Razão ...

RAZÃO ...


O conhecimento que recebemos, na maioria das vezes, não tem muita relação com a nossa história, no máximo tem relação com a nossa formação profissional.

Aprendemos a acumular conhecimentos, aplicar fórmulas, analisar teorias, repetir regras ...
Todos esses eventos têm relação direta com a nossa história pessoal, nossos sonhos, expectativas, projetos, relações sociais, frustrações, prazeres, inseguranças, dores emocionais e até crises existenciais.
Adquirir essas experiências e vivê-las a tal ponto de segurar as lágrimas para que não derramem, estar preso a pensamentos nunca revelados, ter temores não expressos, palavras não ditas, inseguranças comunicadas e reações psicológicas não decifradas, são àquelas em que aprendemos na escola da existência. É nessa escola que deixamos raízes, saudades e memórias infindáveis.
É vivendo com cada experiência, que aprendemos a lidar com ela.
Por todos esses motivos, a razão desse espaço é dividir aprendizagem, oportunizar leituras, e claro, me exercitar na escrita e na comunicação.

Seja muito bem vindo!


quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Um beijo para o ano de 2010!

Lembro-me de ficar lamuriando o ano que se passou e desejar que o novo chegue logo para ser melhor. Esse ano foi o meu melhor. Tomei decisões e arquei com as consequências [assim como deve ser] e elas têm sido ótimas.

Esse, foi o ano da minha formatura, dos meus 30 anos, da minha mudança de casa, de cidade, de estado e de estado civil, do meu casamento e da minha nova vida a dois. Muita coisa boa sendo assimilada [na marra], às vezes me deixa apreensiva, às vezes em puro êxtase. Não somente eu, tenho sentido o baque da mudança; Cid também, mas acredito que as mulheres sabem lidar melhor com essas questões.

Quando chego em casa e vejo meu armário sendo ocupado por dois, pratos na mesa para dois, duas toalhas penduradas, arquivos no computador separados pelo nome do casal, tudo isso têm me deixado em uma grande zona de conforto e estou amando estar nessa situação. Tenho deixado Cid tomar as rédeas das coisas [ele adora] e não me sinto tão sobrecarregada ao ter que assumir uma decisão, sem ter tido alguém para ponderar.

Não ... não é só o fato de estar casada. É o simples episódio de ter sido com ELE. Não poderia ter havido escolha melhor. TENHO CERTEZA DISSO.

Além dessas questões românticas, há também o fato de estarmos a poucos dias de um novo ano e esse tema em especial me acomete a sentimentos de nostalgia. Sempre, sempre, nessa época reflito sobre o passado e projeto o futuro. Tudo será novo, de novo, mas o que foi merece momentos de instropecção, porque fomos, passamos, fizemos, merecemos, estudamos, lemos, acordamos, dormimos, passeamos, choramos, rimos ... e por fim chegamos aqui!

Por tudo isso, gostaria de desejar BOAS FESTAS e um 2011 FLORIDO a todos vocês!


Nínive deixa uma mensagem de SENTIMENTOS para seu desfrute.

Vale dos Sentimentos

Era uma vez chamado Vale dos Sentimentos. Lá moravam todos os sentimentos do mundo, cada qual com seu nome: alegria, riqueza, sabedoria, determinação. Apesar de serem tão diferentes, se davam muito bem. Até os sentimentos como orgulho, tristeza e vaidade não tinham problemas entre si. Mas era lá no fundo do vale, na última das casinhas que morava o mais bonito de todos os sentimentos. O AMOR. Ele era tão bom que quando os outros sentimentos chegavam perto dele ficavam mudados porque eles sabiam que dentre eles, o amor era o melhor. Porém no mesmo vale, num lugar mais afastado havia um castelo. E lá também morava um sentimento, só que não tinha nadinha de bom... Era a raiva. E a raiva, de tão ruim que era, não gostava dos moradores do vale. Por isso, quando acordava de mau humor fazia de tudo para estragar a beleza do lugar. Certo dia, teve uma boa idéia. Foi até o calabouço e preparou a poção mais esquisita e estraga-prazeres de que se teve notícias. A fumaça da poção tomou conta do lugar, do vale e se transformou numa tempestade como nunca se tinha visto antes. Quando o vale se encheu de raios, chuvas e ventos, todos correram para se proteger. O egoísmo foi o primeiro a se esconder, deixando todos para traz. A alegria deu risada de alívio por ter se salvado rapidinho. A riqueza recolheu tudo que era seu, antes de se abrigar. A tristeza, a sabedoria, a vaidade, todos conseguiram chegar as suas casas a tempo. Todos, menos o amor.

