Razão ...

RAZÃO ...


O conhecimento que recebemos, na maioria das vezes, não tem muita relação com a nossa história, no máximo tem relação com a nossa formação profissional.

Aprendemos a acumular conhecimentos, aplicar fórmulas, analisar teorias, repetir regras ...
Todos esses eventos têm relação direta com a nossa história pessoal, nossos sonhos, expectativas, projetos, relações sociais, frustrações, prazeres, inseguranças, dores emocionais e até crises existenciais.
Adquirir essas experiências e vivê-las a tal ponto de segurar as lágrimas para que não derramem, estar preso a pensamentos nunca revelados, ter temores não expressos, palavras não ditas, inseguranças comunicadas e reações psicológicas não decifradas, são àquelas em que aprendemos na escola da existência. É nessa escola que deixamos raízes, saudades e memórias infindáveis.
É vivendo com cada experiência, que aprendemos a lidar com ela.
Por todos esses motivos, a razão desse espaço é dividir aprendizagem, oportunizar leituras, e claro, me exercitar na escrita e na comunicação.

Seja muito bem vindo!


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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Ando tão ressentida ...

Adoro sair para comer fora, para beber e para bater papo. Eu falo muito. Tanto, que quando não dou conta de tudo, sento e escrevo. Nessas ocasiões permito-me às inutilidades e falo de cara séria, assuntos de duplo sentido e de cara séria, discuto o mundo e suas excentricidades. Outro dia uma tia querida do coração me escreveu: você é a própria reencarnação da fênix. Enchi o peito como uma e quase voei.

Nessas incursões noturnas, ouço sobre economia, vulcão em erupção, política e câmbio monetário. Ouço de Tereza Cristina de Insensato Coração ao laudo oficial da morte da Amy Whinehouse. Ouço e só ouço. Esses são assuntos dos quais não tenho me inteirado e se deixar agora só falo de turismo. Continuo lendo. Mas parei na metade o “A Cabana” e estou relendo pela décima vez “Para Francisco”. Admito: tem um quê de melancolia impregnada em mim.

O sinônimo de melancolia, consultado rapidamente no dicionário do Word, é depressão, desânimo, fossa, nostalgia, tristeza. Que bom que tem a palavra nostalgia. Fossa me deixaria deprê demais. Poderia até ficar ressentida.

Sabe o que é ressentimento? Até o feriado achei que era mágoa. No dicionário aqui não apareceu nenhum sinônimo e eu não acho nem por reza brava o dicionário aqui de casa. Não precisa. Se eu separar a palavra, vou ter sua tradução.

Sentir novamente, não é necessariamente magoar-se. Mas pode ser nostalgia, que pode nos deixar triste e até na fossa. Mas também pode nos alegrar, nos inspirar. Sinta comigo: o tanto que é bom lembrar a noite anterior com seu amor e sentir um frio na barriga. O tanto que é bom ouvir a melhor amiga contando da sua bizarrice alcoólica e rir. O tanto que é bom lembrar o dia da sua colação de grau. O tanto que é bom tomar sorvete depois do almoço. O tanto que é bom abrir a boca e dizer o que sente. Francamente. Educadamente.

Suspirei melancolicamente agora. Mas não foi de tristeza. Foi de ressentimento.

“Lembro dessa burrice bonita de que é feita a última esperança. Lembro de insistir em não acreditar no que meus olhos gritavam para eu ver [...] lembro de estar cercada de uma verdade [...] atrás de mim, uma despedida que não foi. E acima da minha cabeça, um céu azul ensolarado, iluminado de realidade”.
Cristiana Guerra.

Estou assim porque estou com saudades. Porque não consigo chorar e porque não vou mais ouvir a voz dela e nem chamá-la mais de tia. A minha tia. A Tia Célia.

"[...] lembrei de tudo que vivemos juntos, desde que a conheci com 4 anos, você mais morava na minha casa do que na sua, aquela menina cresceu, estudou e foi embora para longe [...] no coração eu não esquecia você, hoje te vejo e tenho todas as lembranças do passado que fomos muito felizes, nossa família e a sua e vocês todos pequenos [...] tenho tanto amor em você, como aos meus próprios filhos [...] um beijo e um forte abraço, tia Célia.
Trechos de uma carta que a tia Célia me escreveu em 31/07/2010".





