confiro toda a agenda de audiência dia-a-dia e vou montando as planilhas de despesas para serem cobradas, cada uma em seu tipo de despesa-geradora. Depois aguardo serem pré-aprovadas para emissão da nota fiscal. Feito isso, separo toda a documentação de cada processo gerador da despesa e anexo separadamente por autor e por CNPJ e a envio via Correios.
É um trabalho cheio de detalhes onde erros significarão que o Credenciador devolverá o malote por causa de 1(um) erro. E malote de pagamento devolvido é igual a chefe bufando porque não receberá seus numerários dentro daquele mês.
Além disso, ainda faço muuuitas outras coisas durante as outras semanas o que, ultimamente, têm me feito ficar até depois do horário seguidamente.
Estou reclamando não. O trabalho dignifica o homem.
Chego em casa me sentindo útil, cheia de responsabilidades, afazeres e ainda me imprimi a sensação de ‘tenho trabalho’ e não ‘tenho um emprego’.
Acontece também que, parte do meu trabalho é acompanhar o andamento e/ou o encerramento de processos, no que tange à parte financeira, o que me obriga a ir ao Banco-credenciador e ao Tribunal de Contas semanalmente. Dessa forma, as minhas saídas são costumeiramente demoradas, já que eu moro em uma Capital e cidade grande adoooora filas.
Essa semana, precisei ir a um banco muito perto do escritório que, de tão perto eu meio que me perdi e antes que pudesse chamar um táxi, ajudei uma senhora a atravessar a rua correndo – eu garrada no braço dela falando: vamu que dá. Assim que cheguei do outro lado da rua, vi a placa do banco à minha extrema direita e me peguei ainda agarrada no braço dela. Coitada cheguei a ver o vergão que deixei. Em tempo d’eu parar a circulação dela, Santo Deus....
Cheguei no banco, retirei a senha, depois de tocar de roda duas vezes em frente à maquininha e não ver, olhei para o luminoso e constatei que tinham 18 pessoas na minha frente. Sentei. Levantei. Tomei dois copos d’água. Sentei de novo, comecei a mexer no meu celular e escrevi um torpedo para a Sheila: [...] a fila está enoooorme aqui, vamos conversar?
Hoje, precisei de novo sair. Outro banco. Na volta, já no escritório, peguei a resposta dela, de hoje, que serviu para ontem também.
"AMIGA CHEGA LOGO
RUIM AQUI SEM VC
SNIFF"
Recebida a las 16:07:48 31/03/2003
Arrumei uma nova amiga, num arrumei?
Razão ...
RAZÃO ...
O conhecimento que recebemos, na maioria das vezes, não tem muita relação com a nossa história, no máximo tem relação com a nossa formação profissional.
Aprendemos a acumular conhecimentos, aplicar fórmulas, analisar teorias, repetir regras ...
Todos esses eventos têm relação direta com a nossa história pessoal, nossos sonhos, expectativas, projetos, relações sociais, frustrações, prazeres, inseguranças, dores emocionais e até crises existenciais.
Adquirir essas experiências e vivê-las a tal ponto de segurar as lágrimas para que não derramem, estar preso a pensamentos nunca revelados, ter temores não expressos, palavras não ditas, inseguranças comunicadas e reações psicológicas não decifradas, são àquelas em que aprendemos na escola da existência. É nessa escola que deixamos raízes, saudades e memórias infindáveis.
É vivendo com cada experiência, que aprendemos a lidar com ela.
Por todos esses motivos, a razão desse espaço é dividir aprendizagem, oportunizar leituras, e claro, me exercitar na escrita e na comunicação.
Seja muito bem vindo!
O conhecimento que recebemos, na maioria das vezes, não tem muita relação com a nossa história, no máximo tem relação com a nossa formação profissional.
Aprendemos a acumular conhecimentos, aplicar fórmulas, analisar teorias, repetir regras ...
Todos esses eventos têm relação direta com a nossa história pessoal, nossos sonhos, expectativas, projetos, relações sociais, frustrações, prazeres, inseguranças, dores emocionais e até crises existenciais.
Adquirir essas experiências e vivê-las a tal ponto de segurar as lágrimas para que não derramem, estar preso a pensamentos nunca revelados, ter temores não expressos, palavras não ditas, inseguranças comunicadas e reações psicológicas não decifradas, são àquelas em que aprendemos na escola da existência. É nessa escola que deixamos raízes, saudades e memórias infindáveis.