Ele estava tão preocupado em ajudar aos outros que acabou ficando pra trás. Então uma coisa aconteceu. Um raio bem forte caiu sobre o vale atingindo o amor. A raiva deu sua tarefa por cumprida e foi dormir. Quando a tempestade passou, os sentimentos puderam abrir as janelas aliviados. Mas ao saírem eles sentiram uma coisa diferente no ar, o que nunca tinham sentido antes. Foi então que eles viram...
- O que aconteceu com o amor?
- Ele não se mexe ...
- Tá tão parado que parece que ... morreu.

Nisso a tristeza começou a chorar. O orgulho não aceitava. Disse que era mentira. A riqueza disse que era um desperdício. E a alegria pela primeira vez, não sorriu.

Foi ai que uma coisa estranha começou a acontecer. Os sentimentos começaram a ter desavenças, porque sem o amor para uni-los, as diferenças apareceram. A situação já estava bem ruim quando eles repararam que estavam sendo observados. Alguém que eles nunca tinham visto ali antes. Então, o estranho se ajoelhou na frente do amor, tocou-o calmamente e ele abriu os olhos.
- Ele não morreu. O amor não morreu. Gritaram todos. Foi ai que puderam ver o rosto do estranho que se chamava Tempo. E todos comemoraram porque o amor estava vivo e sempre vai estar, porque não há nada que acabe com o amor tendo o Tempo ao seu lado para ajudá-lo.

E sabe o que aconteceu com o Amor e o Tempo? Eles se uniram e tiveram três filhos: experiência, perdão e compreensão, que moram até hoje no vale dos sentimentos, lá no fundindo do coração.

"Quando procuramos o bem nas outras pessoas, descobrimos o que há de melhor em nós mesmos".


Autor desconhecido [mas foi a mamãe quem me mandou por e-mail].


domingo, 19 de dezembro de 2010

Meu herói

Sabe quando a gente conta uma situação desastrosa que está acontecendo na nossa vida e a pessoa ou nos escuta impacientemente, isto é, fica interrompendo sem cessar ou espera a gente terminar para dizer:


- Calma, no final tudo dá certo, se não deu, é porque o fim não chegou.

Eu nunca gostei dessa frase, acho-a clichê do tipo: a pessoa não tem nada para dizer e perdeu uma boa chance de ficar calada. Além disso acho também que a pessoa está desmerecendo o momento que é de tristeza, stress ou luto. Por que o que interessa é só a parte final? Por que não é dado o devido crédito do momento de transição aflitivo e angustiante? Por que a gente tem que ter calma se o momento pede outro estado de espírito? A calma é para o fim, quando tudo 'enfim', estará bem não é mesmo?

Hoje meu momento é de plena calmaria, bem a cara do fim, mas as semanas que antecederam esse bonito fim, foram de extrema tensão e eles precisam do registro, pois foi a única forma que encontrei de externar e por fim à dor, à tristeza, á fome, o medo, o cansaço, o stress, a aflição e a angústia que o Cid passou.

Ele viajou numa sexta para chegar domingo e na verdade Cid só conseguiu chegar no final da outra semana. Tudo o que podia dar errado deu, até que - passado a provação possível e inimaginável - ele começou a viagem de volta. A mudança chegou primeiro, já que o caminhão já locado com todas as nossas mudanças dentro, não coube a Ducato, no prego. Tentaram de todo jeito e tiveram que descer o carro e ele teve que ir atrás de outro caminhão. Recebi junto com a mudança, notícias do Cid e fiquei sabendo com riqueza de detalhes tudo o que aconteceu.