30/10/1949-24/10/2011


Falaram para Nínive que saudade é o amor que ficou. Ressentimento também.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Fim das férias

Heloow,

Cheguei de Caldas hoje e estou bem moreninha. Uma vontade de escrever ....
Reli um monte de post e li os posts das amigas. Saudades de vocês meninas.

Sim, relaxei nas águas quentes, fiquei com a anca num ofurô por um tempão e sai de lá me sentindo poderosa. Além disso, fiz os exercícios aquáticos durante a semana e quando o professor foi finalizar a aula, agradeceu a presença de todos perguntando os estados que estavam presentes. Foram falando:

- Distrito Federal!
- Palmas para o Distrito Federaaaaal!
Clep, clep, clep, clep
- Minas Gerais!
- Palmas para Minais Geraaaaaaaais!
Clep, clep, clep, clep
- São Paulo!
- Palmas para São Paulooooooo!
Clep, clep, clep, clep
- Goiás!
- Palmas para Goiááááááás!
Clep, clep, clep, clep

Aí a louca aqui gritou:
- Paráááááá!!!
- Nossa senhora, tem gente do mundo todo aqui. Palmas para o Paráááááá!
Clep, clep, clep, clep

Saí da piscina e percebi o povo me olhando. Será que eles não acreditaram que eu vim do Pará? Ou eu de fato gritei muito alto?

Nunca vou saber. Só sei que eu mesma gritei, eu mesma bati palma, eu sozinha emendei: êêêêêêêêêêêê!!!!



Nínive não anda muito bem, mas assim que melhorar vai escrever os três posts pendentes [vide post anterior] e postar as fotos de Caldas.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Vai dar tudo certo!

  • Cid passou a semana fora fazendo vacinação assistida nas fazendas. Por conta disso, teve que cumprir horários duros como levantar as 4h30 da manhã, todo dia. Chegou ontem e foi só o tempo de arrumar a mala para hoje viajar de novo. Dessa vez para ir buscar a nossa mudança, há 1.000 km daqui.
  • Como o 'abençoado' desfez o combinado (rosnando), Cid foi ver preço de frete particular. A minha sogra e seu marido fizeram cinco orçamentos e acharam cotação entre R$ 3.500 e R$ 4.000,00 (rosnando e em posição de ataque), Cid não teve outra solução a não ser ir buscar ele mesmo nossas coisas (caim caim caim caim). Coitado do meu marido, fazer essa viagem de novo, nessa rodovia Transamazônica vergonhosa e ainda bate-volta: chega, carrega, toma banho, come alguma coisa e volta, para ver se consegue chegar aqui no domingo fim de dia ou segunda pela manhã. Ele conseguiu uma Ducato que não está lá essas coisas, mas no momento é o único utilitário que cabe nossos badulaques.
  • Não tem sido fácil ver o Cid ir e vir. Quando é trabalho eu sei que são viagens curtas e dá para nos falarmos, mas ter que voltar para as bandas de lá e com dia para voltar .... ai... que vontade de chorar. Vontande não: abri a bocona hoje quando ele me deu um abraço e disse que estava indo buscar as nossas coisas e fez um gesto com o indicador para ele e para mim. Nossas coisas!
  • Cheguei a perguntar essa semana se ele queria que eu fosse de companhia, mas ele achou melhor eu ficar com a Gatinha e sua tropa. Gastamos menos. Ela (a Gatinha) também deu um jeito de perguntar se Cid queria que ela fosse também. Como ela não sabe falar, agiu. Pegou gatinho por gatinho e o levou para dentro de casa, perto daonde estavam as coisas dele de viagem. Deitou e ficou.
  • E eu achando que só eu sentiria falta dele, posso com isso?

Boa viagem, amor meu!

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Causo VI

Cid e eu viajamos 1.000 km, mas foi como se tivéssemos viajado 3.000.
A estrada está péssima péssima e segundo Cid, se ele fosse camioneiro iria fazer um movimento de fecha e pedir a presença da nova 'presidenta' eleita para ver o descaso com a Rodovia Transamazônica. Mas ela não poderia ir de helicóptero: teria que ir como fomos, de carro. Teve trecho que fizemos a 40km/h tamanha erosão e tiveram outros que a camionete pulava tanto que eu parecia a Joelma do Calypso in locco:
- Amor, a camionete tá balançando eu sei, mas prá quê tu tá mexendo essa cabeleira desse jeito?