É vivendo com cada experiência, que aprendemos a lidar com ela.
Por todos esses motivos, a razão desse espaço é dividir aprendizagem, oportunizar leituras, e claro, me exercitar na escrita e na comunicação.
Seja muito bem vindo!
quarta-feira, 31 de março de 2010
terça-feira, 30 de março de 2010
Grilo
Certa vez, em Uberaba, ao chegar em casa percebi a presença de um grilo na porta do meu quarto e quando eu ia tomar banho, o via no box.
Dias seguidos e essa cena - verídica - se repetia.
Então um dia, eu decidi que ele seria macho, chamei-o de Grilo e passei a falar com ele todo dia.
Afinal, éramos Grilo e eu.
Eu o cumprimentava, perguntava como ele estava, dava uma pausa - como se aguardasse a sua resposta - e então falava como eu estava e como tinha sido o meu dia.
Hoje, não consigo me lembrar se durou semanas ou meses. Mas me lembro perfeitamente do ritual de vê-lo assim que eu chegava em casa e depois no banho.
Debaixo do chuveiro eu falava com ele, gesticulava, de vez eu quando eu danava com ele também e sempre o chamava de Grilo. No começo ou no final do conversê.
Aí um dia, contei para Ana Paula do Grilo. Ela chegou a encher os olhos d'água de taanto rir, por me ouvir contar das prosas que eu batia com ele. E deve ter me achado um caso perdido.
Então um belo dia, lá estava eu debaixo do chuveiro, ensaboando os cabelos e falando com Grilo.
De vez em quando eu abria os olhos e via se ele estava no mesmo lugar no blindex. E a cada olhadela, via que ele, ora estava para um lado, ora para outro.
Acabei o meu banho, escorri os cabelos e fui abrir a porta do blindex.
Crashhhhhhhhhhhhhhh.
Adivinha? Matei o grilo.
M-a-t-e-i o Grilo e eu ainda estava falando com ele.
Muda.
Vendo as asinhas dele no chão e ele ainda agarrado no vidro.
Longos minutos.
Olhando para o vidro e para o chão.
Incrédula.
Troquei de roupa e fui chateada para a faculdade.
Contei para todo mundo que eu tinha matado o único ser vivo que tinha me ouvido falar nos últimos minutos.
Acho - cá com meus botões - que minhas colegas de sala até pararam de falar comigo nesse dia, quando soltei a frase "matado o único ser vivo que tinha me ouvido falar nos últimos minutos".
Grilo nunca cantou para mim. Hoje, pesquisando descobri o porquê:
Somente os grilos machos produzem sons [...]. Para tanto, os machos possuem uma série de pelos nas bordas de suas asas, alinhados como pentes, e produzem os sons roçando uma asa contra a outra [...].
Mas descobri também que os grilos: necessitam de atenção diária, sua principal alimentação é de folhas e que o canto do grilo (principalmente em desenhos animados) depois de uma piada ou de uma sugestão também pode ser símbolo de que foi uma piada seca ou de que houve silencio, ou seja, a sugestão foi ignorada.
O-U S-E-J-A, eu aqui morrendo de saudade do grilo e ele não era nada daquilo que um dia eu quis para mim como referência de inseto de estimação.
O bicho nunca cantou para mim?
C-a-l-a-r-o que não: ele era fêmea!!!!!!!
E o seu silêncio?
Resposta: elA não estava nem aí para a Hora do Brasil.
[Será que no fundo foi por isso que eu exterminei o pobre coitado?]
Ah, não posso crer!!!!
Ah, o grilo era daquele marrom. Um possível grilo japonês (Teleogryllus emma)
Fonte: GRILO. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Grilo. Acesso em 30 de março 2010.
Dias seguidos e essa cena - verídica - se repetia.
Então um dia, eu decidi que ele seria macho, chamei-o de Grilo e passei a falar com ele todo dia.
Afinal, éramos Grilo e eu.
Eu o cumprimentava, perguntava como ele estava, dava uma pausa - como se aguardasse a sua resposta - e então falava como eu estava e como tinha sido o meu dia.
Hoje, não consigo me lembrar se durou semanas ou meses. Mas me lembro perfeitamente do ritual de vê-lo assim que eu chegava em casa e depois no banho.