Primeiro tentaram voltar com a Ducato de cambão e estrada de terra com caminhão na frente é igual a colocar uma bala no revólver e ficar brincando de vida ou morte com alguém. O caminhão fazia poeira e Cid não enxergava para que lado a estrada corria então ele só via a ora da curva quando já estava em cima dela. Hora o caminhão estava devagar, hora rápido e nessa problemática cada vez que Cid tinha dificuldade ele buzinava e dava sinal com farol: quem disse que o motorista via? Cid viajou 200 km puxado correndo o risco de morrer a cada curva. Deus olhou por ele e para o motorista que resolveu parar e perguntar se estava tudo bem e se Cid queria continuar. Cid estava desesperado, queria ter parado nos primeiros 20 km e agradeceu o cara e ele seguiu viagem até aqui.

Minha mudança chegou em perfeito estado e fiquei feliz por saber que só mais um pouco Cid estaria aqui.

O processo de arrumar outro caminhão para trazer o utilitário foi resolvido graças a um amigo que virou um daqueles melhores amigos do Cid. Ele fez de tudo, absolutamente tudo para ajeitar a volta do Cid e graças a ele, meu marido conseguiu um outro caminhão e a sua volta - enfim - começara.

O motorista também estava fazendo um frete para um rapaz com dois irmãos, então vieram na frente o motorista, um rapaz e dois meninos, atrás veio a Ducato, a mudança deles e dois cachorros amarrados com corda pelo pescoço. Cid veio espremido, mas os cachorros vieram sambando, coitados.

Na quinta, por volta das 15h, Cid me liga e avisa que estava na entrada da cidade. Meu coração encheu de alegria e quis chorar, mas segurei. Quando o avistei, precisei segurar a emoção: Cid estava imundo, descabelado, barbudo, abatido e depois fiquei sabendo que ele estava sem comer, sem dormir e que tinha passado uma noite deitado no chão em cima de uma blusa e uma bermuda, as menos sujas que ele tinha. Quando Cid viajou eu arrumei roupa para 4 dias, mas na verdade ele ficou 10, em virtude disso ele ficou usando roupa suja durante uma semana e roupa suja no Pará não é igual a roupa suja no Espírito Santo, Minas ou São Paulo. Aqui a roupa fica bege quando está suja e marrom café quando está imunda. Cid estava parecendo uma borra de café de longe. Por ficar usando roupa suja, Cid que é branco-transparente ficou com a pele encardida e encheu toooooooooooooo-do de espinha, daquelas vermelhonas que inflamam. Estava de dar dó.

Desci do carro e abracei o Cid. Beijei-o na boca e disse que estava feliz por ter chegado. Sua viagem ainda não tinha terminado. O caminhoneiro deixou a água do radiador acabar e o caminhão deu pau há 10km da cidade, ou seja, Cid teve que pedir carona e chegar até aqui para pedir ajuda.

Em casa, Cid foi tomar banho e pediu roupas limpas. Eram umas 17h quando ele me disse que estava sem almoço, sem banho, sem dormir. As 20h ele quis comer de novo. A janta né. Deitou para ver tv e apagou.

Hoje estamos muito bem instalados na casa nova. Semana passada consegui colocar tudo no lugar e já fizemos um almoço de inauguração/comemoração. Só para ele e eu. Brindamos nossa primeira refeição em nosso lar.


Carneiro assado na brasa


No fim SIM deu tudo certo, graças a Deus. Mas graças também a meu marido que é um herói. O MEU herói.

Nínive acredita SEMPRE que as coisas vão dar certo. Não somente no final.
Fotos tiradas do meu celular. Como sempre.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Vai dar tudo certo!