Domingo chegamos à nossa nova e bonitinha cidade. Aqui é uma graça e procurando casa conheci vários bairros e já me sintonizando aos poucos. Antes de ontem, fechei com a dona a locação de uma. Ela é tãoooo bonitinha.

Cid chega quarta com a Gatinha que está moja. Vai parir ao qualquer momento. Pois é, pois é, meu amado marido precisou voltar para acabar de acertar a vinda do restante da mudança e deixar seus relatórios em ordem. Fez a viagem de volta sozinho :( ... e eu tô morrendo de saudade dele... sniff... sniff.

Como eu não sei ficar sem dar bafão, lá vai mais uma: desde ontem que estou tentando sacar dinheiro no caixa eletrônico, mas como o meu cartão está com um arranhadinho, o leitor não estava identificando. Foi com esse "problema na leitura do seu cartão" que me fez rodar mais de um caixa e por fim, mais de um banco. Hoje aproveitei que um funcionário do novo escritório do Cid iria sair e lhe pedi uma carona até outra agência. A esperta aqui foi depois do horário de atendimento e correu de novo o risco de ficar sem grana. Tentei umas duzentas vezes e antes que eu começasse a dança da bicicletinha, vi um gerente sair para atender alguém bem próximo daonde eu estava. Esperei ele desocupar e:
- Boa tarde, eu vim de Minas (quando vi ja tinha falado), cheguei essa semana e estou tentando sacar, mas por causa desse arranhado, o leitor não está lendo.
- Ah, então a senhora não é daqui?
- Não, mas me mudei, já até aluguei uma casa, sabe ali no bairro (e falei o nome dele), pois é, aluguei lá, paguei um pouco e meu marido quando chegar vai quitar o restante. Ele vai chegar na próxima quarta e estou com a carteira zerada (abri a carteira pra ele ver)....ele é funcionário da Adepará, eu vim de carona, o carro ali ó (e apontei).... pode me ajudar?
- O problema é que a agência da senhora não é daqui, então não vai ter outro cartão prá senhora né?
- É não vai (e devo ter feito um biquinho).
- Coloca o cartão e vai chegando ele prá esquerda e prá direita.
- Cuma?

Fomos ao caixa, engatei o cartão e comecei a fazer o tal movimento quando ele:
- Mas o cartão é do outro lado senhora.
- Ah tá brigadu.


Nínive é caipira demais. Anemmmmmmmmmmmmmm.

domingo, 1 de agosto de 2010

Chá de lingerie

Ai que saudade daqui....

Meu chá de lingerie acabou agora a pouco. No fundo de casa está uma bagunça só. Minha cunhada preparou as brincadeiras e foi tudo muito hilário (teve uma brincadeira que me doeu a barriga de tanto rir). Me vestiram de empregada doméstica sexy e me pintaram o rosto. Nos braços, o nome do Cid (demarcando território- rs).

Amor, colocaram a sua foto na mesa, uma que você me deu da época da sua formatura. Você está (e é), lindo demais.

Cada resposta errada eu pagava uma prenda e eu errei quase todas. Paguei toooo-das as prendas. Fiquei feliz, nervosa, ansiosa, emocionada. Minhas amigas queridas - quase todas - estavam aqui.

Para o jantar, uma das minhas comidas prediletas: galinhada. Não, não é cozinhar a galinha e metê-la no arroz com osso e tudo. Só mineiro sabe fazer e eu já estava aguando de vontade de comer.

Vi algumas fotos e filmagens. Impublicáveis. Sexy demais para uma senhora Ferreira. (Mas, ó amor, sua avó disse que você vai gostar de me ver. Sim, a sua avó veio, aliás foi ela quem me pintou).

Ganhei muita lingerie. Tinha mais presente que convidadas, e agora vi tudo com calma. Falando nisso, comecei a ganhar lingerie desde a semana passada. É, pois é, a dona Cida do blog Eu charme, me mandou pelos correios um porta-jóias ma-ra-vi-lho-so que ela mesma faz e em cada divisória, uma lingerie. Ameiamei. Muito obrigada.