Debaixo do chuveiro eu falava com ele, gesticulava, de vez eu quando eu danava com ele também e sempre o chamava de Grilo. No começo ou no final do conversê.
Aí um dia, contei para Ana Paula do Grilo. Ela chegou a encher os olhos d'água de taanto rir, por me ouvir contar das prosas que eu batia com ele. E deve ter me achado um caso perdido.
Então um belo dia, lá estava eu debaixo do chuveiro, ensaboando os cabelos e falando com Grilo.
De vez em quando eu abria os olhos e via se ele estava no mesmo lugar no blindex. E a cada olhadela, via que ele, ora estava para um lado, ora para outro.
Acabei o meu banho, escorri os cabelos e fui abrir a porta do blindex.
Crashhhhhhhhhhhhhhh.
Adivinha? Matei o grilo.
M-a-t-e-i o Grilo e eu ainda estava falando com ele.
Muda.
Vendo as asinhas dele no chão e ele ainda agarrado no vidro.
Longos minutos.
Olhando para o vidro e para o chão.
Incrédula.
Troquei de roupa e fui chateada para a faculdade.
Contei para todo mundo que eu tinha matado o único ser vivo que tinha me ouvido falar nos últimos minutos.
Acho - cá com meus botões - que minhas colegas de sala até pararam de falar comigo nesse dia, quando soltei a frase "matado o único ser vivo que tinha me ouvido falar nos últimos minutos".
Grilo nunca cantou para mim. Hoje, pesquisando descobri o porquê:
Somente os grilos machos produzem sons [...]. Para tanto, os machos possuem uma série de pelos nas bordas de suas asas, alinhados como pentes, e produzem os sons roçando uma asa contra a outra [...].
Mas descobri também que os grilos: necessitam de atenção diária, sua principal alimentação é de folhas e que o canto do grilo (principalmente em desenhos animados) depois de uma piada ou de uma sugestão também pode ser símbolo de que foi uma piada seca ou de que houve silencio, ou seja, a sugestão foi ignorada.
O-U S-E-J-A, eu aqui morrendo de saudade do grilo e ele não era nada daquilo que um dia eu quis para mim como referência de inseto de estimação.
O bicho nunca cantou para mim?
C-a-l-a-r-o que não: ele era fêmea!!!!!!!
E o seu silêncio?
Resposta: elA não estava nem aí para a Hora do Brasil.
[Será que no fundo foi por isso que eu exterminei o pobre coitado?]
Ah, não posso crer!!!!
Ah, o grilo era daquele marrom. Um possível grilo japonês (Teleogryllus emma)
Fonte: GRILO. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Grilo. Acesso em 30 de março 2010.
segunda-feira, 29 de março de 2010
Puculando ...
MenininhaOlá!
Domingo ma-ra-vilho-so.
Segunda-feira corrida.
À noite, fui ver um lugar para morar.
Procurar, procurar ... porque morar em um barril NÃO é uma das minhas opções. Rs.
***********************************PIADEX*************************************
Desesperado, o chefe olha para o relógio, e já não acreditando que um funcionário chegaria a tempo de fornecer uma informação importantíssima para uma reunião que estava começando, liga para o dito cujo:
- Alô! – atende uma voz de criança, quase sussurrando.
- Alô. Seu papai está?
- Tá… – ainda sussurrando.
- Posso falar com ele?
- Não! – disse a criança bem baixinho.
Meio sem graça, o chefe tenta falar com algum outro adulto:
– E a sua mamãe? Está aí?
- Tá.
- Ela pode falar comigo?
- Não. Ela tá ocupada.
- Tem mais alguém aí?
– Tem – sussurra.
– Quem?
- O puliça.
Um pouco surpreso, o chefe continua:
- O que ele está fazendo aí?
- Ele tá conversando com o papai, com a mamãe e com o bombelo..
Ouvindo um grande barulho do outro lado da linha, o chefe pergunta assustado:
- Que barulho é esse?
- É o licópito.
- Um helicóptero!?
- É. Ele tlôce uma equipe de busca.
– Minha nossa! O que está acontecendo aí ? – o chefe pergunta, já desesperado.
E a voz sussurra com um risinho safado:
- Eles tão me puculando.
sábado, 27 de março de 2010
Resposta à Cida:
cida souza disse...