  • Cid passou a semana fora fazendo vacinação assistida nas fazendas. Por conta disso, teve que cumprir horários duros como levantar as 4h30 da manhã, todo dia. Chegou ontem e foi só o tempo de arrumar a mala para hoje viajar de novo. Dessa vez para ir buscar a nossa mudança, há 1.000 km daqui.
  • Como o 'abençoado' desfez o combinado (rosnando), Cid foi ver preço de frete particular. A minha sogra e seu marido fizeram cinco orçamentos e acharam cotação entre R$ 3.500 e R$ 4.000,00 (rosnando e em posição de ataque), Cid não teve outra solução a não ser ir buscar ele mesmo nossas coisas (caim caim caim caim). Coitado do meu marido, fazer essa viagem de novo, nessa rodovia Transamazônica vergonhosa e ainda bate-volta: chega, carrega, toma banho, come alguma coisa e volta, para ver se consegue chegar aqui no domingo fim de dia ou segunda pela manhã. Ele conseguiu uma Ducato que não está lá essas coisas, mas no momento é o único utilitário que cabe nossos badulaques.
  • Não tem sido fácil ver o Cid ir e vir. Quando é trabalho eu sei que são viagens curtas e dá para nos falarmos, mas ter que voltar para as bandas de lá e com dia para voltar .... ai... que vontade de chorar. Vontande não: abri a bocona hoje quando ele me deu um abraço e disse que estava indo buscar as nossas coisas e fez um gesto com o indicador para ele e para mim. Nossas coisas!
  • Cheguei a perguntar essa semana se ele queria que eu fosse de companhia, mas ele achou melhor eu ficar com a Gatinha e sua tropa. Gastamos menos. Ela (a Gatinha) também deu um jeito de perguntar se Cid queria que ela fosse também. Como ela não sabe falar, agiu. Pegou gatinho por gatinho e o levou para dentro de casa, perto daonde estavam as coisas dele de viagem. Deitou e ficou.
  • E eu achando que só eu sentiria falta dele, posso com isso?

Boa viagem, amor meu!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Passiflora


"Essa sua vida dá um livro" disse Luciana Melo uma grande amiga minha agora há pouco.

Paro para pensar e concluo que eu deveria procurar um editor(a), porque dá mesmo.


Outro dia recebi um comentário no meu post Rapidinhas de uma colega de blog se mostrando chateada com minhas curtas "preconceituosas" sobre o estado do Pará. Demorei dias para respondê-la pois precisava refletir sobre o que eu quis dizer quando fiz esse post e o que ela sentiu quando o leu. Respondi no blog dela e no meu para que quem posteriormente lesse, visse que eu me preocupei em responder-lhe. Sempre repenso quando alguém me diz algo que contraria meu conceito inicial (vai que ela [a pessoa] tá certa?) e por isso vira e mexe me lembro do seu comentário. Hoje, mais uma vez me peguei pensando nela quando resolvi postar novamente minhas indignações com esse estado tão esquecido pelo país.


Vocês acreditam que:


1) as pessoas tiram o asfalto das ruas e colocam terra?

2) uma mulher certa vez foi até a nossa anterior casa com meu marido achando que ele estava lhe oferecendo serviços sexuais por R$ 50,00? Quando ela descobriu que era faxina ela não quis.

3) o antigo funcionário da outra unidade que roubou dinheiro do escritório e do Cid foi readmitido assim que meu marido foi transferido?

4) alguns nativos preferem comer farinha com água a ganhar uma grana para capinar nosso quintal?

5) quem é Belenense diz: "não existe outra capital melhor que a nossa", dai você pergunta: "qual outra você conhece?", ele responde "nenhuma".

6) que o cara 'de confiança' que iria trazer a nossa mudança, esperou o Cid chegar aqui para falar que o preço combinado não compensa e passou para outro cara. O cara que pegou aumentou o preço e não tivemos outra opção senão aceitar. Ai ele ligou no dia que ele iria sair de lá e disse que arrumou outro frete a preço melhor e por isso não vai mais trazer as nossas coisas.


Posso com um descaso desse? Com tanta falta de respeito?


Aí você me dirá, calma Nínive!


Estou tendo minha gente. Tem quase duas semanas que estou de favor na casa da chefe do Cid. No quarto dela. Não aguento mais de vergonha. Para acabar de escangalhar, com a chegada do Cid a Gatinha também veio. Mais prenha do que nunca. O cunhado da minha chefe e sua filha são alérgicos e estão tolerando com muito bom humor a minha felina que pariu de domingo para segunda três gatinhos. Cid e eu acompanhamos o parto e os acomodamos em um quartinho. Agora além de mim, estão sendo anfitriões dos meus gatos. Onde enfio a minha cara e o meu desconfiômetro?