Cida, a caixa foi usada em uma das brincadeiras. Quando a peguei, contei sobre você, sobre o nosso blog e a nossa amizade. Abri o bocão a chorar (ando craque nisso). Falei da importância da amizade, do meu sofrimento quando fui para Vitória, e agora, do sofrimento por deixar as amigas que fiz lá. Falei sobre o ciclo da vida de se desfazer e renovar, e que as pessoas sempre ficam. As pessoas verdadeiras, essas sempre ficam. Tenho plena consciência de que quando eu me instalar na minha casa com meu marido, a ficha vai cair e a saudade vai espetar. Se doer, eu vou chorar. Vou sentar e chorar, porque sentir saudade é se emocionar plenamente e eu ... bem, eu sou feita de emoções.


Muah!


Nínive foi pintada com aqueles batons verdes que ficam rosa e duram 24h. Não é possível que ela vai sair para almoçar com o nariz pintado
. Ou é?

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Fui hein?

A viagem foi antecipada, já que a minha chefe me liberou uma semana antes.
Estou em casa com todas as coisas embaladas. [Quanta tralha!].

Tentei cochilar agora a tarde e a ansiedade começou a tomar conta de mim. Resolvi escrever.

Hoje, me despedi - na ida e vinda do trabalho -da cidade e do mar. Que lugar lindo eu morei esse tempo todo.

Vitória hoje está com um sol lindo e como é período de férias, vi várias pessoas na praia jogando voley, correndo, alongando ... que coisa mais boua.

Já liguei lá em casa e falei com a mamãe que na escala do vôo, eu ligo para confirmar a minha chegada. Ela disse que gostaria muito de ir me buscar, mas como eu estou indo de mudança, ou vai ela ou a mudança. No lugar dela, vai a Nina, que a uma hora dessas está tomando banho e colocando fitinha.

- O pior Nínive, é que mesmo que a Nina não for, não dá para eu ir, como que pode uma coisa dessa? A cachorra vai e a mãe fica?
- Ôooo mamãezinha, cachorra não, mãe, a Nina!
- Ah tá viu? E seu pai também mandou eu trocar a roupa de cama da Nina, para quando você chegar, ver a caminha dela arrumadinha.
- Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.

É isso! Viajo no início da noite e a minha amiga-do-core Leila, daqui a pouco estará aqui.
Nem, meu amor, sempre você!

Prometo que no final de semana, vou ler os blogs queridos.
Um beijo a todos vocês que me lêem, que deixam post, que me mandam e-mail perguntando por que eu não posto todo dia ... . Espero no final de semana me atualizar aqui.

Já com saudades ... ... ... ... ... chorando de novo.

Eu, chegando estilosa no aero ...

... enquanto o restante da bagagem é levada.

Como Papai acomodará minhas malas







Meu sonho ter essas malas combinandinhas ...
mas tinha que ser mais umas 8 dessas. Hihihi.
Nínive e Nina combina, não combina?



UPDATE


Re: [Memorial em Flor] Fui hein?‏
De:FERNANDO OSCAR LAGE 5302
Enviada: sexta-feira, 23 de julho de 2010 17:34:18
Para: Nínive Lage

Nínive,

Esta tudo pronto aqui. Estamos só lhe esperando. Levantei cedo, lavei o carro e levei a Nina para tomar banho. Chegou de pêlos esvoaçantes e de fitinha vermelha, tudo certo. Está dormindo agora, na caxinha, afinal um banho causa um stress!
A Nina falou que ela cabe de qualquer jeito na viagem, vem por cima das malas, no teto do carro. Haverá de haver um espacinho!!!
Resumindo: convites entregues, salão de festas alugado, decoração, iluminação, som, jantar, todos contratados. Vestido da noiva reservado. Os documentos do cartório, tudo ok.
Só falta mesmo os noivos! Calma, eles estão chegado, um do Pará o outro do Espírito Santo. Vai entender! Nunca vi um namoro tão puro. Novos tempos, namoro virtual. Não é do meu tempo!
A estrada para Uberlândia está duplicada e a viagem é maravilhosa! Ah! já completei o tanque do carro. O carro Polo Hach é zero km portanto muito seguro! Por falar em seguro, tem seguro total também. Não se preocupe com nada!
Nínive, é uma nova vida. Duas pessoas diferentes vão viver juntas. Cada uma tem de tentar se adaptar à outra. Para adaptar é preciso fazer concessões. Quem mais fizer concessões, este é o mais maduro! Casamento é companhia, proteção, cumplicidade, ajuda para tomar decisões sábias. Mas, não se preocupe muito, afinal todo mundo se casa! É uma coisa normal!