OLA NINIVE linda!hoje li o post rindo e chorando,sua mãe é muito linda,assim como você,Ninive você esta certa quando diz que os filhos não estão preparados para perder os pais,sinto muita saudades da minha mãe,ela faleceu a alguns meses aos 58 anos,sempre morei com ela, sempre fomos muito grudadas,nunca vou superar esta perda,a perdi para o câncer,é muita dor.Desejo a sua mãe linda muita saúde,que Deus a abençoe sempre bjsss
24/03/2010 22:34:00
RESPOSTA:
Que tal se ao invés de tentar lutar contra essa dor, você procure acomodá-la dentro de você? Talvez assim, ela doa menos sem te sufocar, sem te fazer tão sozinha e infeliz. Tente mudar o tom dessa dor. Tente deixar uma saudade gostosa; daquelas que a gente chora-e-ri? Pois é, essa mesma.
Chore de saudade, mas não somente da perda, da ausência e da falta. Chore por isso sim. Mas chore também pelo sorriso, pelas conversas, pelas broncas, pelas lembranças, pelos dias de uma emburrada com a outra.
Ou melhor.
Se possível, não chore. Sorria.
Sorria para você. Por você. Por ela. Faça algo de que ela gostava. Por ela. Por você. Mas faça principalmente por você.
Sabe por que? A vida da sua mãe - infelizmente - foi abreviada. Mas a sua não e você precisa viver a sua vida com tudo de bom que tiver direito: com mais leveza, com mais sorrisos, com mais humor.
Você escreveu: "a perdi para o câncer". Achei cruel a sua manifestação, mas ponderei que é assim que você ainda se sente: injustiçada, se perguntando por que essa doença? Por que na minha família? POR QUE A MINHA MÃE?
Procure não pensar assim. Não remoa essa dor. A ferida, querida Cida, precisa cicatrizar. PRECISA.
Vivemos em um mundo iníquo, desleal e desonesto, onde "o imprevisto sobrevêm a tudo e a todos" e, por mais que a gente saiba que a tristeza e a dor são sensações peculiares à humanidade imperfeita, jamais conseguiremos lidar com elas sem sermos afetadas.
Que dirá à morte?!.
Isso acontece, porque Deus criou em nosso coração o desejo da eternidade. É bíblico. Quem em sã consicência diz: quando eu tiver 80 anos, eu quero morrer. Pergunta para um de oitenta aí, se ele quer marcar o dia da morte dele?
Muito improvável que você tenha essa resposta. Muito mesmo.
Por isso, querida Cida, deixo aqui o meu abraço, minhas palavras de compaixão e minha amizade.
Fique bem. Tente!
Eu vou estar aqui.
Todos os dias.
Escrevendo e esperando você me ler. Me ler e me escrever.
Eu conto os meus causos e alguém precisa rir. Conto com você.
Muah!
OLA NINIVE linda!hoje li o post rindo e chorando,sua mãe é muito linda,assim como você,Ninive você esta certa quando diz que os filhos não estão preparados para perder os pais,sinto muita saudades da minha mãe,ela faleceu a alguns meses aos 58 anos,sempre morei com ela, sempre fomos muito grudadas,nunca vou superar esta perda,a perdi para o câncer,é muita dor.Desejo a sua mãe linda muita saúde,que Deus a abençoe sempre bjsss
24/03/2010 22:34:00
RESPOSTA:
Que tal se ao invés de tentar lutar contra essa dor, você procure acomodá-la dentro de você? Talvez assim, ela doa menos sem te sufocar, sem te fazer tão sozinha e infeliz. Tente mudar o tom dessa dor. Tente deixar uma saudade gostosa; daquelas que a gente chora-e-ri? Pois é, essa mesma.
Chore de saudade, mas não somente da perda, da ausência e da falta. Chore por isso sim. Mas chore também pelo sorriso, pelas conversas, pelas broncas, pelas lembranças, pelos dias de uma emburrada com a outra.
Ou melhor.
Se possível, não chore. Sorria.
Sorria para você. Por você. Por ela. Faça algo de que ela gostava. Por ela. Por você. Mas faça principalmente por você.
Sabe por que? A vida da sua mãe - infelizmente - foi abreviada. Mas a sua não e você precisa viver a sua vida com tudo de bom que tiver direito: com mais leveza, com mais sorrisos, com mais humor.