Se você não sabe, eu sei: PASSIFLORA e cama.
Nínive quer dormir e acordar na nova casa com o marido, a Gatinha e seus filhinhos.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Cenas de destruição

No último dia 12, foram vistos cenas de destruição na minha cidade natal Uberaba/Mg. Rajadas de vento, granizo e inundações provacaram estragos aterrorizantes na cidade assustando vários moradores. "Das 15h30 às 16h30 galhos, árvores e telhados foram derrubados pela força do vento e da água. De acordo com a defesa civil de Uberaba, o volume de água de chuva foi de 28 milímetros".

As principais ruas foram submergidas, pois as bocas-de-lobo não aturaram o volume de água. "O corpo de bombeiros teve muito trabalho para resgatar pessoas que ficaram ilhadas pela correnteza e no corte de águas que vieram ao chão, chegando a bloquear as ruas".

Muito caos foi registrado em toda a cidade e na casa dos meus pais não foi diferente. As pedras de granizo batiam contra a parede e corriam à porta da cozinha, ocasionando um grande alagamento. As pancadas foram tão fortes que por vezes mamãe achou que as pedras atingiriam a porta de vidro da cozinha e da sala, podendo provocar estilhaços.

Após o almoço, foi registrado temperatura de 30º e no momento da chuva, os termômetros registraram uma queda brusca para 20º. Em meio ao tumulto, mamãe ainda se lembrou de ligar para o meu irmão pedindo para ele ter cuidado com a moto. Ele disse que estava de carro e que ela não precisava se preocupar. Entretanto, ele estava naquele momento com o carro da empresa e se esqueceu que ele tinha - de fato - ido trabalhar de moto. Ao voltar à agência, viu que a moto não estava mais lá. Alguém viu quando uma onda de água pegou-a em cheio derrubando e arrastando-a para uma enorme buraco. Assim que a chuva parou, essa pessoa que posteriomente Rafael o identificou como seu colega, contou-lhe como tudo aconteceu.
- Nínive, dá dó ver a moto, está toda amassada e arranhada - disse a mamãe.
- E o Rafael?
- Tá arrasado coitado. Ele tirou a moto há dois meses e o seguro não cobre casos fortuitos.

Um pouco do caos:
























Nínive tá bege.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Causo VI

Cid e eu viajamos 1.000 km, mas foi como se tivéssemos viajado 3.000.
A estrada está péssima péssima e segundo Cid, se ele fosse camioneiro iria fazer um movimento de fecha e pedir a presença da nova 'presidenta' eleita para ver o descaso com a Rodovia Transamazônica. Mas ela não poderia ir de helicóptero: teria que ir como fomos, de carro. Teve trecho que fizemos a 40km/h tamanha erosão e tiveram outros que a camionete pulava tanto que eu parecia a Joelma do Calypso in locco:
- Amor, a camionete tá balançando eu sei, mas prá quê tu tá mexendo essa cabeleira desse jeito?

Domingo chegamos à nossa nova e bonitinha cidade. Aqui é uma graça e procurando casa conheci vários bairros e já me sintonizando aos poucos. Antes de ontem, fechei com a dona a locação de uma. Ela é tãoooo bonitinha.

Cid chega quarta com a Gatinha que está moja. Vai parir ao qualquer momento. Pois é, pois é, meu amado marido precisou voltar para acabar de acertar a vinda do restante da mudança e deixar seus relatórios em ordem. Fez a viagem de volta sozinho :( ... e eu tô morrendo de saudade dele... sniff... sniff.