Seu pai

quarta-feira, 14 de julho de 2010

15 dias

Outro dia faltavam 3 meses para eu me casar.
Agora faltam 15 dias para ir à Uberaba.

Todas as coisas estão engatilhadas. Mas sabe quando ficar faltando um tiquinho daqui, um tiquinho dali? Então ...

Hoje vou começar a desfazer das coisas que não vão comigo. O tal do desapego material .... porque o emocional está totalmente despreendido. Não existe nada daquilo que não seja substituível. Aliás, o foco nem é esse. Coisas grandiosas estão me esperando, como o amor: sentimento grandioso, de generosidade, de concessões, de compartilhamento ... sentimento recíproco ... quem nunca desejou senti-lo?

Ando egoísta nesse ponto e olha que egoísmo não combina com amor, mas é que estou vivendo uma fase tão sublime que eu não gostaria de trocar de lugar com ninguém nesse momento. Um momento que é meu: íntimo, ínfimo. Meu. Meu. Meu.

Ontem fui jantar na casa de uma pessoa especial. Muito especial. Ela preparou uma macarronada divina, mas não conseguiu esconder sua emoção de me ver ali e que o ali, só vão durar mais 15 dias. Toda vez que eu insistia em contar alguma coisa que não lhe arrancasse gargalhadas, ela trocava seu sorriso, por lágrimas nos olhos. Naturalmente eles ficavam vermelhos cada vez que eu, sem dizer nada, apenas a olhava fixamente.

Sabe aqueles amigos que se comunicam com os olhos? Leila e eu somos assim. Não éramos. Nos tornamos. Nas suas palavras "uma amizade que não tinha para dar certo", mas que "há amigos mais chegados que irmão". Nesse dia, Leila me escreveu um e-mail lindo e ela que não tem costume de me escrever, me surpreendeu com suas palavras delicadas e o seu "NEM, TE AMO" de sempre.

(Eu quem cai no choro agora. Pausa para me recompor).

Na casa dela ontem, levei uns mimos e uma cartinha para o filho dela, o Pedro Henrique (2 anos). Seu marido Warley, leu em volz alta e ele com o DVD do 'Pica-pau e seus amigos' na mão, prestando atenção. Coisa linda de se ver. Na carta, falei um pouco da tia Nínive, da saudade que vou sentir dele e que muito provavelmente ele não se lembrará de mim quando voltar a me ver, mas que eu deixaria uns presentes como forma de se lembrar da tia.

Fui dormir com um aperto no peito muito grande. Uma sensação de despedida, de última vez na casa deles e de que não vai dar para irmos à praia juntos, como sempre fizemos.

Hoje, respondendo a um e-mail da Leila, percebi a grandiosidade dessa dor que ela já está sentindo. Nesse momento, só posso desejar que eu a tenha bem perto de mim, mesmo que esse perto seja tão longe. E como será longe.
(Custando a terminar esse post).

A carta era para o Pedro Henrique, mas mãe ja sabe né. Tudo a afeta.
Adivinha o que ela fez?
[...] peguei a cartinha, e fui ler no banheiro e chorei mais!!!"



Com vocês: Nem e Nem.

No aniversário do Lucas.


Na meu churrasco de comemoração do TCC


No jantar da minha formatura

Na minha colação de grau


Eu que te amo, Nem!

domingo, 2 de maio de 2010

Estou VI---------VA!

calada


Meu povo e minha pova.
Sem internet em casa e sem tempo de parar até ho horário do almoço para escrever alguma coisinha..fiquei morrendo de saudades de escrever e ler os blog queridos.
E estórias eu tenho. Mas, cada u-ma!

Desde a minha volta do Rio muitas coisas me aconteceram.. mas tem uma. Ai tem uma, que eu só vou poder contar daqui mais algumas semanas.
Mas já estou adiantando qualquer coisa, porque meus dedos nervosos estão traduzindo minha língua que não anda cabendo dentro da boca.

Mas vou ouvir a minha mãe que me falou assim essa semana: " não vai isso colocar no seu blog não".

Tá mãe... vou não tá?


Recadinhos:

Elisa: vou te dar meu endereço certinho, para você gritar na 'casa de pombo' correta. Rsrsrsrsrs.

Cida: como é esse negócio de selinho? Como que pega? [santa ignorância, liga não tá?]