Você escreveu: "a perdi para o câncer". Achei cruel a sua manifestação, mas ponderei que é assim que você ainda se sente: injustiçada, se perguntando por que essa doença? Por que na minha família? POR QUE A MINHA MÃE?
Procure não pensar assim. Não remoa essa dor. A ferida, querida Cida, precisa cicatrizar. PRECISA.
Vivemos em um mundo iníquo, desleal e desonesto, onde "o imprevisto sobrevêm a tudo e a todos" e, por mais que a gente saiba que a tristeza e a dor são sensações peculiares à humanidade imperfeita, jamais conseguiremos lidar com elas sem sermos afetadas.
Que dirá à morte?!.
Isso acontece, porque Deus criou em nosso coração o desejo da eternidade. É bíblico. Quem em sã consicência diz: quando eu tiver 80 anos, eu quero morrer. Pergunta para um de oitenta aí, se ele quer marcar o dia da morte dele?
Muito improvável que você tenha essa resposta. Muito mesmo.
Por isso, querida Cida, deixo aqui o meu abraço, minhas palavras de compaixão e minha amizade.
Fique bem. Tente!
Eu vou estar aqui.
Todos os dias.
Escrevendo e esperando você me ler. Me ler e me escrever.
Eu conto os meus causos e alguém precisa rir. Conto com você.
Muah!
quarta-feira, 24 de março de 2010
Meio século + 1



Hoje é aniversário da Mamy e ontem fiquei procurando na internet alguma coisa para mandar prá ela. Olhava o saldo na conta e o que tinha na internet.
:(
Infelizmente esse ano não deu para mandar nada na data. Mas assim que as coisas derem um up eu vou comprar uma coisa beeeem bonita e postar.
Aí, saindo do escritório liguei para ela.
Mas liguei já imaginando que não conseguiria falar na primeira tentativa, porque ela coloca o celular dentro de uma bolsinha pequena, coloca a bolsinha dentro de um compartimento com zíper na bolsa e guarda a bolsa dentro do guarda-roupa, no fundo, atrás das roupas.
O celular chega a ficar vermelho de taaaanto tocar.
Essa semana mesmo eu tive que ligar em casa e tentar falar aqueles 3 segundos que a gente não paga? Pois é, calculei mal as palavras e falei 5 segundos. Assim que desliguei, meu celular avisou: seu novo saldo é de...
Mas hoje, acho que quase no último toque a minha irmã atende.
- Pelo amor de Dadá, Deus seja louvado, achei que não conseguiria falar.Rs
- Nossa, acabamos de chegar, vim correndo atender.
Tadinha, a bichinha estava até arfando.
Então ela me contou que estavam chegando da acunpuntura. Olha que chiqueza?
Tão cuzovido chei de agulha. Gente, esses meu parenti minêro é pra frenti mais da conta.
Mas falando sério, Nanda me falou que essas agulhas tiram a ansiedade, corta a ganância por doce, equilibra o peso, ajusta o humor. Não é o máximo?
Já fui na minha caixa de costura e peguei todas as que tinham disponíveis lá e para garantir o efeito coloquei até no couro cabeludo. Dormir sentada é o que há.
Pedi para passar o telefone para a mamãe.
- Oi mamãe, PARABÉNS, quantos anos?
- Oi, obrigada, filha. Eu sou de 59, faz as contas.
- Ó, meio século mais um.
- Quando eu era mais nova, ficava pensando se eu chegaria aos cinquenta, agora já fiz 51, é engraçado pensar assim né?
- É. Eu também me lembro de pensar como eu seria quando completasse 15 anos e aos 15, me lembro de pensar de como eu seria aos 25 anos, agora com quase 30 eu parei de pensar ...
- Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. É nessa altura do campeonato, é o melhor que eu tenho a fazer.
- Rs.
Tututututututututu.
Esse negócio de TIM a 0,25 centavos é uó.
Sábado coloquei R$ 16,00 de crédito. Fiz uma ligação para TIM. Essa semana liguei para a mamãe e a TIM derrubou tanto as ligações que meu saldo foi para 4,98 no final de toda a conversa.
Comecei a conversa com esse saldo hoje e tututututu, acabou os créditos todos.
Liguei para *222, peguei o crédito especial de R$ 3,00 e acabei de falar com a mamãe, rapidinho. Tão rapidinho que assim que desliguei:
- Seu novo saldo é de 0,09.
Guento não hein?