Como eu não sei ficar sem dar bafão, lá vai mais uma: desde ontem que estou tentando sacar dinheiro no caixa eletrônico, mas como o meu cartão está com um arranhadinho, o leitor não estava identificando. Foi com esse "problema na leitura do seu cartão" que me fez rodar mais de um caixa e por fim, mais de um banco. Hoje aproveitei que um funcionário do novo escritório do Cid iria sair e lhe pedi uma carona até outra agência. A esperta aqui foi depois do horário de atendimento e correu de novo o risco de ficar sem grana. Tentei umas duzentas vezes e antes que eu começasse a dança da bicicletinha, vi um gerente sair para atender alguém bem próximo daonde eu estava. Esperei ele desocupar e:
- Boa tarde, eu vim de Minas (quando vi ja tinha falado), cheguei essa semana e estou tentando sacar, mas por causa desse arranhado, o leitor não está lendo.
- Ah, então a senhora não é daqui?
- Não, mas me mudei, já até aluguei uma casa, sabe ali no bairro (e falei o nome dele), pois é, aluguei lá, paguei um pouco e meu marido quando chegar vai quitar o restante. Ele vai chegar na próxima quarta e estou com a carteira zerada (abri a carteira pra ele ver)....ele é funcionário da Adepará, eu vim de carona, o carro ali ó (e apontei).... pode me ajudar?
- O problema é que a agência da senhora não é daqui, então não vai ter outro cartão prá senhora né?
- É não vai (e devo ter feito um biquinho).
- Coloca o cartão e vai chegando ele prá esquerda e prá direita.
- Cuma?

Fomos ao caixa, engatei o cartão e comecei a fazer o tal movimento quando ele:
- Mas o cartão é do outro lado senhora.
- Ah tá brigadu.


Nínive é caipira demais. Anemmmmmmmmmmmmmm.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Daqui prali

Hoje moro em um município com pouco mais de 15 mil habitantes no sudoeste do Pará. Estamos, Cid e eu, há 895.2468 km da capital com pouquissíma infra-estrutura, lazer zero, asfalto isso não nos pertence e falta de energia constante. Internet é luxo. Dentre outras coisas. Shopping, bares, restaurantes, clube.. ai ai, clube (tem uma cachoeira serve?). Clube não, isso é muito para esses lados de cá.

Dai que um dia surgiu um conversê que Cid poderia ser transferido. Nos animamos em uma semana e fomos desenganados na outra. Dez dias depois, uma nova conversa. Paramos de comprar as coisas para casa e a ver uma máquina fotográfica dos meus sonhos e quando estávamos in love, fuénnn. Na terceira vez pediram ao Cid um memorando e uma carta. Fizemos mandamos e
- Estamos no mês político e três meses antes e três depois não se faz admissão, trasnsferência, demissão.
Eu bocuda:
- Mas pelo amor de Deus amor, se não pode pra quê ficam dando esperança, na última até fizemos dois documentos. Prá quê? Para chegar lá e eles embargarem? Que sacanagem.
- Te acalma, aqui é tudo assim. Vai se acostumando.

Aí, há umas duas semanas, eu lá arrumando a cabeleira e chega Cid com a notícia:
- Saiu a transferência?
- Saiu?

- Saiu

- E agora?

- Agora é ir...

- Mas assim?

- Assim!


Viemos embora e ficamos esperando até ontem sair o tal do edital, oficialidade que autoriza efetivamente a sua remoção. Essa publicação está prevista entre o dia 10 e 15 desse mês. Até lá teremos tempo de arrumar as coisas com calma, até que.....

Hoje a tarde:
- Amor, vamos na sexta-feira tá?
- Da semana que vem?

- Não depois de amanhã?

- Hein?

- Sim, tu iria na frente para arrumar casa e agora eu vou te levar. Depois eu volto.

- ;)

Emoção é comigo mesmo. A viagem é doída, 700km de estrada de chão. Haja peitos. Já fiz mercado, vou arrumar uma caixa de isopor para levar umas coisinhas para comer e arrumar tooooda a minha mudança. As coisas maiores vão depois, fora isso vai tudo na camionete.

Até o final da semana voltarei à civilização. A nova cidade tem quase 100 mil habitantes. Fica no sudeste do Pará. Possui a maior usina hidrelétrica totalmente brasileira e é a quarta maior do mundo. Além disso, tem feira, restaurantes, bares, shopping, reserva, parque...... ahhhh maridinho, meu cartão de crédito com taxa mínina não lhe pertence mais.....