Muah!

sábado, 27 de março de 2010

Resposta à Cida:

cida souza disse...
OLA NINIVE linda!hoje li o post rindo e chorando,sua mãe é muito linda,assim como você,Ninive você esta certa quando diz que os filhos não estão preparados para perder os pais,sinto muita saudades da minha mãe,ela faleceu a alguns meses aos 58 anos,sempre morei com ela, sempre fomos muito grudadas,nunca vou superar esta perda,a perdi para o câncer,é muita dor.Desejo a sua mãe linda muita saúde,que Deus a abençoe sempre bjsss
24/03/2010 22:34:00


RESPOSTA:
Que tal se ao invés de tentar lutar contra essa dor, você procure acomodá-la dentro de você? Talvez assim, ela doa menos sem te sufocar, sem te fazer tão sozinha e infeliz. Tente mudar o tom dessa dor. Tente deixar uma saudade gostosa; daquelas que a gente chora-e-ri? Pois é, essa mesma.
Chore de saudade, mas não somente da perda, da ausência e da falta. Chore por isso sim. Mas chore também pelo sorriso, pelas conversas, pelas broncas, pelas lembranças, pelos dias de uma emburrada com a outra.
Ou melhor.
Se possível, não chore. Sorria.
Sorria para você. Por você. Por ela. Faça algo de que ela gostava. Por ela. Por você. Mas faça principalmente por você.
Sabe por que? A vida da sua mãe - infelizmente - foi abreviada. Mas a sua não e você precisa viver a sua vida com tudo de bom que tiver direito: com mais leveza, com mais sorrisos, com mais humor.
Você escreveu: "a perdi para o câncer". Achei cruel a sua manifestação, mas ponderei que é assim que você ainda se sente: injustiçada, se perguntando por que essa doença? Por que na minha família? POR QUE A MINHA MÃE?
Procure não pensar assim. Não remoa essa dor. A ferida, querida Cida, precisa cicatrizar. PRECISA.
Vivemos em um mundo iníquo, desleal e desonesto, onde "o imprevisto sobrevêm a tudo e a todos" e, por mais que a gente saiba que a tristeza e a dor são sensações peculiares à humanidade imperfeita, jamais conseguiremos lidar com elas sem sermos afetadas.
Que dirá à morte?!.
Isso acontece, porque Deus criou em nosso coração o desejo da eternidade. É bíblico. Quem em sã consicência diz: quando eu tiver 80 anos, eu quero morrer. Pergunta para um de oitenta aí, se ele quer marcar o dia da morte dele?
Muito improvável que você tenha essa resposta. Muito mesmo.
Por isso, querida Cida, deixo aqui o meu abraço, minhas palavras de compaixão e minha amizade.
Fique bem. Tente!
Eu vou estar aqui.
Todos os dias.
Escrevendo e esperando você me ler. Me ler e me escrever.
Eu conto os meus causos e alguém precisa rir. Conto com você.

Muah!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Pegar no tranco



Olá!

Até eu pegar no tranco e começar a elaborar assuntos, devo ficar uns dias escrevendo, outros não.. por favor não desistam de mim. Eu valho! rss.

Mas, já que estou aqui, gostaria de dizer que estou passando uns dias penosos. Acostumei instantaneamente com meus pais em casa que vieram só para a minha formatura. Passar pelo quarto deles e vê-lo vazio não está sendo nada fácil. Passei 10 dias no convívio familiar e vi que, longe deles tenho perdido a chance de ver meus pais mais velhos, mais leves, mais engraçados e muito bem humorados. Eu ri tanto com eles aqui, que acho que estou chorando até hoje, só de imaginar que passarei mais tantos meses sem ouvir as tiradas muito bem humoradas da minha irmã e as imitações hilárias do meu pai em público - ele imitou o Michal Jackson na praia, o Roberto Carlos aqui em casa, uma bicha no shopping e um tipo aleijado no terminal de Jacaraípe).
A mamãe? Bem, ela está cada dia mais linda, preocupada com seu ofício de artesã e de cuidadora do lar, e [cuidadora] claro do seu invejável corpo que parou no tempo. A mulher teve quatro gravidezes e estamos com pesos praticamente equiparados.
Ai! Preciso me cuidar....

Mas foi tudo uma delícia e é por isso que estou curtindo esses dias de luto..:(
Foi bom, foi muito bom. Quero de novo!


Beiju.