Bom então vou acabar de falar aqui, TIM sem graça.
Mãe, cuida da sua saúde, porque filhos não nasceram preparados para perder os pais. Mesmo estando muuuuuito longe eu não saberia o que fazer da minha vida senão pudesse te ligar para perguntar, ouvir broncas e te ouvir gargalhar, achando graça dos meus [insanos]comentários.
Por aqui está tudo bem.
Bom, nem tanto.
Daque-le jeito que nos falamos na segunda, mas tudo vai ficar melhor, um dia sempre tem sido melhor que o outro. É como eu digo: um dia de cada vez, todo dia e sempre.
Eu estou com saúde, tenho um bom emprego e me formei. Então, estou feliz.
[Ih!!! Comecei a chorar]
Assim que eu ajeitar meu canto, eu aviso à senhora para vir. Espero que já tenha feito tooodos os seus embelezamentos aí, assim não terá como protelar a sua volta para cá.
O concurso Miss ES é mês que vem, posso fazer a sua inscrição?
Beijus, eu te amo e estou com muitas, muitas saudades.
Muah!
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mamy
terça-feira, 23 de março de 2010
Vou morar em um BARRIL.
ChavesIndeisdi o final de semana que 'invernei' nos jornais, em sites de imobiliárias e tudo quantuá.
Mas.. Deus é mais, como aluguel tá caro.
Antes que eu caia desmaiada, vim postar minha indignação: que rouboooo!!! Kitinet por 600,00???? Aí vou ver as fotos, o lugar é um muquifo, de taco, construção antiga, sem garagem (Tenho carro não. Por que? Não posso querer garagem? rs).
Aí, ontem né, achei uma... namorei, namorei. Levantei hoje mais cedo, peguei a chave para ir na hora do almoço lá conhecer. Antes do almoço a moça da imobiliária me liga:
- Ni-NÍ-ve?
- NÍnive.
- Você tinha que ter devolvido a chave em duas horas.
- É? Ó. Sabia não.
- Então, é o seguinte, a dona do apartamento está aqui e quer desalugar.
- Rssss. É? Rssss. Tá?
- Pode vir devolver a chave?
- Ca-la-ro que não posso, custei a achar e agora nem quero ver mais, quero morar lá de qualquer jeito!
Essa foi a resposta que eu pensei antes de dizer:
- Ela pode vir? Não posso sair daqui nesse momento.
Desliguei o telefone e cai na risada.
- Também eu nem queria - disse à Sheila.
Então, de tardepradenoite, me vi no personagem do Chaves, em uma cena que ele é expulso da Vila de varinha e canga, cabisbaixo, cabisbaixo. Sniff..sniff..
Minutos depois, eu estava cantando:
- O sapo brigou com a rosa, debaixo ..
- Cravo, você quis dizer...
Rs.
- Sheila, mas eu estou de luto que risaiada é essa?
Sheila não se aguentava e me fez dançar a DANÇA DO ENTOPE E DESENTOPE para ela ver.
E o AP?
Ah!
Vou morar em um barril, porque eu sou jovem e ainda tenho tempo de correr atrás de muita coisa na minha vida.
[..]
Se voce é jovem ainda, jovem ainda, jovem ainda!
Amanhã velho será, velho será, velho será!
A menos que o coração, que o coração sustente, a juventude que nunca morrerá!
Não diga não, à vida que te espera,
pra festejar a alegria de viver!
Pra agradecer a luz do seu caminho,
e você vai tudo isso entender!
Se voce é jovem ainda, jovem ainda, jovem ainda!
Amanhã velho será, velho será, velho será!
A menos que o coração, que o coração sustente, a juventude que nunca morrerá!
[...]
segunda-feira, 22 de março de 2010
Meu cabelo pixaim
Então ...
Eu tenho uma coisa com beleza sabe? Nada descomunal, mas me cuido sim. E muito.
É creme para o cabelo, para as pontas, para a raiz, mousse, defrizzante, leave-in.
Para o corpo: creme, mousse, óleo, com cheiro, de bisnaga, pump, de potinho...tudo sempre com cheiro.
Amo cheiros.
Eu posso chegar tarde, de madrugada, tonta, que tomo banho, tiro a maquiagem e faço todo o ritual: creme para a áres dos olhos, creme noturno para o rosto, creme para o corpo, às vezes passo óleo por cima. Deito e fico passando creme nos pés. Quando estou acompanhada, o bofe entra na maratona e tem que passar nas minhas costas.