É isso, vou sumir porque até que eu ajeite as coisas deve levar uns 20 ou 30 dias. No mais eu passo aqui para dar um alô, se der.

Não se esqueçam de votar na Manu, a minha sobrinha que está concorrendo à Promoção Bebê Jhonson's. Vide post anterior.

Um beeeeijo: muah!


Nínive anda tão feliz, mas tão feliz que esqueceu de contar que achou que ia ser mãe outro dia, mas vai mesmo é ser avó: a Gatinha tá prenha.
Nínive também colocou um campo para quem quiser receber os newsletter do blog direto no e-mail.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Emanuelle Dutra Ferrari

Desde que voltei a namorar o Cid, fiquei sabendo que seu irmão tinha se casado e já era pai de uma linda menina. Nas fotos do seu msn, só dava ela e não me contive quando a vi: pedi para mandar algumas fotos por e-mail. Ao receber fiquei impressionada com a sua beleza, traços, cabelos, olhos .. santo Deus que olhos. Então, toda vez que subia a fotinha da Manu, era o Cid online no msn. Eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee.

Certa vez mandei as fotos para a Nanda que teve a brilhante idéia de pregar uma peça no papai. Nanda abriu as fotos e disse para ele:
- Pai, Cid tem uma filhinha. A antiga namorada do Cid largou dele e deixou a filha deles pro Cid criar.
- Coitadinha... ele cuida dela sozinho?
- Aham.
- Deixa o vovô ver a carinha dela.
Chegando mais perto do computador.
- Mas que linda, olha o seu vovôzinho aqui ó.
E mandou beijo pelo computador.
- Fala para o Cid trazer a netinha no dia do seu casamento que o vovô quer conhecer, tá?
- Tá.
- E a Nínive vai criar ela agora?
- Vai.

Assim, criar eu não vou porque ela tem pai e mãe, mas paparicar eu posso.
Mimar e dar uma de tia e pedir para votarem nesse trem gotoso no site da Bebê Jonhson's.
O link direto é esse daqui e quem ajudar a divulgar no blog/twitter/my space/orkut/facebook vai ganhar a receita para fazer uma igual a essa aqui ó:





Papai gostou tanto da 'netinha' que ficava toda hora perguntando para a mamãe se ela estava preparada para ser avó.
Porque ele estava.
O negócio foi ficando tão sério (ele não parava de falar nela) que Nanda e mamãe resolveram acabar com a brincadeira. Resultado: o vovô ficou de mal delas uma semana.

INSTRUÇÕES PARA VOTAR

PASSO 1: Ao clicar em 'votar', o site da promoção Bebê Jhonson's direcionará para uma página de cadastro. Para o primeiro acesso, deve-se clicar em um campo que lhe pedirá alguns dados pessoais (link do cadastro). Esse campo é também para cadastro de novos bebês, portanto, não se preocupe, você está no link certo.

PASSO 2:
Ao terminar o cadastro, você receberá um e-mail com a seguinte informação:


Olá NMLFerreira,

Esta é a confirmação do seu cadastro na Promoção Bebê JOHNSON’S® - Os Bebês do Calendário.

Agora é só cadastrar uma dupla de produtos, fazer o registro da foto de seu bebê e convidar seus amigos para o processo de votação.

Boa sorte!

Atenciosamente,
Equipe JOHNSON'S® baby.


Como eu disse, o campo também é para cadastro de bebês, está tudo certo. Volte na foto da Manu e clique em votar.

PASSO 3:
Ao votar, o site enviará um outro e-mail com um link para confirmar o voto que deve ser copiado e colado na barra de ferramentas. Assim:

Olá.

Obrigado por participar da Promoção Bebê JOHNSON'S® - Os Bebês do Calendário.

Para confirmar seu voto no bebê, clique no link abaixo:

http://www.bebejohnson.com.br/_new/confirm.php?mediaId=11495170&userId=27859414&key=2cb628abb68e5d21bd53c1da98c01025

Atenciosamente,
Equipe JOHNSON'S® baby.


Tudo certo, seu voto foi computado.

É pois é chatinho né? Burocrático... nham, nham.... mas regras são regras e eu peço só um pouquinho de paciência que em menos de 5 minutos seu voto estará válido. Eu agaranthiu
.

Muah!

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

O dia do meu casamento - PARTE III

Uma das emoções do nosso casamento foi fazer a lista de padrinhos e no dia, vê-los testemunhando nossa união. Alguns que não puderam ir - tão importantes quanto os que foram - de alguma forma nos comunicou a ausência tão sentida até hoje por nós.

Os padrinhos do Cid foram seus amigos de faculdade Luiz Fernando, João Paulo e Daniela que acompanharam nosso namoro em todas as festas e encontros de turma, seus amigos de todos os finais de semana Cristiano e Lucas (que foi inclusive seu procurador para nos casarmos) e sua tia querida e amada Deise que estava lindíssima em um tomara que caia azul turquesa.

Os meus foram minha querida amiga Eliana que me conhece desde os meus quatro anos de idade, minha querida Ana Paula (indispensável), meu amigo Zequinha, meu dentista e confidente Léo, minha irmã Nanda e seu indefectível namorado, Henrique e Maria Alice (uma gracinha de pessoa) e minha querida Elaine que se lembra de todos os meus aniversários desde o primeiro ano que nos conhecemos.

Na ordem que entraram:

Alex e Nanda


Luiz Fernando e Eliana


Henrique e Maria Alice

Lucas e tia Deise

Cristiano e Elaine


João Paulo e Daniela


Zequinha e Ana Paula


Léo e Séfora

Então basicamente Cid arrumou os meninos e eu as meninas e a minha idéia inicial era que os meninos fossem de chapéu preto mais terno bem estilo Robert Duvall em Apocalypse Now, mas foi abortada pelos mesmos que nem deram bola para a minha eureca estapafúrdia. (Ahhhh meninos!)

Todos os seus padrinhos eram de fora e tivemos a satisfação de saber que vinham de Sacramento/MG, Carneirinho/MG, Aparecida do Taboado/MT, Palmas/TO, Brasília/DF, além dos nossos convidados que vieram de cidades vizinhas e outras nem tanto, como Belo Horizonte/MG, Marabá/PA, Pacajá/PA especialmente para nosso enlace.

Entretanto, além dos padrinhos, outras ausências foram sentidas. Pessoas que amo muito e que não puderam comparecer, deixaram em palavras ou em presentes seu carinho por mim e pelo meu marido. Com medo de esquecer de um, prefiro não citá-las.

Contudo, porém, uma pessoa uma bem especial, que nas suas palavras se recusou a me dar presente em forma de dinheiro (como foi de praxe em nosso casamento já que não tínhamos a menor condição de trazer microondas, panela de pressão, jogo de jantar, rolo de macarrão, escorredor de pratos, máquina de lavar e outros, no avião) me abordou a certa altura do casamento e me presenteou com um par de aparadores lindos lindos, presente dela e da sua mãe, a tia Célia (minha tia do coração). Eu que já vinha chorando desde o discurso e depois vendo os noivinhos no bolo (surpresa da mamãe), me desmanchei com as suas delicadezas em forma de presente. Quando nova, eu morava mais na casa deles que na minha. Era certo que quase todo final de semana eu dormiria lá e arrumava minha mala para três dias com doze calcinhas – Vai passar o final de semana tomando banho Ninivinha? – dizia a tia Célia. Foi na sorveteria deles, a Chandelly, que tomei 19 bolas aos 10 anos de idade e passei mal a noite toda com congelamento interno e foi fuçando nas maquiagens da Eliana que eu aprendi a me maquiar e a passar batom vermelho sem olhar no espelho. Ela disse que quando me viu entrando com aquela cor de batom, voltou no tempo e se lembrou de mim ainda pequena. Foi com a Eliana que eu descobri na tenra idade, o valor de uma amizade e o sentimento leal de ter uma amiga. Foi por ela que minha boca estava tão vermelha.






Nínive ficou com vontade de casar de novo, com o mesmo marido, só para sentir toda a emoção vivida. Mais fotos aqui.