Como tenho a pele mista, uso produtos adequados, porque ninguém merece dormir com um frango a passarinho.
Mas se toda a nossa beleza fosse resolvida com cremes ....já era para o meu cabelo ter dado um jeito!!!!
Ó, desde que me mudei para o ES que meu cabelo não é mais o mesmo. Se em Minas eu já o ameaçava com o secador, agora entro em luta corporal (diária) com as madeixas.
E como meus braços doem.
Sério.
A maresia têm deixado-os embaçado, com sensação de sujo e tenho vontade de lavá-los todos os dias. E a minha ruivice? Pra onde vai? Ralo abaixo com tanta lavança?
Ah não dá!
E com esse clima de agora então, Santo Deus, que c-a-b-e-l-o é e-s-s-e?!
Um dia cheguei em casa e a minha colega falou:
- Estava ventando lá fora?
Umas semanas atrás meu chefe:
- Você veio de moto sem capacete?
Sério. Tá uma coisa de louco. Eu lavo a geringonça de manhã, dou uma secada na franja, depois do almoço ele já tá uó.
Um ex me falou certa vez:
- Ô amor, você podia dormir de touca, aquelas meias, que no outro dia ele vai ficar mansinho, mansinho. Mas dormir de touca comigo não tá? Vai sem touca mesmo que eu guento.
Aí fui lá, fiz escova e chapa. Fiquei com cara de "Dia de Princesa" do Netinho no SBT. O bem me jogou debaixo do chuveiro e mandou eu virar leoa de novo.
Pode?????
Ai, será que é por isso que a Sheila falou outro dia que vai me dar um dia de beleza?
Certeza.
Enquanto esse dia não vem, meu cabelo tem ficado assim. Igual bandido. Ou tá preso. Ou tá armado.
Eu tenho uma coisa com beleza sabe? Nada descomunal, mas me cuido sim. E muito.
É creme para o cabelo, para as pontas, para a raiz, mousse, defrizzante, leave-in.
Para o corpo: creme, mousse, óleo, com cheiro, de bisnaga, pump, de potinho...tudo sempre com cheiro.
Amo cheiros.
Eu posso chegar tarde, de madrugada, tonta, que tomo banho, tiro a maquiagem e faço todo o ritual: creme para a áres dos olhos, creme noturno para o rosto, creme para o corpo, às vezes passo óleo por cima. Deito e fico passando creme nos pés. Quando estou acompanhada, o bofe entra na maratona e tem que passar nas minhas costas.
Como tenho a pele mista, uso produtos adequados, porque ninguém merece dormir com um frango a passarinho.
Mas se toda a nossa beleza fosse resolvida com cremes ....já era para o meu cabelo ter dado um jeito!!!!
Ó, desde que me mudei para o ES que meu cabelo não é mais o mesmo. Se em Minas eu já o ameaçava com o secador, agora entro em luta corporal (diária) com as madeixas.
E como meus braços doem.
Sério.
A maresia têm deixado-os embaçado, com sensação de sujo e tenho vontade de lavá-los todos os dias. E a minha ruivice? Pra onde vai? Ralo abaixo com tanta lavança?
Ah não dá!
E com esse clima de agora então, Santo Deus, que c-a-b-e-l-o é e-s-s-e?!
Um dia cheguei em casa e a minha colega falou:
- Estava ventando lá fora?
Umas semanas atrás meu chefe:
- Você veio de moto sem capacete?
Sério. Tá uma coisa de louco. Eu lavo a geringonça de manhã, dou uma secada na franja, depois do almoço ele já tá uó.
Um ex me falou certa vez:
- Ô amor, você podia dormir de touca, aquelas meias, que no outro dia ele vai ficar mansinho, mansinho. Mas dormir de touca comigo não tá? Vai sem touca mesmo que eu guento.
Aí fui lá, fiz escova e chapa. Fiquei com cara de "Dia de Princesa" do Netinho no SBT. O bem me jogou debaixo do chuveiro e mandou eu virar leoa de novo.
Pode?????
Ai, será que é por isso que a Sheila falou outro dia que vai me dar um dia de beleza?
Certeza.
Enquanto esse dia não vem, meu cabelo tem ficado assim. Igual bandido. Ou tá preso. Ou tá armado.
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